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terça-feira, 31 de maio de 2011

Santo André tem 37 pontos com crianças e adolescentes nas ruas

O ABC tem 116 pontos públicos de concentração com crianças e adolescentes em situação de rua. Os dados são do estudo feito pela Fundação Projeto Travessia, que trabalha com menores em situação de risco, com a participação da Universidade Metodista de São Paulo. Entre as sete cidades da região, Santo André lidera o ranking com 37 áreas consideradas críticas, seguida por São Bernardo (27 locais), Diadema (20 locais), São Caetano (19 locais), Mauá (oito locais), Ribeirão Pires (três locais) e Rio Grande da Serra (dois locais).

O coordenador de projetos da Fundação, Marcelo Caran, explicou que as divisas do ABC são quase inexistentes, com isso não dá para dizer que uma cidade tem mais crianças de rua que a outra. “Os transportes intermunicipais favorecem que uma criança se movimente de uma cidade para a outra com facilidade. Uma criança que reside em São Bernardo pode estar nas ruas de Santo André”, exemplificou.

Ainda segundo Caran, os períodos de maior concentração dessas crianças são entre quinta-feira e sábado. “Parte dessas crianças estão livres das atividades escolares nos fins de semana e também é quando há maior concentração de pessoas nas ruas”, afirmou.

Os endereços dessas áreas de concentração não foram divulgados para não atrapalhar os projetos das prefeituras, que têm a missão de traçar uma política pública regional e integrada para atender esse público específico. “É um número elevado e uma situação que preocupa. Agora, o próximo passo são as ações dos municípios serem potencializadas e capacitadas. Contudo, algumas ações têm que ocorrer em âmbito local”, salientou o coordenador de projeto da Fundação Criança de São Bernardo, André Felix Portela Leite.

De acordo com Leite, entre os fatores que contribuem para que uma cidade tenha esses pontos com crianças de rua estão a má distribuição de renda, questões geográficas e a postura da sociedade frente a essa realidade. “É fundamental que as pessoas entendam que dar esmola ou comprar produtos desses adolescentes pode estimular e alimentar essa situação. É preciso lembrar que há equipes responsáveis que fazem o atendimento a essas crianças”, disse.

Para Caran, da Fundação Travessia, em outra fase do projeto é necessário obter informações sobre a família das crianças, para saber os motivos que levam uma criança a abandonar o lar, o que pode ajudar na reinserção na família e na sociedade. “A negligência e o abandono por parte dos pais, abuso sexual, trabalho infantil e a violência familiar estão entre as principais causas”, falou.

Leia a matéria na íntegra no RROnline

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Prefeitura faz relatório incompleto sobre áreas contaminadas na cidade

Administração lista 203 áreas com solo poluído por metais, combustíveis ou solventes, mas não detalha quais estão sendo ''remediadas''

Obrigada por lei, a Prefeitura de São Paulo divulgou o primeiro relatório de solo contaminado da cidade. O documento, publicado em janeiro no Diário Oficial, traz 203 áreas. Mas deixa de fora informações obrigatórias sobre os terrenos. Não diz, por exemplo, quais estão sob investigação e se há áreas em processo de reabilitação ou já reabilitadas.

O solo contaminado representa risco à saúde. A lista deve ser atualizada a cada três meses e serve como um guia sobre a condição de terrenos que poderão receber empreendimentos. Para erguer um prédio, o construtor precisa verificar se ele tem alta concentração de produtos tóxicos, como combustíveis, metais e solventes. Em caso positivo, precisará descontaminá-lo. O relatório também pode ser usado para compradores de apartamento verificarem se a área do prédio já foi ou não poluída e se passou por processo de descontaminação.

"Esse documento deveria ser um serviço à sociedade", explica o vereador Ítalo Cardoso (PT), autor da lei que criou a lista de áreas contaminadas. "Infelizmente, ainda não saiu com todos os dados previstos." A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirma que todas as áreas contaminadas da cidade foram listadas e, na próxima atualização, vai adicionar detalhes.

Bairros com vocação industrial no passado concentram as áreas com alta concentração tóxica no solo. É o caso do distrito da Mooca, o campeão com 18 áreas, onde o problema hoje trava o desenvolvimento imobiliário. Depois, vêm dois distritos na zona sul - Campo Grande, com 17, e Santo Amaro, 11. Também aparecem com destaque bairros da zona oeste, como Vila Leopoldina, com 10, e Barra Funda, 7.

Esses bairros já se sobressaíam no relatório anual do governo do Estado, divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que traz um número de áreas contaminadas muito maior que o da lista da Prefeitura - mais de 800 áreas na capital paulista.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cimento sustentável reduz emissão de CO2 nas obras

5% de todo carbono lançado na atmosfera brasileira vem da área de contrução civíl

Existem várias maneiras de colocar a sustentabilidade dentro de casa, uma delas é a reforma sustentável.

Desde a construção até a decoração existem possibilidades para tornar esse processo amigável ao meio ambiente. Pequenos cuidados como o uso racional da água e da eletricidade durante as obras podem representar mudanças significativas no impacto ambiental.

Além disso o mercado de construção civil traz várias opções para deixar sua casa mais verde. O CPIII, por exemplo, é um cimento sustentável.

Os tipos convencionais possuem em sua composição um elemento chamado clínquer. A queima de uma tonelada de clínquer libera na atmosfera praticamente a mesma quantidade em CO2.

No caso do CPIII esse material é usado em menor quantidade, ele é misturado com escórias siderúrgicas (pequenos detritos resultantes do processo da fusão de metais). Opção que barateia o preço, dá uma maior durabilidade para o produto e ainda ajuda o meio ambiente.

A adição da escória no processo de fabricação do cimento representa uma redução de 2,5% na emissão de gás carbônico. Esses númenos se tornam significativos quando colocados diante da produção anual de cimento no Brasil, que ano passado foi de 50 milhões de toneladas.

Leia a reportagem na íntera no Atitude Sustentável

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ordem na casa, diz a CDHU

A maior empresa pública de habitação do país, a CDHU, quer mudar sua imagem. A meta é fazer para a baixa renda moradias confortáveis e verdes

É fim de tarde, e em um pequeno condomínio da cidade de Cubatão, a 55 quilômetros de São Paulo, crianças andam de bicicleta sobre ruas pavimentadas. Os sobradinhos geminados de dois dormitórios, revestidojavascript:void(0)s de pastilhas de vidro em tons pastel, têm janelas amplas que favorecem a incidência de luz natural. Dentro, todo o chão é de piso frio e a cozinha e o banheiro são revestidos de azulejos brancos. Nos telhados, aquecedores solares garantem o banho quente das famílias, que têm direito a uma vaga de garagem e a uma área comum com um playground e uma churrasqueira. O empreendimento imobiliário parece coisa de classe média — mas, acredite, não é. Quem mora ali, num condomínio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), é gente pobre: muitas famílias têm renda média mensal inferior a dois salários mínimos.

Ao longo das últimas décadas, e em todo o Brasil, as empresas públicas estaduais e municipais de habitação, mais conhecidas como Cohabs, esmeraram-se em ter sua imagem associada à construção de aglomerados de habitações pequenas, feias e de qualidade ruim para a população de baixa renda. A CDHU não escapa à regra. Em bairros da periferia de São Paulo, a empresa ajudou a piorar a paisagem urbana com mares de prédios idênticos e de arquitetura de gosto duvidoso. No interior do estado, onde o calor pode ser mais intenso, o desconforto térmico nas casas da CDHU fez com que elas recebessem o apelido pejorativo de “forno microondas”. Nos últimos quatro anos, porém, a companhia tem tentado vencer a própria imagem.

Por trás dessa tentativa está o engenheiro Lair Krähenbühl, que ocupa os cargos de secretário estadual de Habitação e de presidente da CDHU. Desde que assumiu as duas funções, em 2007, Krähenbühl decidiu que a sustentabilidade permearia a estratégia da companhia, e isso significava, principalmente, melhorar a qualidade do produto oferecido à população. “Incorporamos a ideia de que investir nas casas traria benefícios: para o meio ambiente, à saúde dos moradores, e para a própria CDHU, uma vez que as famílias costumam passar o resto da vida na mesma habitação”, diz o arquiteto Eduar do Trani, chefe de gabinete da Secretaria de Habitação.

A notícia na íntegra no Planeta Sustentável

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Triplica número de afetados pelo clima no Brasil

Em 2009, 5,8 milhões de brasileiros foram impactados por inundações, secas e vendavais, segundo o Atlas Nacional do Brasil, lançado pelo IBGE

De 2007 a 2009, triplicou o número de brasileiros afetados por inundações, secas, vendavais e temperaturas extremas. É o que revela o Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, lançado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento mais impressionante ocorreu no item inundações. Em 2009, as enchentes – que em 2007 haviam afetado 1 milhão de pessoas – impactaram 3,2 milhões de brasileiros. No item secas, o salto foi de pouco mais de 750 mil para cerca de 1,8 milhão, e nos desastres com causas eólicas e temperaturas extremas, o número de afetados passou de 200 mil para 800 mil.

As informações do atlas foram divulgadas três dias após o fim da Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Cancún, México.

Em sua sexta versão – a primeira foi em 1937 e a quinta, em 2000 –, a publicação mostra a evolução da proporção de vítimas e dos tipos de desastre distribuídos pelo território brasileiro no período 2007-2009.

O atlas revela, por exemplo, que Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Piauí foram os Estados que tiveram a maior proporção de habitantes afetados – entre 12,1% e 15,2%.

No ano passado, os gaúchos foram os mais afetados pelas secas. Do 1,6 milhão de habitantes que sofreram com desastres naturais no Estado, mais da metade enfrentou a falta de chuvas.No mesmo ano, os capixabas foram fortemente afetados pelas enxurradas.

Os números divulgados ontem abalam uma crença arraigada no senso comum: a de que o Brasil estaria livre de grandes tragédias naturais que afetam duramente outros países.

Leia da íntegra : Estadão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Baeta é o bairro de São Bernardo que mais registra casos de dengue

Foram 32 contaminações das 86 ocorrências da doença na cidade

Com a chegada do verão e as chuvas típicas dessa estação, a atenção com a dengue deve ser redobrada. O clima quente e a água parada são ideais para proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

Segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de cerca de 90% nos casos de morte por dengue no Brasil, no período de janeiro a outubro de 2010. Em São Bernardo, foram registrados 86 casos autóctones (contaminação que acontece sem o indivíduo sair da cidade), segundo dados da prefeitura.

O bairro que apresentou mais casos foi o Baeta Neves, com 32 das 86 ocorrências. A cidade apresentou 963 focos de dengue (casos em que são encontradas larvas de mosquito) em água parada.

O Baeta é um bairro que está em estado de atenção. Uma equipe de 11 agentes de controle de vetores realiza trabalho de prevenção e conscientização no bairro desde a segunda quinzena de novembro. Além disso, cada UBS (Unidade Básica de Saúde) conta com um agente de combate à dengue que passa orientações aos agentes de saúde locais.

Segundo o coordenador dos agentes de controle de vetores, Ronaldo Novaes, a intenção da ação é minimizar os casos de dengue na cidade. “Nossa cobertura é casa por casa, quarteirão por quarteirão, justamente para localizar cada foco”, contou.

De acordo com a agente Talita Bandeira Silveira, as irregularidades mais frequentes são caixas d’águas abertas, materiais descartáveis, lixos espalhados pelos quintais e pratinhos de plantas com água parada. “Nós encontramos larvas, mas o número de irregularidades sem focos de dengue é maior”, disse.

A aposentada Mari Carneiro da Silva considera importante a ação dos agentes de controle de vetores. “É bom porque evita a doença. A dengue mata então, eu procuro acatar as orientações dos agentes e manter a casa em ordem, sem acúmulo de água parada”, disse.

Não são todos os moradores que compreendem o trabalho dos agentes. “Há bastante resistência, uma boa parcela da população não deixa a equipe entrar nas residências”, conta Talita.Caso haja resistência do proprietário do imóvel, ou o espaço esteja fechado ou abandonado, a prefeitura notifica a Justiça que emite um mandato para que a equipe de controle à dengue fiscalize o local.

A doença - A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, e sim por meio da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A transmissão se dá depois que o mosquito pica uma pessoa contaminada e passa a doença para outra.O inseto é menor que o pernilongo e é preto com listras brancas no dorso, na cabeça e nas pernas. O hábito deste mosquito é picar durante o dia.

A pessoa que tem dengue apresenta sintomas como febre, dor nos olhos, moleza, manchas pelo corpo, dores na cabeça, juntas e músculos. Caso haja suspeita de dengue, o indivíduo deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Para prevenir a proliferação do Aedes aegypti, não se deve acumular água parada em recipientes. Tampar bem a caixa d’água, cobrir os pneus, guardar garrafas e vasilhames virados para baixo, trocar água dos animais de estimação com frequência e retirar a água de pratos de vasos também são ações preventivas. Além disso, duas colheres de água sanitária em ralos e calhas evitam a reprodução dos insetos.

Disque dengue
Caso o morador de São Bernardo queira denunciar um possível foco de dengue, deve entrar em contato com a prefeitura pelo “Disque Dengue” por meio do telefone: 0800-195565, das 8h às 17h.

Notícia publicada no RROnline

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SP tem 420 áreas de risco. Escapam só 5 subprefeituras

Ficam de fora apenas Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro e Mooca; estudo do IPT deve nortear as políticas municipais

A cidade de São Paulo tem hoje mapeadas cerca de 420 áreas de risco geológico, espalhadas em 26 das 31 subprefeituras - só estão de fora desse grupo Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro e Mooca. São esses os primeiros dados surgidos a partir do mapeamento encomendado pela Prefeitura ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O trabalho, em fase final de elaboração, começou a ser feito há um ano. Nesse período, uma equipe formada por quatro geólogos e geógrafos do Laboratório de Riscos Ambientais do IPT percorreu favelas, encostas e margens de córregos para inspecionar a condição dos terrenos. As áreas foram classificadas em quatro níveis - muito alto, alto, médio e baixo -, de acordo com o risco de escorregamento. Com cerca de 10 mil páginas, esse é o mais amplo relatório sobre áreas de risco já produzido no País.

Cada subprefeitura terá o seu mapeamento. Das 26 vistoriadas, 17 já receberam os relatórios finais, incluindo a da Penha, distrito onde anteontem um deslizamento de terra destruiu 20 residências e levou à interdição de outros 25 imóveis. O local havia sido classificado pelos técnicos como de "alto" risco de escorregamento, por causa da inclinação do talude. Os últimos oito relatórios serão entregues à Secretaria de Coordenação das Subprefeituras até o dia 16.

Dois critérios básicos foram usados na escolha das áreas a serem esquadrinhadas: o histórico de ocorrências e o potencial de deslizamentos. Antes de sair a campo, a equipe do Laboratório de Riscos Ambientais se reuniu com geólogos e agentes da Defesa Civil de cada subprefeitura. Antigas áreas de risco, incluindo aquelas que nos últimos anos passaram por obras para eliminar ou reduzir os riscos, foram revisitadas. Novas também acabaram incluídas.

O fato de o mapeamento estar restringido a 420 pontos não significa que a capital tenha apenas esse número de áreas de risco. Esse foi o universo indicado pelos técnicos da Prefeitura como prioritário. Acredita-se, contudo, que o trabalho tenha coberto parcela significativa das áreas de risco existentes na capital.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Alternativa para deixar sua casa mais verde nasceu na China












Tanto o piso quanto a porta são feitas de bambu (FOTO: Divulgação)

O bambu cresce rápido, não prejudica o meio ambiente e se torna alternativa sustentável para construção

Planta nativa da China, o bambu vem sendo usado para fabricação de material para casa há muito tempo. Mas hoje em dia, com o avanço da tecnologia, sua utilização está tomando cada vez mais espaço.

Os pisos feitos de bambu podem ser uma solução para esse problema. Ele é considerado uma gramínea, crescer bem mais rápido que uma árvore, demora cerca de cinco anos pra estar pronto para o uso, enquanto uma árvore demora bem mais de uma década.

Além do tempo de crescimento o bambu é auto sustentável, ou seja, não necessita de cuidados excessivos no plantio. Outro fator é a boa adaptação que a planta teve em território nacional, diminuindo a emissão de carbono no transporte.
A NeoBambu fabrica pisos de bambu, toda a produção é feita nacionalmente e até mesmo as aplicações químicas utilizadas são feitas de maneira sustentável.

A sócia-diretora da NeoBambu, Francine Ferrari Gautier, conta que levar adiante o projeto da empresa não foi fácil, mas que hoje ideia já é meuito bem aceita.
“Introduzir o piso de bambu em um país onde o uso da madeira é cultural não foi uma tarefa fácil, porém com o tempo as pessoas foram entendendo seus benefícios sócio-ambientais, assim como suas características físicas e mecânicas se sobressaíram sobre à madeira.

Sem contar da sua beleza natural que encanta. Hoje a aceitabilidade do piso de bambu no mercado é muito boa, afinal, ele só é novidade na América do Sul, pois na Europa, EUA, Austrália e Ásia já é comercializado por décadas“, explica.

Fonte: Atitude Sustentável

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É possível e tem quem faz












Agressões ao meio ambiente são evidentes. Mas soluções também existem. Algumas cidades vêm adotando práticas sustentáveis que podem desacelerar a degradação do planeta


GESTÃO AMBIENTAL DAS AUTORIDADES LOCAIS
Em todas as cidades com as boas práticas apontadas abaixo, o sucesso dependeu da parceria dos governos com a iniciativa privada. E também de projetos de médio e longo prazo para mudar os hábitos dos cidadãos e das empresas por meio de leis, campanhas e políticas continuadas. Na Suécia, por exemplo, o estado oferece subsídios e paga consultores para auxiliar as empresas a adotar estratégias sustentáveis.

MENOS POLUIÇÃO
Em Vancouver, no Canadá, áreas verdes contribuem para a qualidade do ar, assim como o uso de combustíveis limpos. Ônibus alternam biodiesel e energia elétrica. Além disso, o governo determinou que as indústrias poluam menos

ÁREAS VERDES PÚBLICAS
Praças e parques amenizam o clima, atraem animais e podem ser usados como espaços de lazer. Em Bogotá e Medellín, na Colômbia, o plano urbanístico previu parques-bibliotecas nos subúrbios, espaços geridos em parceria com a população.

PLANO URBANO
O desenho das cidades deve prever a distribuição equânime dos serviços pelo território e o crescimento, evitando a ocupação de áreas de preservação. Bairros viram minicomunidades com vida econômica e cultural própria. No século 19, o urbanista Ildefonso Cerdà replanejou Barcelona, na Espanha, pensando nisso.

GESTÃO E TRATAMENTO DO LIXO
Antes de tudo, menos consumo e desperdício. Depois, reutilizar, reciclar e dar destino ao que sobrou. Apenas 3% do lixo de Copenhagem, na Dinamarca, vai para aterros - 56% é reciclado. Outra parte é incinerada e gera energia, abastecendo residências e indústrias.

GERAÇÃO DE ENERGIA
Estocolmo, na Suécia, tem um bairro-modelo em que a meta é acabar com o consumo de combustíveis fósseis. Hoje, o lixo orgânico já é usado para fabricar biogás, que move ônibus e, nas casas, esquenta a água para a calefação no rigoroso inverno.

TRANSPORTES ALTERNATIVOS
Além do transporte público, a cidade deve estimular os deslocamentos a pé (especialmente em cidades planas) e de bicicleta por meio do alargamento de calçadas, da construção de ciclovias e dos programas de aluguel de bicicletas, como Amsterdã, na Holanda.

CONSTRUÇÕES INTELIGENTES
Em Freiburg, na Alemanha, as casas têm isolamento térmico. A posição aproveita o sol de inverno, mas balcões bloqueiam a luz do verão. Janelas grandes iluminam o interior. Painéis solares geram eletricidade e o excedente é comprado pela prefeitura.

ÁGUA
Seul, na Coreia do Sul, começou a virada ecológica pelo rio Han, que corta a cidade. As indústrias deixaram as margens do rio, que foi despoluído e hoje é usado para a navegação e prática de esportes. Seis estações tratam o esgoto dos afluentes.

Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cimento sustentável reduz emissão de CO2 nas obras
















5% de todo carbono lançado na atmosfera brasileira vem da área de contrução civíl


Existem várias maneiras de colocar a sustentabilidade dentro de casa, uma delas é a reforma sustentável.
Desde a construção até a decoração existem possibilidades para tornar esse processo amigável ao meio ambiente. Pequenos cuidados como o uso racional da água e da eletricidade durante as obras podem representar mudanças significativas no impacto ambiental.

Além disso o mercado de construção civil traz várias opções para deixar sua casa mais verde. O CPIII, por exemplo, é um cimento sustentável.

Os tipos convencionais possuem em sua composição um elemento chamado clínquer. A queima de uma tonelada de clínquer libera na atmosfera praticamente a mesma quantidade em CO2.

No caso do CPIII esse material é usado em menor quantidade, ele é misturado com escórias siderúrgicas (pequenos detritos resultantes do processo da fusão de metais). Opção que barateia o preço, dá uma maior durabilidade para o produto e ainda ajuda o meio ambiente.

A adição da escória no processo de fabricação do cimento representa uma redução de 2,5% na emissão de gás carbônico. Esses númenos se tornam significativos quando colocados diante da produção anual de cimento no Brasil, que ano passado foi de 50 milhões de toneladas.

A arquiteta Marcia Mikai Junqueira de Oliveira conta que esse tipo de cimento pode ser utilizado sem nenhum problema.
“O CPIII pode ser utilizado na maioria das construções, em quase todas as necessidades da obra (assentamento de alvenaria, argamassa, contrapiso, etc.) o que o difere dos outros cimentos é o tempo de cura e resistência”, diz.

Para ler na íntegra

Fonte: Atitute Sustentável

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ecotelhado

















A tecnologia se tornou importante aliada da natureza. Empresas que desenvolvem soluções ecologicamente corretas, principalmente no ramo da construção civil, estão tomando conta desse promissor mercado. Entre as novidades sustentáveis mais interessantes está o telhado verde, conhecido como ecotelhado.
O revestimento de plantas diminui a passagem do calor pelo telhado, que retém 70% da temperatura externa para dentro do ambiente. O diretor da empresa Ecotelhado, única do segmento no Brasil, João Manoel Linck Feijó, explica que a cobertura contribui principalmente na redução do uso do ar-condicionado. “Economizar energia significa gerar energia”, enfatiza.

Feijó lembra que o tipo de energia mais produzido no Brasil, a hidráulica, tem consumo muito alto de eletricidade na sua construção e ainda um impacto muito forte no meio ambiente, com a construção das barragens. O ecotelhado tem a finalidade de economizar energia. Segundo ele, em alguns lugares no País, onde o clima é mais ameno, é possível extinguir o uso de ar-condicionado e de refrigeradores de ar.

O telhado verde é composto de camadas que incluem materiais industrializados com alvéolas, para evitar que as raízes prejudiquem a estrutura do prédio, mais borracha EVA, reciclada da indústria de calçados. Para manutenção das plantas, em locais como Goiás, que em determinada época do ano a chuva é escassa, o cuidado é o mesmo dos jardins. Basta regar uma vez ao dia. João Manoel sugere, ainda, o reaproveitamento da água do banho, a chamada “água cinza”.

Mas os benefícios não se prendem à economia de energia. O telhado verde proporciona ainda mais umidade no ar, representando melhoria na qualidade de vida, principalmente em centros urbanos. O gasto, em média, para ser construído sobre lajes impermeabilizadas é de R$ 120 o metro quadrado.

Fonte: Portal da Sustentabilidade

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A sacada do seu apartamento pode virar uma horta

















Não é preciso morar em um lugar cercado de verde para pôr na mesa verduras e temperos plantados em casa. Mas para fazer uma "horta urbana", especialmente em apartamentos, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que as plantas morram em poucas semanas. Decidir o que e onde plantar é o primeiro passo, segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha, dono da empresa Minha Horta. Em 2005, ele fez uma horta em sua casa, em São Paulo. Deu tão certo que hoje, além dos amigos, ele tem clientes como o Hotel Fasano. "Meu negócio é encher São Paulo de hortas e resgatar a relação das pessoas com a natureza."

1 - O sol
A escolha do lugar é extremamente importante. Tanto num apartamento como em casa, o sol tem de bater durante pelo menos 4 horas por dia. Normalmente, a cozinha fica na face sul dos prédios, ou seja, é menos ensolarada. Dê preferência para a face norte do imóvel.

2 - Temperos e hortaliças
O segundo ponto é a escolha das espécies. Em apartamento, o ideal são vasos de temperos, como manjericão. "Não adianta plantar três pés de alface, pois demoram muito para crescer e serão consumidos rapidamente", diz Marcelo. Para quem mora em casa com jardim, ele recomenda hortaliças, como rúcula, agrião, couve-manteiga e espinafre.

3 - O vaso
O próximo passo é a montagem do canteiro. Compre vasos com vários furos para garantir uma boa drenagem ou faça perfurações com uma furadeira num vaso normal. Coloque pedras de argila no fundo, seguidas por uma camada de areia e terra adubada ou composto orgânico misturado com húmus de minhoca. "A areia não deixa os nutrientes da terra irem embora."

4 - A terra
No caso do canteiro, o importante é comprar terra de boa qualidade e misturar com húmus de minhoca ou esterco de vaca. Coloque folha seca do jardim sobre o canteiro e deixe essa "cobertura morta" no local por pelo menos dois dias para a terra curtir.

5 - A água
Depois de colocar a muda ou a semente embaixo da terra, é hora de cuidar da manutenção da horta. Basicamente, é preciso molhar as plantas e observá-las para detectar a presença de insetos. Na hora de regar, coloque antes a mão na terra. Só regue se ela estiver seca. O período mais indicado para molhar o canteiro é pela manhã.

6 - A estação do ano
No inverno, a maioria das plantas precisa de água a cada dois dias. No verão, o ideal é regá-las todos os dias. Tome cuidado: o canteiro não pode ficar encharcado, porque a água em excesso retira os nutrientes da terra. Após 15 dias do plantio, a verdura já pode ser consumida.

7 - Pulgão, lagarta, formiga e outras pragas

O controle de pragas e doenças pode ser feito intercalando a aplicação de óleo de nim, chá de citronela e chá de pimenta. O pulgão e a lagarta podem ser tirados com a mão – ou corte as folhas onde eles estão. Se a planta estiver infestada de pulgões, use um spray com fumo de corda misturado com água. Para a lagarta use o inseticida DiPel. Capaz de destruir uma horta da noite para o dia, a formiga pode ser combatida com borra de café. Ou plante gergelim por perto, pois a sua folha produz fungos que matam o formigueiro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

São Sebastião tem exemplo de arquitetura sustentável

Em São Paulo, na cidade de São Sebastião, os arquitetos Marco Donini e Francisco Zeleniskar construíram uma casa com vigas de metal que causam menos impacto ao meio ambiente

"Devemos construir de forma que a natureza não perceba essa intrusão, e isso passa pela escolha do sistema", diz o arquiteto Marco Donini, autor desta casa com Francisco Zeleniskar, ambos de São Paulo. A dupla especificou uma estrutura metálica leve, com vigas e pilares ocos. "Acredito muito na montagem, em uma obra menos artesanal. Pedaços de tijolo, cacos de telha e massa causam impactos irreversíveis no ambiente", fala Marco.

As lajes empregam o sistema steel deck (a concretagem ocorre sobre uma fôrma metálica). Para a vedação, optou-se por blocos de concreto celular (revestidos de gesso por dentro e de telhas de fibra natural por fora). "Essa é uma boa opção para a fachada. Dispensa pintura e manutenção, que fariam muita sujeira", diz o arquiteto.

Crédito da Foto: Gal Opido/Divulgação

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sustentabilidade: Como Aplicá-la em Casa?

O conceito de sustentabilidade está muito mais presente entre nós nos últimos anos do que desde a sua criação. As mudanças em nosso clima e a aceleração da degradação das fontes de recursos naturais cada vez mais aceleradas; trouxeram as portas de nossas casas o chamamento individual de cada ser humano para a sua responsabilidade com a salvação de nosso planeta e com a conservação da vida, como a conhecemos, na face de nossa linda bola azul.

Isso se torna mais e mais evidente conforme as notícias de problemas provocados pelas alterações climáticas e pelo efeito estufa se multiplicam nos noticiários e, muitas vezes, quando os sentimos em nossa própria carne. Os milhares (ou milhões) de vítimas de furacões, tornados, maremotos, secas, enchentes e outros desastres de magnitude nunca vista; clamam por nossa ajuda e por socorro para aplacar sua dor e sofrimento.

Mas como aplicar a sustentabilidade em casa? Como tornar algo trivial e corriqueiro um conceito tão “etéreo” para muitos seres humanos que têm pouca (ou nenhuma) instrução e são absolutamente dotados dos mais variados problemas e carências que se pode imaginar. Como levar a quem nada tem a importância de se conservar algo para as gerações futuras?

Talvez; aplicar a sustentabilidade em casa seja algo intangível demais para essas pessoas. Mas, com paciência e explicando pelo lado mais interessante para elas: o econômico; seremos capaz de fomentar o seu desejo, a sua colaboração e seu total empenho na formação de uma cultura de sustentabilidade doméstica muito mais rapidamente.

Basta que essas pessoas entendam que podem retirar do que normalmente abandonavam na natureza para se degradar por dezenas ou milhares de anos; algum tipo de lucro e de potencial econômico que possa melhorar suas vidas agora. Entender as sutilezas de garantir a sobrevida das futuras gerações pode ser extremamente difícil para alguém que acorda faminto e vai dormir desesperançado e com mais fome ainda. Portanto, aplicar a sustentabilidade em casa pode ser também uma nova forma de lucrar. Aqui e agora.

Sem dúvida, conseguir esse entendimento será vencer o desafio da aplicação da sustentabilidade em casa e da criação de uma cultura doméstica sustentável. Construir e instalar coletores de água de chuva e armazená-la para aproveitamento em limpeza e descargas sanitárias; aplicar a reciclagem aos resíduos orgânicos que normalmente iriam para o lixo e o oferecimento do produto final como adubo em residências ou casa de material para jardinagem. Reciclar os plásticos, latas e outros resíduos sólidos que iriam para o lixão ou parar nos rios e cursos d’água. Economizar nos gastos com energia elétrica e outros combustíveis.

Tudo isso poderá, em curtíssimo prazo, representar um ganho extra de dinheiro e elevar o padrão de vida dessas famílias pelo menos um pouquinho. Com isso, o dilema de como aplicar a sustentabilidade em casa será vencido e mais e mais lares se apresentarão para adotar as “boas práticas” e ganhar um lucro no processo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Contêineres viram moradias coletivas








Na França, o escritório de arquitetura Olgga Architects criou projeto que prevê construir repúblicas estudantis a partir da reutilização de contêineres

Os contêineres, usados para atravessar os oceanos levando as mais diferentes cargas de um continente a outro, agora têm uma serventia muito mais curiosa, graças ao escritório francês Olgga Architects. A ideia é criar moradias estudantis usando os cofres de carga como dormitórios para alunos universitários. Empilhando os contêineres (que são mesmo construídos para serem sobrepostos e aguentar o peso), é possível criar moradias em menos espaço – e, claro, com menos impacto, uma vez que os depósitos de cargas podem ser reutilizados. Para adaptá-los em quartos, o time de arquitetos e designers criou um espaço otimizado com cama, armário, escrivaninha e poucos móveis para receber um estudante com o mínimo de conforto.

A frente é toda aberta para aproveitar a luz natural e economizar energia. “E o melhor é que os contêineres são pré-fabricados e montar um complexo para uma centena de estudantes não leva mais de seis meses”, afirma Valentine Michelier, diretor de comunicação do Olgga. O projeto piloto deve ser inaugurado ainda este ano em Le Havre, região universitária no norte da França. Se der certo, o plano é espalhar esse conceito de moradia coletiva e sustentável para outro países.

Fonte: Planeta Sustentável

quarta-feira, 31 de março de 2010

Casas Sustentáveis – O Futuro das Cidades

Como garantir que nossas grandes cidades não viverão um futuro de ar irrespirável, água racionada e custos altíssimos de energia? Como garantir que o simples fato de habitar uma cidade, em um futuro próximo, não signifique morrer com problemas de saúde derivados da degradação do meio ambiente que nos cerca? A resposta para essas e outras perguntas é uma só: Promover a sustentabilidade em todas as atividades humanas e trazer esse conceito de responsabilidade ambiental para o interior de todas as corporações e todas as empresas d planeta.

Parece simples; não é? Mas, na prática, essa mudança de pensamentos e de paradigmas é algo que o ser humano não está acostumado e que não pretende adotar rapidamente. Por mais urgente que parece (e, na verdade, o é) essa mudança ainda é vista como algo a ser adiado o máximo possível por muitos em muitos lugares do planeta.

No próprio ramo da construção que, tradicionalmente, polui muito; a ideia de se construir casas sustentáveis ainda passa como sendo “coisa de hippie” e algo que custa caro e que tem grandes chances de não dar certo. Mesmo com todas as casas sustentáveis, que foram construídas ao redor do mundo, que tinham fins comerciais tendo sido um sucesso de vendas; um ramo da construção ainda não vê com bons olhos a “perda de lucros” que representam os custos mais elevados desse tipo de construção.

Mesmo assim, em muitos países a construção de casas sustentáveis e a preocupação cada vez maior do empresariado com a redução de resíduos e da poluição provocada pelos canteiros de obra; é a preocupação de muitos empresários que entenderam que uma mudança era necessária e que faria um bem muito grande para os negócios.

A obtenção de uma certificação oficial como construtoras sustentáveis ainda não é uma grande preocupação para muitos desses empresários. Mas o apelo comercial inequívoco que as casas sustentáveis têm, junto ao consumidor final, vai mudar essa postura pouco agressiva do mercado e provocar uma maior especialização e uma busca pela certificação para as construtoras que desejaram firmar-se num mercado futuro que, sem dúvida, será muito mais exigente e antenado com as exigências de uma postura sustentável definitiva nessas empresas. Logo, a certificação para construção de casas sustentáveis será um diferencial muito importante no mercado e que não passará “em branco” pela concorrência.

Reduzindo os impactos ambientais das construções e seus reflexos na comunidade em que elas são executadas será um fator decisivo que garantirá um equilíbrio ambiental muito mais adequado e mais firme no futuro das grandes cidades. A grande “verdade inconveniente” é que se mantivermos o mesmo ritmo de consumo que experimentamos hoje, nosso planeta descambará para um processo irreversível que poderá levar a nossa extinção como espécie vivente. Afinal de contas, sem os recursos naturais, não temos condições de subsistência aqui e nem em lugar nenhum.

Um ambiente equilibrado e uma correção da mentalidade reinante no planeta podem fazer das casas sustentáveis uma verdadeira Arca de Noé que nos levará para um futuro de grandes perspectivas.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Luz na dose certa


Um bom projeto de iluminação começa com soluções de arquitetura que dispensam o uso de lâmpadas durante o dia em todos os ambientes da construção

Na certificação LEED, para edifícios sustentáveis, ganha ponto quem privilegia a luz natural. "Além de econômica, é também mais saudável para os usuários", diz Renato Garcia, diretor da consultoria Sustentax, de São Paulo. Mas não dá para exagerar. "Luz natural significa entrada de calor. Não faz sentido ter claraboias ou fachadas de vidro se o interior ficar quente e pedir ar-condicionado, que consome até três vezes mais energia por metro cúbico", pondera Guinter Parschalk, designer de iluminação com escritório em São Paulo.
Do mesmo modo, a escolha da lâmpada depende do ambiente. Ao serem ligados, os bulbos compactos têm um pico de consumo de energia 50% maior do que no restante do período em que permanecem acesos. Por isso, explica Guinter, em locais de uso rápido, como despensa ou lavabo, prefira as incandescentes - que, além disso, possuem um ciclo de vida menos impactante (porque não contêm mercúrio e sua reciclagem é mais simples).

PARA UM PROJETO MAIS ECOLÓGICO
A melhor estratégia é integrar as propostas de arquitetura e iluminação. "Fuja de soluções pontuais que podem se contrapor", diz Renato Garcia. Confira algumas dicas: • Privilegie a luz natural, mas dose as aberturas para não exagerar no ganho de calor. • Escolha as lâmpadas conforme o uso de cada ambiente. Considere tempo de permanência, atividades e conforto • Leds são mais ecológicos, porém custam caro. Em áreas de difícil acesso, como piscinas, valem a pena pela baixa manutenção, alta eficiência e durabilidade. • Revestimentos influenciam a iluminação. Cores claras refletem luz, ao passo que as escuras tornam o ambiente mais aconchegante.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entrevista: Kazuo Nakano

Espaço urbano é ocupado de forma desigual


“Os grupos com melhor renda e articulação política se apropriam das melhores porções das terras urbanas, que possuem maior concentração de empregos. Os de menor renda são obrigados a procurar alternativas de moradia. Essa disputa gera vários aspectos negativos”, explicou, em entrevista ao Espaço Cidadania, o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, pós-graduado em gestão urbana e ambiental pelo Institute for Housing and Urban Development - IHS de Rotterdam, Holanda. O especialista também é mestre em Estruturas Ambientais e Urbanas pela FAUUSP e foi gerente de projeto da Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades. Atualmente, trabalha no Instituto Pólis.


* Espaço Cidadania: Qual a razão do crescimento das cidades?

Kazuo Nakano: Esse crescimento provém da disputa pelo acesso às terras urbanas, que são fruto de um processo de investimento público e privado muito forte em estrutura, rede de água, rede de esgoto, pavimentação, drenagem, energia elétrica. Isso torna essas terras objeto de disputa social. Os grupos com melhor renda, com melhor articulação política, são os que, em geral, se apropriam das melhores porções das terras urbanas, com maior concentração de empregos. Os de menor renda são obrigados a procurar alternativas de moradia nas terras menos valorizadas, mais distantes da área de emprego, mais precárias. Essa disputa gera vários aspectos negativos.


* Cidadania: Quais?

Nakano: Além da desigualdade social, essa expansão da periferia gera o adensamento de favelas, represas sendo ocupadas, poluição e trânsito. O emprego não expande como as pessoas. Continua concentrado. Aí, quem mora ao redor da região metropolitana demora uma hora ou mais para chegar ao trabalho.


* Cidadania: É um crescimento desordenado?

Nakano: Apenas olhando as cidades hoje em dia é perceptível ver uma desordem urbana. Mas na verdade não é, porque é baseada em uma lógica sócio-política.


* Cidadania: Então há quem leve vantagem nessa disputa? Nakano: Sim. Mas chegamos a um ponto em que eles estão perdendo. Os empresários, por mais que ganhem bem e tenham escritórios no melhor local da cidade, estão sofrendo com congestionamento, poluição, contaminação dos rios. Mas eles sempre encontram uma alternativa para minimizar os problemas. Quem sofre mesmo é a população de baixa renda.


* Cidadania: Como o planejamento público pode modificar essa situação? Nakano: Não temos um planejamento de governança metropolitana. Não resolvemos isso com políticas municipais, pois está tudo integrado. Estamos atrasados. As metrópoles são onde se concentram os principais problemas de condição de vida, principalmente para a população de baixa renda. E, apesar de ser o local onde temos essa pujança econômica, é onde se tem o principal nível de desigualdade social.


* Espaço Cidadania: Curitiba não é um exemplo de sucesso? Nakano: É um exemplo de planejamento a longo prazo, mas foi restrito ao município. Essa foi a falha deles. A melhoria das condições gerou uma série de impactos negativos, pois deslocou a população de baixa renda para a periferia metropolitana.


* Cidadania: O que deve ser feito para reduzir esse déficit habitacional? Nakano: Planejamento, principalmente no setor habitacional, pois após a extinção do BNH, em 1986, o setor foi desconstituído. Agora, parece que está renascendo, pois temos esse investimento do governo federal (Minha Casa, Minha Vida). Esse déficit só vai ser melhorado a médio e longo prazos.


Por Henrique Munhos
Fonte:
Espaço Cidadania

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Brasil tem déficit habitacional de 23 milhões de moradias

No Brasil, cerca de quatro milhões de pessoas moram em favelas. O déficit habitacional em todo o país é de 23 milhões de moradias. Um outro problema, e sério, decorrente da escassez de imóveis, é a inexistência de saneamento básico em muitas regiões.

Desde 2007, a Lei de Saneamento Básico (n° 11.445) diz que a prestação dos serviços públicos de água e esgoto deve observar uma série de condições que garantam o acesso de todos a serviços de qualidade e com continuidade.

Essa lei define a obrigatoriedade de que todos os municípios elaborem um plano nesse sentido. Mas especialistas ainda observam uma maior ação dos Estados nessa área, em vez da atuação dos municípios brasileiros.

“Os grandes investimentos estratégicos são dos governos estaduais. Acredito que, se fossem municipalizados, seria mais fácil encontrar soluções para problemas como trânsito e tratamento de esgoto”, disse Nadia Somenkh, responsável pelo Planejamento Urbano e Ação Regional da Prefeitura de São Bernardo.

O artigo 182 da Constituição de 1988 também reforça que é de responsabilidade das administrações municipais zelar pelo desenvolvimento e bem-estar de seus habitantes.

Leia esta matéria na íntegra na edição nº71 do Espaço Cidadania.