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segunda-feira, 27 de junho de 2011

MEC divulga primeira chamada do ProUni

O Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira o resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). O resultado pode ser conferido no site do ProUni. A segunda chamada será divulgada no dia12 de julho e a terceira chamada sai em 25 de julho.

Os aprovados deverão comparecer às instituições de ensino para as quais foram selecionados até o dia 6 de julho, a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que precisam ser apresentados está disponível no site do programa.

As inscrições acabaram na última sexta-feira, 24.O ProUni distribui bolsas de estudo em instituições de educação superior privadas. Serão oferecidas bolsas integrais (100%) ou parciais (50% e 25%). Segundo o MEC, a oferta, de 92.107 bolsas — 46.970 integrais e 45.137 parciais, é um recorde na história do programa.

Para concorrer às bolsas, os candidatos deveriam de ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, ter atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, e a redação) e ter nota superior a zero na redação.


Matéria publicada no Estadão

terça-feira, 24 de maio de 2011

Em seis horas, 300 mil se inscrevem para o Enem

Ontem, no primeiro dia de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, foram registradas uma média de 470 inscritos por minuto. Segundo balanço do Ministério da Educação, foram 300 mil inscritos em seis horas.

Neste ano, o exame ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro e os interessados têm até as 23h59 do dia 10 de junho para fazer a inscrição no site do Enem.

Desde 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o País. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições - entre elas, 39 universidades federais.

a comissão de vestibular da Unicamp anunciou que o uso do Enem será opcional para os candidatos e só será considerado quando melhorar a nota da prova. O exame compõe até 20% na nota obtida na primeira fase - mas, neste ano, esse processo só ocorrerá no momento de calcular as notas finais dos candidatos, após a segunda fase.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados nas bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família.

Leia areportagem na íntegra no Estadão

terça-feira, 3 de maio de 2011

MEC quer mudar isenção a faculdades por bolsas do ProUni

O MEC (Ministério da Educação) vai mudar as regras do ProUni (Programa Universidade para Todos) sobre a concessão de isenção fiscal às instituições participantes. A ideia é que o benefício recebido pelo estabelecimento de ensino seja proporcional ao número de bolsas preenchidas e não ao total ofertado, como ocorre hoje. A pasta ainda estuda o mecanismo mais efetivo para que a mudança seja efetivada.

Atualmente, pela lei que criou o programa, as faculdades recebem a isenção fiscal em troca da oferta de bolsas, independentemente de elas terem sido ocupadas ou não. O problema já foi apontado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que calcula um total de R$ 104 milhões de isenções fiscais concedidas indevidamente via ProUni. Neste semestre, apesar do número recorde de inscritos, 4% das bolsas ficaram ociosas na primeira rodada de inscrições.

Além do problema no preenchimento das bolsas, o MEC vai investigar o caso de estudantes da Unipar (Universidade Paranaense) que não são de baixa renda, mas estudam na instituição com bolsa do ProUni, como mostrou reportagem veiculada na imprensa.

Para receber bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. No caso do benefício parcial, o limite chega a três salários mínimos por membro da família. Outro pré-requisito é ter cursado todo o ensino médio em escola pública.

Leia a notícia na íntegra na Folha

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MEC propõe alterações para tornar a escola mais atraente

Os dados chocam: metade dos jovens de 15 a 17 anos estão fora do ensino médio. Parte desse contingente estuda, com atraso, no ensino fundamental. Mas outra parte, a face mais preocupante dessa estatística, deixou os bancos escolares para trás.

"[Os alunos] encontram um ensino [médio] organizado em torno de um número muito grande de disciplinas, sobrecarregadas de conteúdos mais voltados para vestibulares, muitos deles sem significado para suas vidas", diz Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

O CNE discute atualmente uma atualização das diretrizes curriculares do ensino médio. Um dos programas que tem servido de base para a discussão é o Ensino Médio Inovador, criado e financiado pelo Ministério da Educação e já implementado em 357 escolas do país em 2010 --São Paulo não participa, mas estuda entrar.

O programa se baseia em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Cada escola cria seu plano de ação pedagógica, que pode eleger um desses eixos como principal ou misturá-los, em atividades complementares, que podem acontecer até fora da sala de aula.

Para isso, a carga horária passa das 2.400 horas anuais obrigatórias para 3.000. Outros focos são leitura, artes e atividades em laboratórios, além da dedicação integral dos professores.

O governo do Rio já planeja estender o modelo para mais escolas em 2013. Hoje, 16 participam. Antonio Paiva Neto, subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino, cita como exemplo uma escola que integrou todos os conteúdos dados em aula ao mundo do trabalho.

"O programa acaba mexendo com a prática pedagógica do professor e o aluno começa a questionar. Ele vê que é possível que aquela disciplina seja ministrada de uma outra forma", diz Letícia Ramos, coordenadora do programa em Pernambuco.

Matéria publicada na Folha .