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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quantidade de homens com HPV cresce 14% em São Paulo

Vírus está relacionado a verrugas e até a câncer peniano

O número de homens infectados pelo vírus do HPV subiu 14% em SP, de acordo com o último levantamento da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que compara os resultados de 2009 com os de 2008. O dado é preocupante, pois representa 1.674 casos a mais em um ano. O vírus pode desencadear várias consequências no corpo masculino, desde a popular crista de galo, que são verrugas no órgão genital, até câncer peniano.

“Em alguns casos, o homem tem o vírus na pele do pênis ou na mucosa e não tem a doença ou o vírus fica instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar. Daí a importância de uma investigação e diagnóstico cuidadosos”, explicou Roberto Carvalho Silva, urologista do Centro de Referência DST/AIDS do Estado de São Paulo.

O especialista ressalta que 75% da população sexualmente ativa, em algum momento da vida, adquire esse vírus e uma porcentagem deste total vai desenvolver algum tipo de doença relacionada a ele. Segundo Silva, o tratamento masculino é igual ao feminino, e somente em casos extremos é necessária uma intervenção cirúrgica.

“O tratamento das lesões pode ser desde tópico, ou seja, através da medicação, colocando creme nas lesões ou fazendo aplicação de ácidos, ou cirúrgica, com laser ou eletro cauterização”, disse. O diagnóstico nos homens também é simples, segundo o médico. Inicialmente, há um exame físico para saber se há algum indício. Caso seja encontrada alguma anomalia, é necessário fazer uma biopsia para saber se está relacionada com os sintomas do HPV.

Leia a reportagem na íntegra no RROnline

quarta-feira, 2 de março de 2011

Estudo revela que falta de exercício favorece câncer de intestino

Um estudo publicado nesta quarta-feira (2) pelo "British Journal of Cancer" revela que pessoas que não fazem exercício sofrem mais risco de desenvolver câncer de intestino. O trabalho, baseado em 20 pesquisas sobre o câncer, concluiu que pessoas muito ativas têm até três vezes menos probabilidades de desenvolver pólipos no intestino, lesões benignas que podem gerar câncer no futuro.

"Há tempo sabemos que um estilo de vida ativo pode proteger contra o câncer de intestino, mas este é o primeiro estudo que mostra que uma redução do número de pólipos é a explicação mais plausível", destaca Kathleen Wolin, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington de St Louis (Missouri).

"O exercício tem muitos benefícios: estimula o sistema imunológico, reduz a inflamação do intestino e ajuda a baixar os níveis de insulina, todos fatores que podem influenciar no risco de desenvolver pólipos", afirma Wolin.

A Cancer Research UK, ONG que publica o British Journal of Cancer, destaca que não é preciso exercício intenso para limitar os riscos. "Apenas meia hora de exercício 'moderado' por dia e manter um peso razoável" são suficientes.

Outro estudo, publicado no site do British Medical Journal (BMJ), revela que mulheres que passaram da menopausa e que fumam ou fumaram têm maior risco de desenvolver câncer de seio.

O estudo concluiu que mulheres após a menopausa que fumam ou fumaram têm 16% mais risco de desenvolver câncer de seio que as demais.

O risco também é maior para mulheres fortemente expostas ao tabagismo passivo em algum momento de sua vida. O estudo analisou quase 80 mil mulheres, de 50 a 79 anos, que foram acompanhadas durante 10 anos.

Matéria publicada no G1 .