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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Energia chega de ônibus

Movimento dos veículos gera eletricidade para alimentar ponto sustentável em São Paulo

Ainda em período de testes, a São Paulo Transporte (SPTrans) inaugurou este mês um ponto de parada sustentável que foi equipado para ser capaz de transformar o movimento da passagem dos ônibus em eletricidade, fornecendo energia para a plataforma.

O e-ponto, como é chamado, fica em um dos principais cruzamentos da cidade de São Paulo, da avenida Paulista com a rua da Consolação, e conta ainda com painéis solares que abastecem os eletrônicos, entre eles, uma lixeira que "aplaude" seus usuários. "O sistema ficará em teste por 30 dias. A intenção é levá-lo para outros pontos da cidade", diz Maurício Lima, diretor de tecnologia da SPTrans.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) se interessou pela tecnologia e estuda aproveitar o movimento de carros das grandes avenidas para funcionamento dos semáforos e iluminação das faixas de pedestres.

COMO FUNCIONA
No ponto circulam, em média, 300 ônibus por hora, transportando 400000 passageiros por dia. Confira os equipamentos instalados


Veja mais no Planeta Sustentável

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A luz vai ficar smart

No final de 2012 ou no início de 2013, começam a ser instaladas as redes inteligentes, que permitirão a cobrança diferenciada de tarifas


Se tudo ocorrer conforme o cronograma traçado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as smart grids, ou redes inteligentes, devem começar a ser implantadas no país entre o final de 2012 e o início de 2013. O processo deve se iniciar com a troca dos medidores eletromecânicos atuais por modelos eletrônicos, que vão facilitar o controle do consumo tanto pelos clientes quanto pelas empresas distribuidoras de energia. Os novos equipamentos permitirão que o consumidor saiba, em tempo real, quanto está gastando de energia. A ideia é que a substituição dos medidores venha acompanhada pela adoção de tarifas diferenciadas por horário para clientes residenciais. Com a cobrança de tarifas mais caras no período de maior consumo, os clientes serão incentivados a gastar menos energia no horário de pico - o consumidor poderá, por exemplo, programar a lavadora de roupas para funcionar de madrugada ou reduzir a potência do ar-condicionado nos horários em que a energia for mais cara.


A Aneel pretende regulamentar o uso dos novos medidores eletrônicos nos próximos meses. O Brasil possui atualmente 67 milhões de medidores de energia, que deverão ser substituídos num prazo de até dez anos, dependendo do ritmo de implantação das redes inteligentes pelas distribuidoras. O custo de cada novo medidor é estimado em cerca de 200 reais, o que significa um investimento de mais de 13 bilhões de reais para a troca de todos os equipamentos. Ainda não está definido quem vai pagar essa conta. A intenção da Aneel é que as distribuidoras de energia realizem a troca sem repassar os custos ao consumidor, uma vez que as empresas terão, de acordo com a agência, enormes ganhos de eficiência - poderão monitorar o consumo mais facilmente, detectar os desvios de energia (os gatos) e realizar cortes sem necessidade de enviar um funcionário até a residência.

Noticia publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 6 de maio de 2011

De peito estufado

Medição de CO2 de 440 modelos mostra que nem sempre os motores que mais emitem são os maiores.

Você sabia que um carro 1.0 pode emitir mais CO2 que um com motorização 3.0? Apesar de surpreendente, o BMW Série 5, de 306 cv, despeja no ar 178 gramas desse gás por quilômetro rodado, 4 gramas a menos que o Ford Fiesta 1.0, cuja potência é de 73 cv. Os números fazem parte dos dados de emissões de 440 modelos fornecidos pela consultoria Jato Dynamics.

Embora não seja nocivo à saúde humana, o CO2 (dióxido de carbono) está ligado ao fenômeno de aquecimento global. Se suas emissões não caírem, a Organização das Nações Unidas estima que a temperatura do planeta aumente 4 ºC até 2100. Segundo o Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa, divulgado em abril pela Cetesb, houve um aumento de 15,4 milhões de toneladas de CO2 em 18 anos no estado de São Paulo. Só em 2008, foram lançadas 34,8 milhões de toneladas. Mais da metade disso veio dos automóveis.

O tamanho do motor não tem, necessariamente, relação direta com emissões de CO2. Com 77 cv, o Logan 1.0 despeja no ar 4 gramas a mais de CO2 que o Audi A4 2.0, com 214 cv. Um Toyota Hilux SW4 2.7, com 158 cv, ultrapassa em 40 gramas o CO2 produzido por um Mercedes Classe S 63 AMG, com 544 cv.

Lei a reportagem complena no Planeta Sustentável

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estilo de letra ajuda na memorização e aprendizado, diz estudo

É mais fácil se lembrar de um novo fato se ele for escrito em uma letra comum ou em letras grandes e grossas? A resposta: nenhuma das opções. O tamanho da fonte não tem qualquer efeito sobre a memória, embora a maioria das pessoas ache que maior é melhor. Já o estilo da fonte, esse faz diferença.

Uma nova pesquisa mostra que as pessoas retêm significativamente mais informação --seja ciência, história ou linguagem-- quando estudam em uma fonte que seja não só desconhecida, mas também de difícil leitura.

Num recente estudo publicado na revista "Cognition", psicólogos de Princeton e da Universidade de Indiana fizeram 28 homens e mulheres ler sobre três espécies de alienígenas --cada um com sete características, como "possui olhos azuis" e "se alimenta de pétalas e pólen".

Metade dos participantes estudou o texto na fonte Arial tamanho 16, e a outra metade em Comic Sans MS ou Bodoni MT tamanho 12. As duas últimas são relativamente desconhecidas e mais difíceis para o cérebro processar.

Após uma rápida pausa, os participantes fizeram uma prova. Aqueles que haviam estudado nas fontes de leitura difícil obtiveram resultados melhores do que os outros --em média, 85,5% a 72,8%.

Para testar o conceito na sala de aula, os pesquisadores conduziram um grande experimento, envolvendo 222 alunos numa escola pública de Chesterland, Ohio.

Um grupo recebeu todo seu material complementar para os cursos de inglês, história e ciência alterado para uma fonte incomum, como a Monotype Corsiva. Os outros estudaram com o material de sempre.

Após o término das aulas, os pesquisadores avaliaram os exames relevantes de cada sala. Conclusão: alunos que usaram o material com letras estranhas tiveram resultados significativamente melhores do que os outros, em todas as disciplinas --particularmente em física.

Um outro estudo a ser publicado neste ano na revista "Psychological Science", conduzido pelo psicólogo Nate Kornell, do Williams Colleg, reuniu participantes que estudaram uma lista de palavras impressa em fontes de variados tamanhos e julgaram a probabilidade de se lembrarem delas num teste posterior.

Eles se sentiram mais confiantes em lembrar das palavras impressas em letras grandes, avaliando o tamanho da fonte (facilidade de processamento) como mais importante para a memória --mais importante até mesmo do que a prática repetida. Mas experimentaram exatamente o oposto. Em testes reais, o tamanho da fonte não fez nenhuma diferença, afirma o estudo.

Reportagem publicada na Folha

terça-feira, 12 de abril de 2011

Plástico biodegradável de penas de galinha

No 241° Encontro Nacional de Exposição da Sociedade Química Americana, que aconteceu essa semana, cientistas divulgaram um destino diferente para as penas de galinha que são desperdiçadas pela indústria. As penas seriam utilizadas para a produção de um termoplástico, que pela primeira vez consistiria num material com propriedades mecânicas resistentes e estável em água.

Vários cientistas trabalham na descoberta de materiais alternativos para a produção de plástico, um caminho que na maioria das vezes procura na agricultura e em fontes renováveis os benefícios ecológicos que o petróleo não possui.


Compostas basicamente por queratina, uma proteína resistente também encontrada nas unhas e cabelos humanos, é ela que dá a resistência e durabilidade aos plásticos.


Para o desenvolvimento do termoplástico, as penas de galinha foram processadas com químicos como o acrilatode metila, líquido incolor encontrado em esmaltes de unha que sofre polimerização – as moléculas se ligam por várias cadeias. O resultado é um plástico mais resistente que os similares feitos a partir de proteína de soja e fécula de mandioca, por exemplo.


Leia mais no Atitude Sustentável

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abacaxi e banana viram plástico para veículos

Um superplástico para carros feito com fibras retiradas de abacaxi e banana foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros. Segundo Alcides Leão, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as propriedades desse plástico são "incríveis". "Eles são leves, mas muito fortes - 30% mais leves e entre três e quatro vezes mais fortes", afirma o pesquisador. De acordo com ele, o plástico poderá ser usado na fabricação de diversas partes de carros, como para-choques e painéis.

O plástico criado tem outra vantagem: como deixará os carros mais leves, levará a uma economia de combustível. Leão afirma que esses plásticos poderão ser usados em dois anos.


Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia química Leonardo Simon, mostrou na Universidade de Waterloo, no Canadá, que a palha do trigo poderia fazer parte de peças de veículos e substituir materiais não renováveis obtidos por meio da mineração.


A palha é uma alternativa viável ao uso de carbonato de cálcio, talco e mica.


Transformada em um pó, ela é misturada com polipropileno (plástico) e pode formar peças tanto para a parte interna quanto para a externa dos veículos. No ano passado, o novo plástico já era utilizado em algumas peças do carro Ford Flex.


Notícia publicado no Estadão

segunda-feira, 21 de março de 2011

Universidade Metodista de São Paulo se classifica para o Projeto Rondon

A Universidade Metodista de São Paulo está classificada para o Projeto Rondon em duas operações: Peixe-Boi e Tuiuiú. A divulgação das universidades que conquistaram as vagas aconteceu no sábado no próprio site do Projeto Rondon.

“Para próxima etapa escolheremos os alunos e os projetos desenvolvidos por eles. Outro ponto é que do dia 3 ao dia 9 de abril os coordenadores dos projetos nas universidades vão fazer uma viagem percussora para conhecer a realidade das cidades”, explicou o professor coordenador do Projeto Rondon na Metodista, Victor Bigoli.

A Operação Tuiuiú, que será feita na cidade Porto Esperidião, no Mato Grosso, a Universidade implantará atividades voltadas para saúde, direitos humanos e justiça, educação e cultura.

Já na Operação Peixe-Boi será desenvolvida em Presidente Figueiredo, no Amazonas, a Metodista desenvolverá o plano de ação denominado pelo Ministério da Defesa como Ação B. Isto é, a Universidade será responsável por trabalhos que visem à sustentabilidade, tecnologia, empreendedorismo e meio ambiente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Livros digitais mudarão nosso cérebro?

Em 2009, quando a segunda geração do Kindle, o leitor de livros digitais da Amazon, chegou aos Estados Unidos, iniciou-se uma discussão sobre a capacidade de a nova plataforma provocar transformações nos processos de leitura, aprendizado e até mesmo na mecânica cerebral. O jornal americano The New York Times ouviu especialistas ligados à educação provenientes de diferentes áreas a respeito. Algumas ideias apresentadas pareceram pertinentes.

Para Alan Liu, pesquisador da Universidade da Califórnia, os e-books transformariam o ritual da leitura, solitário por excelência, em uma cerimônia coletiva, onde o principal agente transformador é o ambiente. As silenciosas bibliotecas, na visão dele, dariam lugar aos animados cafés, onde os jovens passariam a equilibrar a atenção focal e periférica (na obra que leem e no ambiente ao redor), algo muito difícil até então.

A distração é o principal obstáculo à leitura digital, apontou Sandra Aamodt, ex-editora chefe da revista Nature Neuroscience. Ela questionou a eficiência dos e-readers e destacou: "A leitura em uma tela exige maior esforço por parte do usuário."

Gloria Mark, também da Universidade da Califórnia, foi menos cética. Ela defendeu que o hipertexto, presente os livros digitais, enriquece o processo de aprendizado. Embora reconheça a vantagem de buscar, simultaneamente, informações adicionais na rede enquanto se entrega à leitura nos dispositivos eletrônicos, ela chamou a atenção para a falta de profundidade nesse processo. "Os jovens, quando conectados, alternam suas atividades a cada três minutos", alertou.

Maryanne Wolf, diretora do Centro de Pesquisa em Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, fez uma defesa apaixonada da capacidade de adaptação dos jovens aos e-books. Ela explicou que o processo de leitura é baseado em uma arquitetura aberta e que essa característica torna mais flexível a absorção de conteúdo.

Em entrevista a VEJA, no entanto, a especialista ressaltou que nos dispositivos eletrônicos a leitura é mais veloz e, portanto, superficial. "Nesse caso, o circuito formado entre as áreas do cérebro envolvidas na leitura não chega àquela região em que ela seria processada de maneira mais analítica".

Entre os acadêmicos havia também os otimistas. David Gelernter, professor da Universidade de Yale, duvidava que a qualidade da leitura estivesse diretamente vinculada ao suporte em questão. Ele disse que o "meio não é a mensagem" e que a forma como o conhecimento chega ao ser humano é irrelevante. Na concepção de Gelernter, o que importa é a excelência do conteúdo e não o seu intermediário.

Matéria publicada na Veja .

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Energia limpa que vem do cocô

Nem só de sol e vento é possível produzir energia limpa. Até o que você faz no banheiro pode manter a luz acesa ou a casa mais quentinha

DO COCÔ AO CALOR
Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada. É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, é verdade – há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam o “número 2” para produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através do cocô – uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente não para nunca de fazer as necessidades fi siológicas, né?!

LUZ NAS PRAÇAS
Uma praça cuja iluminação é toda mantida graças aos detritos que os cães deixam por ali. Projetada pelo designer Matthew Mazzotta e batizada de Park Spark, essa praça existe e fi ca na cidade de Cambridge, nos EUA. Pensando numa forma de dar um fim sustentável aos resíduos animais, Mazzotta desenvolveu um sistema com um grande tambor de ferro onde o cocô dos bichos é jogado e misturado, permitindo que as bactérias possam fazer a decomposição dos resíduos e liberar gás metano. Esse gás, que depois é canalizado, é distribuído por todo o parque, onde é usado para manter a chama dos postes acesas, permitindo que as pessoas possam passear com seus cãezinhos durante a noite em segurança. O projeto foi desenvolvido através do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e a ideia é espalhar parques que tenham a energia gerada pelo cocô da bicharada por todo o país.

TRONO MAIS VERDE
As privadas estão ficando mais sustentáveis. Pudera: para cada descarga, cerca de 20 litros de água vão esgoto abaixo. Pensando nisso, os fabricantes estão criando privadas mais verdes. Conheça abaixo duas tendências que devem estar em breve num banheiro próximo de você.

1. Uma forma de evitar o desperdício é substituir a água pelo fogo. Os novos modelos vão incinerar o xixi e o cocô. Ao apertar a “descarga”, os excrementos são queimados – sem deixar cheiro, claro.

2. Um sistema a vácuo suga os detritos e os jogá no esgoto – praticamente a seco. Por isso, consome apenas 0,8 litro de água a cada uso, 10 vezes menos que um vaso comum. A energia para produzir o vácuo vem de painéis solares.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lixo hospitalar vira lixo comum, também no Brasil

Chega ao país a tecnologia italiana que transforma resíduos contaminados de clínicas e hospitais em lixo comum e esterilizado, com vantagens financeiras e ambientais

Resíduos de hospitais e clínicas médicas sempre representaram um grande problema. Não só para o meio ambiente, já que normalmente são incinerados, o que libera gases do efeito estufa na atmosfera, como também para os estabelecimentos que trabalham com saúde, que gastam muito dinheiro para gerenciar seu lixo. Sem contar que os materiais descartados são contaminados por microorganismos transmissores de doenças e expõe funcionários a riscos de infecção. Pois uma tecnologia italiana chega ao Brasil para tentar solucionar a questão.

O equipamento - chamado de Newster 10 -, adotado recentemente pelo Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, de Curitiba/PR, trata o lixo hospitalar, basicamente, através de dois processos: o de trituração e o de esterilização. Ele é composto por uma câmara com pressão atmosférica a alta temperatura, que funciona como um grande liquidificador. O operador da máquina precisa, apenas, apertar um botão para que a turbina comece a trabalhar. Como é ligada em fonte de energia de 380 Volts, a velocidade com que os resíduos entram em atrito é tão grande que eleva a temperatura interna do equipamento a 150º C. Depois de cerca de meia hora em funcionamento, e de um resfriamento com ajuda de água, a máquina devolve um pó cinza. A vantagem é que ele sai esterilizado, sem nenhum organismo vivo causador de doenças. Além disso, seu volume é até 70% menor e o peso 30% mais leve.

Leia a reportagem na íntegra no Planeta Sustentável

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais poluente, termelétrica ganha peso na matriz energética

Estudo do Ipea prevê que nos próximos três anos a participação das usinas à base de combustíveis fósseis deve passar dos atuais 17,7% para 23,1%

Com a construção de 122 novas usinas, as termelétricas à base de combustíveis fósseis devem aumentar sua participação na matriz de energia elétrica brasileira de 17,7% para 23,1% nos próximos três anos. Enquanto isso, a participação das hidrelétricas deve cair de 72,5% para 64,4%, mesmo com a construção de 311 novas usinas. Como resultado, a matriz brasileira, frequentemente elogiada por explorar fontes renováveis, deve aumentar sua dependência de recursos não-renováveis e mais poluentes, como petróleo e gás. Os dados constam de estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Brasil tem atualmente a matriz energética com menor nível de emissão de gases de efeito estufa entre os países industrializados. As fontes renováveis representam 45,9% da oferta de energia interna do Brasil, uma média muito superior à do resto do planeta, de apenas 12,9%. Isso faz com que o consumo médio no país seja de 1,34 tonelada equivalente de petróleo por ano (tep), muito abaixo dos países desenvolvidos, que é de 4,69 tep, e também abaixo do consumo mundial, 1,78 tep. Mas a previsão é de que o consumo de fontes fósseis no país aumente dos atuais 1,34 tep para 1,49 tep, seguindo tendência mundial apontada pela Agência Internacional de Energia. “Estamos em posição de vanguarda com relação a outros países, o que não significa, contudo, que estejamos no padrão ideal no aspecto da geração de energia”, diz Gesmar Rosa, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

Leia na íntegra na Veja



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brasil atinge oitavo lugar em número de usuários de internet

Com 40 milhões de usuários de internet em 2010, o Brasil ficou em oitavo lugar em um ranking de 43 países divulgado nesta quarta-feira (9) pela consultoria comScore, que só considera acessos de maiores de 15 anos feitos em casa ou no trabalho.

De 2009 para 2010, o número de internautas brasileiros cresceu 20%, segundo o levantamento.

A China lidera a lista, com 291,5 milhões. Em seguida, vêm EUA (180,9 milhões), Japão (73 milhões), Alemanha (49,3 milhões), Rússia (46,1 milhões), França (41,9 milhões) e Índia (41,5 milhões).

Em 2010, o Brasil ultrapassou o Reino Unido, que fechou o ano com 38,2 milhões de usuários da rede.

Alex Banks, diretor administrativo da comScore no Brasil, estima que o Brasil deva superar a França em breve.

Em média, brasileiros passam 24,3 horas por mês na internet, superando em duas horas a média global.

Fonte: Folha

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Google cria Street View para museus

O Google anunciou hoje o Art Project, ferramenta no mesmo modelo do Street View que permite ao usuário passear por obras de artes instaladas dentro de museus.

A navegação começa a partir da escolha de um dos 17 museus fotografados para o projeto. Entre eles, estão o Alte National Galerie, em Berlim, o MoMA, em Nova York, o Palácio de Versailles, na França, a Galeria Nacional, em Londres, entre outros.

Em seguida, é possível “passear” pelos pavilhões dos museus e visualizar as obras de arte. A resolução das imagens é similar as do Street View.

A navegação também pode ser feita pelo nome das obras, listadas em um menu no alto da página. Nesse caso, cerca de 1 000 obras são exibidas com alta resolução – as imagens podem ter até 7 bilhões de pixels, de acordo com o Google.

O serviço também permite aos usuários criarem suas próprias galerias, salvando suas obras preferidas.

As imagens foram capturadas por câmeras instaladas em um pequeno carrinho que trafegou por dentro dos museus. Por enquanto, nenhum museu brasileiro faz parte do projeto.

Matéria publicada no Info Exame

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Teste simples reduziria riscos em transfusões de sangue, diz associação

NAT brasileiro é uma das inovações que estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças retrovirais

O diretor administrativo da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Dante Mário Longhi Júnior, disse que se o teste NAT (a sigla em inglês para Teste de Ácido Nucleico) fosse obrigatório no país, o risco de infecções contraídas por meio de transfusões de sangue diminuiria em até 20 vezes.

O teste NAT brasileiro é uma das inovações tecnológicas que estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças retrovirais. A implementação gradual é feita pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação da Política de Sangue. O procedimento serve para detectar o HIV e HCV (hepatite C), além de ampliar a segurança nos serviços de hemoterapia no Brasil.

Ele manifestou preocupação com a demora na adoção do teste, que ocorre devido ao custo significativo. "Não podemos, devido à justificativa econômica, deixar de garantir a maior segurança possível na transfusão realizada no Brasil. Os órgãos governamentais defendem a ideia de que esse teste tem custo relativamente elevado e que o Brasil está desenvolvendo um produto nacional. É pertinente, mas o Brasil deveria adotar esses testes que já existem no mercado e, só depois, desenvolver o nacional", disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Campus Party 2011: Marina Silva defende internet pública gratuita

Senadora também detalhou papel da rede em sua campanha presidencial

A senadora Marina Silva (PV-AC) foi uma das palestrantes do primeiro dia de painéis da Campus Party 2011, evento de tecnologia que acontece em São Paulo até o próximo domingo (23).

Ao responder as perguntas dos participantes da palestra, Marina defendeu que o governo brasileiro adote uma política que ofereça internet gratuita para a população. "Ela é necessária para a formação dos alunos e dos professores, é o que ajuda a estimular a inovação." Ela destacou o projeto de Tião Viana (PV), governador do Acre, que planeja disponibilizar redes Wi-Fi públicas gratuitas em todo o estado.

Marina Silva também comentou a importância da internet em sua campanha presidencial, no ano passado. Segundo ela, a rede foi fundamental para a obtenção dos quase 20 milhões de votos que recebeu.

A campanha de Marina incluiu um blog, um site oficial e uma equipe que ajudava Marina a atualizar seu perfil no Twitter. No final da campanha, a página chegou a 245 mil seguidores. "Pode parecer pouco para quem tem milhões de seguidores, mas investimos em uma interação viva com as pessoas", disse Marina em palestra na Campus Party 2011. No Facebook, mais de 98 mil pessoas curtiram a página oficial de Marina até agora.

Leia a matéria na íntegra no IG

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cientistas estudam combustível de microalga

Cientistas brasileiros ingressaram na corrida para tornar economicamente viável a produção de combustível extraído de algas microscópicas. Na opinião dos pesquisadores, recursos escassos e equipes que atuam de forma solitária ainda constituem obstáculos para avanços na área.

O desafio é imenso. Só não supera as promessas. De todas as fontes de biocombustíveis, nenhuma oferece produtividade tão grande. Das plantas superiores - com raiz, tronco e folhas -, a melhor opção para produção de óleo - e, depois, biodiesel - é o dendê: cada hectare produz 4,4 mil litros por ano. Algumas microalgas produzem até 90 mil litros em idêntica área e no mesmo período: 20 vezes mais.

E as vantagens não terminam aí. Há microalgas que apreciam águas salobras ou águas com resíduos. O uso de tais microrganismos aliviaria a demanda por água doce e limpa, que costuma ser alta em culturas convencionais para produção de biocombustíveis, como soja e cana.

Leia a notícia na íntegra no Diário do Grande ABC

Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

Ao contrário do que era esperado, decreto que regulamenta Política Nacional de Resíduos Sólidos não impôs metas para a reciclagem de embalagens e itens como lâmpadas e eletroeletrônicos, nem trouxe instruções sobre recolhimento dos produtos usados

O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.

O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação do grupo sairá até fevereiro. O cronograma é o primeiro desdobramento prático do decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2010.

Ao contrário do que era esperado, o decreto não impôs metas para a reciclagem de embalagens e outros itens, como lâmpadas e eletroeletrônicos. No caso da logística reversa, que é o recolhimento dos materiais após seu uso pelo consumidor, o detalhamento deve vir por meio de acordos definidos entre os setores.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ministro promete banda larga popular em 4 anos

A internet de alta velocidade deve estar disponível para a grande maioria da população em, no máximo, quatro anos, garante o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Segundo ele, o governo federal deverá definir, nos próximos cinco meses, os detalhes do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que estabelece as diretrizes para a massificação do acesso à banda larga no país.

“Vamos começar este ano a oferta de serviços em condições mais adequadas, tanto do ponto de vista técnico como de preço”, disse o ministro, em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, que vai ao ar hoje, às 22h. O programa, ancorado pelo jornalista Luiz Carlos Azedo, teve a participação dos jornalistas Samuel Possebon, da revista Teletime, e Elvira Lobato, do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o ministro, será preciso um grande esforço conjunto dos governos estaduais e federal e da iniciativa privada para baratear o preço do serviço. “Nos últimos anos, a compra de computadores no Brasil foi facilitada, mas acesso à internet ainda é caro e muito restrito”, avaliou.

Paulo Bernardo anunciou que determinou à nova diretoria dos Correios que prepare uma nova licitação para o serviço de Banco Postal, cujos atuais contratos terminam em novembro.

Em relação aos contratos com as 1,4 mil agências franqueadas, que venceram e foram prorrogados até junho, ele disse que o governo pode retomar os serviços concedidos caso a licitação de novos contratos fracasse. “As franquias são uma coisa boa, e devem continuar. Mas, se a licitação não der certo, não vamos ficar prorrogando, vamos tomar conta do serviço”.

O ministro disse ainda que o governo poderá buscar alternativas para baratear ou acabar com a assinatura básica da telefonia fixa. Segundo ele, os valores cobrados atualmente são altos, mas a assinatura básica está prevista em contrato e qualquer alteração deve ser negociada com as operadoras.

Noticia publicada no InfoExame

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Venenoso












O celular é o ícone da modernidade. Nele, quase tudo pode ser visto, acessado, jogado. Dá até para telefonar! No Brasil, quase todos têm um... que vai ficar obsoleto e - descartado de maneira imprópria - pode se transformar em um vilão poluidor

CARCAÇA
Material - Antes Alumínio, cromo, PVC e retardantes de fogo à base de bromo. Hoje Alumínio, policarbonatos e antimônio (retardante de fogo). Há experimentos para a produção de polímeros biodegradáveis.
Quem fornece - Arábia Saudita e Irã (petróleo, base do PVC e dos policarbonatos), Brasil (alumínio), África do Sul (cromo) e China (antimônio).
Efeitos da produção - A produção de alumínio com base em bauxita, embora seja menos agressiva ao solo, exige um gasto imenso de energia e água. Os plásticos, como o PVC e o policarbonato, são derivados do petróleo, fonte não renovável.
Reciclagem correta - O PVC e os policarbonatos podem ser incinerados para gerar energia desde que com a devida neutralização dos gases tóxicos. Outra opção é derretê-los e transformá-los em plástico reciclado, usado em produtos de menor valor. O alumínio também é facilmente reaproveitado.
Falsa reciclagem - O derretimento de carcaças com retardantes à base de bromo sem tratamento dos gases libera dioxinas. Essas substâncias se espalham pela atmosfera e causam graves problemas de saúde em humanos e animais.
Caiu no lixão - Materiais de decomposição lenta, como o PVC, podem ficar mais de 200 anos na natureza e ocupam espaço, por serem rígidos. Em caso de incineração, as carcaças liberam dioxinas.

BATERIA
Material - Antes Liga de níquel-cádmio, grafite e potássio. Hoje Íon-lítio (à base de lítio, cobalto e grafite) ou hidreto metálico de níquel (à base de potássio, níquel e grafite).
Quem fornece - Rússia (níquel), Bolívia (lítio), República Democrática do Congo (cobalto), Coreia do Sul (cádmio), China e Brasil (grafite) e Canadá (potássio).
Efeitos da produção - O níquel e o cobalto são obtidos da mineração, atividade de impacto no solo e de emissão de CO2. As maiores reservas de lítio estão na Bolívia.
Reciclagem correta - As baterias possuem cobalto, níquel e ferro, que podem ser reaproveitados.
Falsa reciclagem - Se a cartolina e o papelão são facilmente recolhidos para a reciclagem, as embalagens plásticas acabam no lixão. De reciclagem mais cara, elas são menos valorizadas no mercado informal de coleta.
Caiu no lixão - O cádmio é um metal pesado e pode contaminar a água e o solo.

TELA LCD
Material - Vidro, óxido de índio-estanho ou óxido de zinco e polímero de cristal líquido.
Quem fornece - Canadá (índio) e China (zinco e estanho).
Efeitos da produção - O índio é um mineral raro em forma pura e em geral é obtido da extração de outros minérios, como o zinco. Ou seja, além do impacto da mineração, ainda há um grande gasto de energia na eletrólise para separar o minério.
Reciclagem correta - O visor de vidro é reaproveitado. Mas a recuperação dos metais especiais, como o índio, ainda é considerada muito cara e ocorre apenas em testes.
Falsa reciclagem - Caso o backlight (sistema de iluminação) dos aparelhos antigos seja quebrado, pode haver a liberação de vapor de mercúrio. A quantia é mínima, se comparada a um monitor de TV.
Caiu no lixão - A incineração de uma tela LCD pode levar à transformação dos polímeros em gases poluentes e cancerígenos.

TECLADO
Material - Antes Plásticos diversos, silicone emborrachado e prata (contatos). Hoje Mesmo material da carcaça, silicone emborrachado, prata (contatos) ou não existem (touchscreen, tela sensível ao toque).
Quem fornece - Idem ao material usado na carcaça, México e Peru (prata) e diversos países (sílica).
Efeitos da produção - Os botões com o mesmo material da carcaça encobrem o tradicional teclado de silicone emborrachado. Ou seja: mais material está sendo usado. A tela sensível ao toque dispensa o uso de silicone e plástico, materiais mais difíceis de reutilizar ou reciclar que o vidro.
Reciclagem correta - A mistura de materiais faz com que os botões geralmente tenham o mesmo destino da carcaça: derretimento ou incineração para produção de energia.

Fonte: Planeta Sustentável

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Raio X do notebook












Seu laptop ficou velho e vai para o lixo? Saiba o que acontece com ele num programa de reciclagem

Bateria, drive de DVD, placa-mãe. Quando tudo fica obsoleto no computador, às vezes não há alternativa além de jogá-lo fora. Mas, mandar para a lixeira? Conforme aumenta a popularidade dos laptops, cresce também a preocupação de seu impacto no volume de lixo eletrônico. Um estudo da consultoria IDC apontou que a compra de laptops já ultrapassou a de desktops no Brasil. Por isso decidimos acompanhar o início do processo de reciclagem de um notebook no Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da Universidade de São Paulo (Cedir-USP), que faz a triagem e a desmontagem dos aparelhos, para enviar os componentes aos recicladores.

Quando os notebooks chegam ao Cedir-USP ainda não são necessariamente lixo. Primeiro passam por um teste. Caso ainda possam ser reaproveitados, são destinados a organizações não governamentais, para uso educativo. Caso contrário, são encaminhados a um processo de desmontagem. No exemplo que acompanhamos, de um notebook Pavilion ze2000, que a HP lançou em 2005, foram necessários 30 minutos. Esse tempo pode ser menor, dependendo da complexidade do laptop e da experiência do técnico. Nos mais antigos, há peças plásticas soldadas às metálicas. Além disso, várias empresas usam parafusos próprios, que exigem chaves especiais. Depois de separado, o material é dividido em lotes e encaminhado a ONGs especializadas, que fazem a reciclagem.

VEJA QUADRO: Peças do notebook

O volume de notebooks vem aumentando, mas ainda não é muito representativo. O Centro de Recondicionamento de Computadores Oxigênio, em Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu 149 notebooks para reparo e reciclagem em 2009, frente a 2 500 desktops. “O número é baixo, pois o crescimento de venda dos notebooks é recente. Mas em um período de três anos devem começar a chegar mais”, afirma Rita de Cássia Marques, coordenadora do centro. Para ela, a tendência é de que a vida útil dos equipamentos seja reduzida, o que implica maior descarte. Segundo Ronylson Freitas, gerente de resíduos da Reciclo Metais, parceira do Cedir-USP, 98% de um notebook podem ser reaproveitados na reciclagem. Os 2% restantes se perdem no processo, mas não chegam a poluir o ambiente se forem tratados. complexidade do laptop e da experiência do técnico.

Nos mais antigos, há peças plásticas soldadas às metálicas. Além disso, várias empresas usam parafusos próprios, que exigem chaves especiais. Depois de separado, o material é dividido em lotes e encaminhado a ONGs especializadas, que fazem a reciclagem. O volume de notebooks vem aumentando, mas ainda não é muito representativo. O Centro de Recondicionamento de Computadores Oxigênio, em Guarulhos, na Grande São Paulo, recebeu 149 notebooks para reparo e reciclagem em 2009, frente a 2 500 desktops. “O número é baixo, pois o crescimento de venda dos notebooks é recente. Mas em um período de três anos devem começar a chegar mais”, afirma Rita de Cássia Marques, coordenadora do centro. Para ela, a tendência é de que a vida útil dos equipamentos seja reduzida, o que implica maior descarte. Segundo Ronylson Freitas, gerente de resíduos da Reciclo Metais, parceira do Cedir-USP, 98% de um notebook podem ser reaproveitados na reciclagem. Os 2% restantes se perdem no processo, mas não chegam a poluir o ambiente se forem tratados.

ALTERNATIVAS VERDES DE FÁBRICA
De olho na onda ecológica e nos possíveis problemas futuros com o descarte, as empresas já estão investindo em aparelhos com menos compostos tóxicos. João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec, conta que muitas fabricantes já vendem produtos no Brasil alinhados à proposta verde e a selos de qualidade como a Restrição de Certas Substâncias Perigosas (RoHS) e a Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos (Epeat). “Mesmo assim, elas mantêm no mercado, junto com os aparelhos ecológicos, linhas não atualizadas, cujos padrões fogem aos das certificações”, diz Redondo. A Itautec mantém um centro de reciclagem em sua sede de Jundiaí, no interior de São Paulo. Outras empresas, como Sony e Lenovo, lançaram notebooks e netbooks verdes, feitos com materiais reaproveitados. O Vaio W Eco, da Sony, que era um produto-conceito, ficou apenas dois meses nas prateleiras. “Vamos usar o aprendizado e parte das ações implementadas para o modelo na produção de outros notebooks”, diz Willen Puccinelli, gerente da linha Vaio.

Foto: Luis Ushirobira