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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Senado debate uso de agrotóxicos

O consumo de agrotóxicos no Brasil está em discussão na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado nesta quinta-feira. A comissão é presidida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Ao abrir o debate, Marcelo Augusto Boechat Morandi, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, defendeu a necessidade de mudança do modelo agropecuário adotado no Brasil. Para ele, o País precisa manter a posição que ocupa no cenário internacional em relação à produção de alimentos, mas deve adotar práticas agrícolas sustentáveis para proteger a saúde humana e o meio ambiente.

Segundo Morandi, a solução passa pelo maior controle na venda e aplicação dos agrotóxicos e pela utilização de técnicas alternativas de plantio e de controle de pragas. A proteção da vegetação natural, principalmente das matas que margeiam cursos d'água, é fundamental para a sobrevivência dos inimigos naturais das pragas, observou o pesquisador.

O diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, disse que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos em termos absolutos, o que, segundo ele, se justifica pelo aumento da produção agrícola do país. Daher disse que, em termos proporcionais, a França, por exemplo, utiliza três vezes mais agrotóxicos do que o Brasil.

Daher defendeu ainda a integração lavoura-pecuária para aumentar a área de cultivo sem a necessidade de desmatar florestas. Segundo ele, essa medida poderá dobrar a área planada. “O gado brasileiro é o mais folgado do mundo”, disse.

Matéria publicada no Estadão

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sacolas plásticas na mira

Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental

Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes, o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.

Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. "Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável", explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai afetar seu dia a dia.

SACOLAS PLÁSTICAS PODEM SER ECOLÓGICAS?

Em algumas regiões do país, as embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que causaria menor impacto ambiental:

Polietileno verde

O que é: desenvolvido com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico - ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo -, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos

Plástico biodegradável

O que é: em geral, o produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa

Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos

RESTRINGIR O USO DE SACOLAS PLÁSTICAS TEM IMPACTO SIGNIFICATIVO NO AMBIENTE?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Metodista é convidada a participar do Projeto Rondon Resíduos

A Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo foi convidada a compor grupos de alunos para o desenvolvimento de ações do Projeto Rondon Resíduos, desenvolvido pelo Projeto Rondon Minas Gerais. O evento vai acontecer no início de julho, entre os dias 01 e 17, e contará com a participação de seis estudantes do curso de Biologia.

“O objetivo é reduzir consideravelmente os resíduos sólidos em cidades de Minas Gerais, por meio de oficinas de reciclagem, palestras e capacitação. Serão 40 cidades beneficiadas e, ao longo do Projeto, o total será de 200. Os seis alunos serão divididos em duplas e irão compor outros grupos de universitários”, explicou o professor Victor Bigoli.

O projeto será realizado em longo prazo, com o término previsto para 2014. “A participação da Universidade será garantida e poderemos contar com novos alunos a partir dos próximos semestres. Os que já estão, permanecerão até o fim do projeto”, afirmou o docente.

Uma das propostas é trazer o Rondon Resíduos para o estado de São Paulo. Com a participação de Instituições de Ensino Superior como a Metodista e a Faculdade de Medicina do ABC em conjunto com o Projeto Rondon São Paulo, a proposta poderá ser viabilizada para o ano de 2012.

Os integrantes da UMESP participaram de um curso de capacitação, oferecido pela PUC-MG, nos últimos dias 28 e 29 de maio, na cidade de Poços de Caldas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inspeção veicular: a cada 480 carros regulados, uma vida é poupada

Realizar a inspeção veicular reduz o índice de mortalidade das cidades, segundo estudo divulgado pela Medicina da USP – Universidade de São Paulo. A pesquisa, realizada com base nos dados da capital paulista – que foi a primeira cidade do Brasil a adotar a inspeção veicular –, concluiu que, a cada 480 carros regulados, uma pessoa deixa de morrer por doenças agravadas pela poluição – como a pneumonia, por exemplo.

Em São Paulo, no ano passado, 121 mil veículos a diesel foram inspecionados e, portanto, evitou-se a morte de 252 pessoas. Além disso, cerca de 300 habitantes deixaram de ir para o hospital por conta da poluição do ar.

De acordo com o estudo, ao reduzir o número de internações nos hospitais, a inspeção veicular ainda fez com que o sistema de saúde público e particular economizasse US$ 987,4 mil – quantia similar a R$ 1,6 milhão.

Metria publicada na Superinteressante

A sugestão dos pesquisadores é que esse dinheiro seja investido em mais medidas de combate à poluição, já que, por ano, ela é responsável pela morte de cerca de quatro mil pessoas, apenas na cidade de São Paulo – mais do que a Aids e a tuberculose juntas!

No ano passado, apenas pouco mais da metade dos carros, da cidade de São Paulo, que deveriam realizar a inspeção veicular foram submetidos à avaliação. Já pensou quantas vidas mais poderiam ser salvas se todos cumprissem a lei ou, ainda, se a inspeção veicular fosse expandida para outras cidades do país?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em segunda votação, a lei que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas para acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos da capital.

A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.

Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."

Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."

As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Leia na integra no Estadão

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pescadores vão coletar lixo plástico no mar

Certamente, você sabe que a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar. Se não sabe, veja o caminho que ele faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, criado pela revista National Geographic Brasil. Toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis à vida marinha e à humanidade. No ano passado, essa mesma revista, que é parceira do Planeta Sustentável, enviou a jornalista Liana John, autora do blog Biodiversa –, em uma expedição de cientistas, realizada para analisar a presença de plásticos no Oceano Atlântico (leia a reportagem Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atântico).

A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que deverá ser colocada em prática em breve, pela União Européia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. As estimativas apontam que 2/3 dos peixes pescados aleatoriamente são devolvidos ao mar, geralmente mortos, já que os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.

Por conta disso, a União Européia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o “desemprego” dos pescadores. E é na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar peixes – seguindo a nova lei, claro! -, os pescadores vão recolher dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.

Inicialmente, o projeto será patrocinado pelos países membros da UE, mas a ideia é que esse trabalho se torne, com o tempo, auto-sustentável, ou seja, que todos os pescadores envolvidos passem a vender diretamente o material recolhido para reciclagem.

Leia a matéria na íntegra na Superinteressante

sexta-feira, 6 de maio de 2011

De peito estufado

Medição de CO2 de 440 modelos mostra que nem sempre os motores que mais emitem são os maiores.

Você sabia que um carro 1.0 pode emitir mais CO2 que um com motorização 3.0? Apesar de surpreendente, o BMW Série 5, de 306 cv, despeja no ar 178 gramas desse gás por quilômetro rodado, 4 gramas a menos que o Ford Fiesta 1.0, cuja potência é de 73 cv. Os números fazem parte dos dados de emissões de 440 modelos fornecidos pela consultoria Jato Dynamics.

Embora não seja nocivo à saúde humana, o CO2 (dióxido de carbono) está ligado ao fenômeno de aquecimento global. Se suas emissões não caírem, a Organização das Nações Unidas estima que a temperatura do planeta aumente 4 ºC até 2100. Segundo o Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa, divulgado em abril pela Cetesb, houve um aumento de 15,4 milhões de toneladas de CO2 em 18 anos no estado de São Paulo. Só em 2008, foram lançadas 34,8 milhões de toneladas. Mais da metade disso veio dos automóveis.

O tamanho do motor não tem, necessariamente, relação direta com emissões de CO2. Com 77 cv, o Logan 1.0 despeja no ar 4 gramas a mais de CO2 que o Audi A4 2.0, com 214 cv. Um Toyota Hilux SW4 2.7, com 158 cv, ultrapassa em 40 gramas o CO2 produzido por um Mercedes Classe S 63 AMG, com 544 cv.

Lei a reportagem complena no Planeta Sustentável

terça-feira, 12 de abril de 2011

Plástico biodegradável de penas de galinha

No 241° Encontro Nacional de Exposição da Sociedade Química Americana, que aconteceu essa semana, cientistas divulgaram um destino diferente para as penas de galinha que são desperdiçadas pela indústria. As penas seriam utilizadas para a produção de um termoplástico, que pela primeira vez consistiria num material com propriedades mecânicas resistentes e estável em água.

Vários cientistas trabalham na descoberta de materiais alternativos para a produção de plástico, um caminho que na maioria das vezes procura na agricultura e em fontes renováveis os benefícios ecológicos que o petróleo não possui.


Compostas basicamente por queratina, uma proteína resistente também encontrada nas unhas e cabelos humanos, é ela que dá a resistência e durabilidade aos plásticos.


Para o desenvolvimento do termoplástico, as penas de galinha foram processadas com químicos como o acrilatode metila, líquido incolor encontrado em esmaltes de unha que sofre polimerização – as moléculas se ligam por várias cadeias. O resultado é um plástico mais resistente que os similares feitos a partir de proteína de soja e fécula de mandioca, por exemplo.


Leia mais no Atitude Sustentável

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Plano brasileiro para cortar emissão de gas-estufa está parado

O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.

Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.


Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de pinus e eucalipto.


Isso permitiria ao setor agropecuário --um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos-- expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.


Leia na íntegra no Estadão


O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Buraco na camada de ozônio atinge nível recorde no Ártico

O buraco na camada de ozônio acima do Ártico chegou a nível recorde segundo informações da Organização Meteorológica Mundial divulgadas nesta terça-feira (5). A diminuição na camada acima da área chegou a 40% durante o inverno no hemisfério norte. O recorde anterior era de 30%.

Para a OMM, substâncias que destroem a camada de ozônio continuam a ser emitidas como o clorofluorcarbonetos (CFCs) - lançados na atmosfesta por extintores de incêndio, sprays e refrigeradores. Apesar de recorde, o número já era esperado pelos especialistas do órgão ligado às Nações Unidas (ONU).


A perda de ozônio na atmosfera também acontece sobre a região da Antártida. Mas segundo a OMM, os danos na região polar do hemisfério sul estão diminuindo com o tempo, com a recuperação da camada no local.


Leia mais na Globo.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Rio ganhará aterro de padrão internacional

Em até dois meses, a cidade do Rio começará a dar destino adequado às 9 mil toneladas de lixo que produz por dia. Com o início parcial da operação do aterro sanitário de Seropédica, a 60 quilômetros da capital fluminense, o município terá instalações próprias para o acúmulo de resíduos, com sete camadas de impermeabilização do solo e mecanismos de geração de energia a partir de gás.

A instalação do novo aterro se arrastou por oito anos, em uma batalha pela escolha do local, concessão de licenças e criação de uma estrutura de segurança de padrão internacional.
Segundo a prefeitura do Rio, não há risco de contaminação de lençóis freáticos. "Vamos gastar de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões por ano para dar essa solução ao lixo do Rio, mas é um investimento ambientalmente correto", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Cerca de 300 sensores vão identificar vazamentos. O chorume (líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo) será tratado e dará origem a água de reúso, com aplicação em processos industriais. A vida útil prevista do aterro é de até 25 anos.

Apesar de o sistema ser considerado adequado, o professor Claudio Mahler (Coppe/UFRJ) afirma que o Brasil ainda precisa recuperar 20 anos de atraso no aprimoramento da gestão de resíduos. "Países europeus já estão começando a abandonar a tecnologia de aterro, ao ampliarem técnicas de reciclagem, compostagem e geração de energia." Segundo o IBGE, só 27,7% das cidades brasileiras depositam seu lixo em aterros adequados.

Com o centro de Seropédica, o aterro de Gramacho, em Duque de Caxias - inadequado e saturado - será fechado. O novo aterro será administrado por um consórcio que gastou R$ 400 milhões para a construção e prevê despesas de R$ 100 milhões por ano com a operação.

Leia na íntegra no Estadão

terça-feira, 15 de março de 2011

Entenda os riscos para a saúde de um desastre nuclear como o de Fukushima

Após uma terceira explosão em um de seus reatores nucleares, a usina da Fukushima Daiichi, no Japão, começou a deixar escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, alertaram nesta terça-feira as autoridades japonesas.

Leia a seguir sobre a seriedade do incidente nuclear e o risco destes vazamentos para a saúde no Japão e nos países vizinhos.

Qual é a escala do vazamento de material radioativo?
O governo japonês afirmou que os níveis de radiação após as explosões na usina de Fukushima podem afetar a saúde humana. Foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul da instalação. Moradores que vivem em um raio de 30 km da usina foram aconselhados a deixar suas residências ou permanecer em casa a portas fechadas para evitar exposição. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde. Na segunda-feira, as autoridades em Fukushima haviam informado que 190 pessoas foram expostas a radiação e um navio militar americano, o porta-aviões USS Ronald Reagan, havia detectado baixos níveis de radiação a uma distância de 160 km da usina de Fukushima.

O vazamento pode se espalhar para os países vizinhos?
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional, o que significa um incidente "com consequências locais". Na Rússia, por exemplo, não foram detectados níveis anormais de radiação e por ora o problema não representa um problema para outras partes do mundo.

Que tipo de material radioativo escapou?
As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.

Leia a matéria na íntegra no UOL

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais poluente, termelétrica ganha peso na matriz energética

Estudo do Ipea prevê que nos próximos três anos a participação das usinas à base de combustíveis fósseis deve passar dos atuais 17,7% para 23,1%

Com a construção de 122 novas usinas, as termelétricas à base de combustíveis fósseis devem aumentar sua participação na matriz de energia elétrica brasileira de 17,7% para 23,1% nos próximos três anos. Enquanto isso, a participação das hidrelétricas deve cair de 72,5% para 64,4%, mesmo com a construção de 311 novas usinas. Como resultado, a matriz brasileira, frequentemente elogiada por explorar fontes renováveis, deve aumentar sua dependência de recursos não-renováveis e mais poluentes, como petróleo e gás. Os dados constam de estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Brasil tem atualmente a matriz energética com menor nível de emissão de gases de efeito estufa entre os países industrializados. As fontes renováveis representam 45,9% da oferta de energia interna do Brasil, uma média muito superior à do resto do planeta, de apenas 12,9%. Isso faz com que o consumo médio no país seja de 1,34 tonelada equivalente de petróleo por ano (tep), muito abaixo dos países desenvolvidos, que é de 4,69 tep, e também abaixo do consumo mundial, 1,78 tep. Mas a previsão é de que o consumo de fontes fósseis no país aumente dos atuais 1,34 tep para 1,49 tep, seguindo tendência mundial apontada pela Agência Internacional de Energia. “Estamos em posição de vanguarda com relação a outros países, o que não significa, contudo, que estejamos no padrão ideal no aspecto da geração de energia”, diz Gesmar Rosa, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

Leia na íntegra na Veja



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poluição pode mudar cheiros e atrapalhar polinização de abelha

Uma série de evidências sugere que o aroma das flores pode ser vital no trabalho de insetos polinizadores. "O perfume tem um papel muito mais importante do que prevíamos anteriormente", comenta o biólogo Jeffrey Riffell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA).

Para descobrir o que acontece dentro do cérebro de um inseto polinizador, Riffell ligou 80 eletrodos a mariposas do tabaco e colocou em suas antenas diferentes aromas derivadas de uma flor predileta. O resultado é que nove aromas levaram a uma atividade neuronal, agindo como se fossem feromônios sexuais, o que as atrairia sobremaneira e influenciaria a polinização.

A bióloga Jordanna Sprayberry, da Muhlenberg College, na Pennsylvania, também faz experimentos com zangões, que procuram alimento e polinizam plantas durante o trajeto.

Ao contrário das mariposas, as abelhas costumam usar a visão para navegar e retornam para a fonte de alimento.

Para Sprayberry, a procura por novas fontes de alimento seriam feitas através do cheiro. Se ele fosse alterado, por fatores externo como a poluição, ou, pior ainda, removido, as abelhas poderiam morrer.

Os dois biólogos alertam sobre a necessidade de se considera o odor na interação com o ecossistema. Suas descobertas foram apresentadas em janeiro, durante conferência em Salt Lake, em Utah.

Reportagem publicada na Folha

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Prefeitura faz relatório incompleto sobre áreas contaminadas na cidade

Administração lista 203 áreas com solo poluído por metais, combustíveis ou solventes, mas não detalha quais estão sendo ''remediadas''

Obrigada por lei, a Prefeitura de São Paulo divulgou o primeiro relatório de solo contaminado da cidade. O documento, publicado em janeiro no Diário Oficial, traz 203 áreas. Mas deixa de fora informações obrigatórias sobre os terrenos. Não diz, por exemplo, quais estão sob investigação e se há áreas em processo de reabilitação ou já reabilitadas.

O solo contaminado representa risco à saúde. A lista deve ser atualizada a cada três meses e serve como um guia sobre a condição de terrenos que poderão receber empreendimentos. Para erguer um prédio, o construtor precisa verificar se ele tem alta concentração de produtos tóxicos, como combustíveis, metais e solventes. Em caso positivo, precisará descontaminá-lo. O relatório também pode ser usado para compradores de apartamento verificarem se a área do prédio já foi ou não poluída e se passou por processo de descontaminação.

"Esse documento deveria ser um serviço à sociedade", explica o vereador Ítalo Cardoso (PT), autor da lei que criou a lista de áreas contaminadas. "Infelizmente, ainda não saiu com todos os dados previstos." A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirma que todas as áreas contaminadas da cidade foram listadas e, na próxima atualização, vai adicionar detalhes.

Bairros com vocação industrial no passado concentram as áreas com alta concentração tóxica no solo. É o caso do distrito da Mooca, o campeão com 18 áreas, onde o problema hoje trava o desenvolvimento imobiliário. Depois, vêm dois distritos na zona sul - Campo Grande, com 17, e Santo Amaro, 11. Também aparecem com destaque bairros da zona oeste, como Vila Leopoldina, com 10, e Barra Funda, 7.

Esses bairros já se sobressaíam no relatório anual do governo do Estado, divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que traz um número de áreas contaminadas muito maior que o da lista da Prefeitura - mais de 800 áreas na capital paulista.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

São Bernardo retoma inspeção de veículos movidos a diesel

Começa nesta terça-feira (01) a inspeção veicular para automóveis movidos a diesel, em São Bernardo. A medida faz parte do programa “Orientar”, da Secretaria de Gestão Ambiental, e não tem caráter obrigatório ou punitivo.

Segundo relatório do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), São Bernardo tem aproximadamente 38 mil veículos, entre caminhões, ônibus, caminhonetas e micro-ônibus, a maioria movida a diesel. Na última inspeção veicular da cidade, em 2010, cerca de 2.300 mil veículos foram checados.

A análise mede a quantidade de material particulado (fumaça preta que prejudica a qualidade do ar) e é feita no estacionamento do Ginásio Poliesportivo. Os motoristas dos veículos que estiverem fora dos padrões estabelecidos receberão orientação a respeito da manutenção necessária

Matéria publicada no RROnline

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

São Paulo adotará padrão da OMS para medição do ar

Estado substituirá classificação atual por metodologia considerada mais rígida

A cidade de São Paulo adotará o mesmo padrão para a medição da qualidade do ar usado pelo OMS (Organização Mundial de Saúde). Lançada em 1990, a metodologia atual é considerada obsoleta e permissiva com índices de poluição prejudiciais à saúde.
De acordo com informações publicadas na edição desta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, a alteração, que ainda depende de aprovação de órgãos governamentais, tornará São Paulo o primeiro Estado da União a adotar a classificação da OMS, usada na Europa e nos Estados Unidos.

Poeira fina - Para se ter uma idéia da rigidez do novo padrão, se ele já estivesse em uso em 2008, por exemplo, o ar de São Paulo seria considerada inadequado em 1 256 vezes - e não nas duas em que efetivamente foi qualificado dessa forma, de acordo com o padrão do Estado. A disparidade se dá por causa dos níveis de poeira existentes no ar, insuficientes para gerar um quadro "inadequado" pela atual medição, ao contrário da metodologia da OMS.

Matéria publicada na Abril

Grandes cidades nem sempre são as mais poluentes, diz estudo

Grandes cidades como Nova York, Londres e Xangai emitem menos poluição per capita na atmosfera que lugares como Denver e Roterdã, informa estudo divulgado na terça-feira (25).

Pesquisadores examinaram dados de 100 cidades em 33 países em busca de pistas sobre quem seriam os maiores poluidores e por que, de acordo com o estudo publicado na revista especializada Environment and Urbanization.

Enquanto cidades do mundo todo foram apontadas como culpadas por cerca de 71% das emissões causadoras do efeito estufa, cidadãos urbanos que substituíram os carros por transporte público ajudaram a diminuir as emissões per capita em algumas cidades.

Por exemplo, as emissões per capita da cidade de Denver, no oeste dos Estados Unidos, somam aproximadamente o dobro das emissões de Nova York, onde vivem 8 milhões de pessoas e na qual há um sistema de metrô amplamente utilizado.

"Isso pode ser atribuído ao fato de a grande densidade demográfica de Nova York pedir um uso menor do automóvel para a locomoção", informa o estudo.

As emissões per capita de Denver (21,5 toneladas de carbono equivalente) foram até mesmo superiores às de Xangai (11,2 toneladas), Paris (5,2) e Atenas (10,4).

Leia a reportagem na íntegra no UOL

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uso do agrotóxico metamidofós no Brasil será proibido até 2012

Produto pode causar danos a fetos e sistemas neurológico, imunológico, reprodutor e endócrino

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do agrotóxico metamidofós do Brasil. O produto, usado nas lavouras de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate e trigo pode provocar prejuízos para o feto, além de ser prejudicial para os sistemas neurológico, imunológico, reprodutor e endócrino.

Esse é o quarto agrotóxico cuja comercialização é proibida pela Anvisa desde 2008, quando a agência preparou uma lista de reavaliação com 14 produtos suspeitos de provocar danos à saúde.

Além do metamidofós, foram proibidos o cihexatina, o tricloform e o endossulfam. "Nossa expectativa é avaliar todos os produtos da lista neste ano. Até porque certamente novos produtos deverão ser incluídos para reavaliação", afirmou Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa.

A retirada do metamidofós do mercado brasileiro será feita de maneira programada. Pela decisão, publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União, o produto poderá ser comercializado somente até o fim do ano. O agrotóxico poderá ser usado nas lavouras até junho de 2012.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Leis não evitam descarte ilegal de entulho em SP

Legislação que aumentou multa para quem jogar lixo na rua não acabou com pontos viciados; especialistas criticam fiscalização da Prefeitura

O excesso de lixo deixado nas ruas da capital é apontado por ambientalistas e engenheiros como uma das causas das enchentes na cidade. Garrafas plásticas, entulho e outros detritos são arrastados pela água das chuvas até córregos, rios e piscinões, onde contribuem para diminuir a vazão dos cursos de água. Nos últimos três anos, duas leis passaram a vigorar com o objetivo de tentar evitar que tanto lixo vá para os rios. A falta de fiscalização permanente e brechas nos textos, porém, impedem o cumprimento da legislação.

A Lei 15.244, de 2010, aumentou de R$ 500 para R$ 12 mil a multa para quem deixa entulho na calçada. Não conseguiu, no entanto, inibir a ação de pessoas que largam no passeio tudo o que não querem mais. "Se a Prefeitura recolhe o lixo da calçada de manhã, à tarde aparecem sofá, mesa e entulho de novo", afirmou o motorista autônomo Denilson Bonassi, de 37 anos, sobre a Rua Calixto de Almeida, na Freguesia do Ó, zona norte, perto de sua casa. Quando chove, tudo boia e desce a ladeira.

Para especialistas, só aumentar a multa não resolve o problema. "É claro que a multa de valor alto inibe as pessoas. Mas o problema está na efetividade da fiscalização. Ela tem de ocorrer todos os dias. Hoje as pessoas ainda não sentem medo de serem pegas, como ocorre, por exemplo, com radares de trânsito", explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Leia na íntegra no Estadão