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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Literatura transforma jovens de comunidade

Aos sábados, as vielas e becos da favela do Real Parque, na zona sul de São Paulo, se transformam em uma biblioteca a céu aberto. Por cada cantinho, livros e mais livros vão ganhando espaço e despertando a atenção da população. Todos ao redor estão interessados na contação de história.

"O que fazemos é promover a leitura em situação de crise", explica Márcia Lica. Ela é uma das sete fiandeiras, como são chamadas essas contadoras de história que atuam também com os moradores da favela Panorama, na mesma região da cidade.

Mais do que apenas uma experiência lúdica ou exercício literário, o trabalho das fiandeiras é feito a partir da convicção de que a literatura é capaz de ajudar as pessoas a se apropriarem de sua própria trajetória - até mesmo em situações e momentos de crise.

E, no entendimento delas, as situações de crise não acontecem só em momentos de risco social, como nas regiões onde a população enfrenta conflitos armados ou pobreza extrema.

Ler um conto de fadas ao lado do leito de uma criança com câncer ou organizar sessões de contação de histórias em uma comunidade rural que perdeu suas tradições também é atuar em situação de crise.


Comtinua lenda essa matéria no Estadão

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Limpa Brasil lança campanha Eu Sou Catador

O movimento Limpa Brasil - Let’s Do It!, que organiza mutirões nas cidades brasileiras para recolher o lixo jogado indevidamente nas ruas, acaba de lançar uma nova campanha, a Eu Sou Catador, para sensibilizar cada vez mais cidadãos para o problema dos resíduos sólidos no Brasil (leia também: Produção de lixo cresce seis vezes mais do que população).

A ação pretende alertar a população sobre a importância de todos nós sermos catadores e recolhermos o lixo das ruas, sempre que pudermos. A campanha pede, ainda, que os cidadãos descartem de forma correta os resíduos que produzem e, assim, contribuam para que a quantidade de lixo que precisa ser recolhido nas ruas diminua cada vez mais.

A intenção é que o ato de limpar as ruas se torne um hábito em todo o país e não dependa, apenas, dos mutirões organizados pelo Limpa Brasil. O movimento já promoveu ação no Rio de Janeiro e está organizando um mutirão em Brasília, que acontecerá no próximo domingo, 21/8 (veja como participar aqui). Até o final do ano, o Limpa Brasil ainda pretende realizar ações em outras cinco cidades do país: São Paulo, Guarulhos, Campinas, Goiânia e Belo Horizonte.

Para dar maior visibilidade à campanha Eu Sou Catador, o movimento ainda lançou na internet três vídeos (abaixo) sobre a ação, que conta com a participação de voluntários do Limpa Brasil e, também, de celebridades - como os músicos Chico Buarque, Milton Nascimento e Seu Jorge, a atriz Marília Pêra, as apresentadoras Marina Person e Didi Wagner e o catador de material reciclável e protagonista do documentário Lixo Extraordinário, Tião Santos (leia também: O Extraordinário Tião Santos).

Matéria publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bicicloteca: bike itinerante doa livros a moradores de rua

Está na Constituição brasileira: todo cidadão tem direito à cultura e educação e, para ajudar a cumprir essa Lei, o IMV – Instituto Mobilidade Verde criou a Bicicloteca, uma bike itinerante desenvolvida para percorrer as ruas das cidades brasileiras doando livros aos moradores de rua.

Com um compartimento traseiro que tem capacidade para armazenar até 150 kg de livros, a Bicicloteca é capaz de levar a leitura a centenas de desabrigados, que para ganhar uma obra só precisam fazer uma promessa: doar o livro para outro morador de rua, quando terminarem a leitura – já que seria inviável pedir para que obras fossem devolvidas à biblioteca, como de costume.

O projeto ainda está no começo e a primeira Bicicloteca do IMV será doada, na próxima segunda-feira, 25 de julho – não por acaso, o Dia do Escritor – para o MEPSRSP – Movimento Estadual de População em Situação de Rua de São Paulo, que oferece assessoria jurídica aos desabrigados, além de encaminhá-los para projetos sociais e empresas dispostas a oferecer emprego.

Até o final do ano, o Instituto ainda pretende entregar outras nove Biciclotecas, em diferentes cidades brasileiras, para ONGs comprometidas com projetos que visam levar cultura à comunidade, que receberão todo o auxílio do IMV para implantar a iniciativa. As organizações dispostas a receber uma bike itinerante podem enviar ao IMV, por e-mail, um pedido formal, que será avaliado pelo Instituto.

Quem tiver livros em casa também pode participar do projeto, doando as obras – pessoalmente ou pelo correio – para a Biblioteca Municipal Mário de Andrade (Rua da Consolação, nº 94, República – São Paulo/SP), que encaminhará os livros para as Biciclotecas do IMV.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Início do conteúdo EUA abandonam ensino da letra de mão

O ensino da letra cursiva (de mão) será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados americanos que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma).

O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é de que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel.

Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de forma nos celulares e computadores.

"As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva, mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letras cursiva", diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana.

A Carolina do Norte também já anunciou que adotará uma medida similar, segundo suas autoridades educacionais.

A Geórgia é outro Estado americano que recomenda o fim do ensino, segundo seu porta-voz Matt Cardoza, apesar de "aceitar que os alunos aprendam a letra de mão caso os professores considerem necessário".

Esses Estados, assim como outros 40, integram o Common Core Stated Standards Initiativa (Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo), responsável por tentar padronizar o ensino básico nos Estados Unidos. O grupo defende abertamente o fim do ensino da letra cursiva.

Leia a matéria na íntegra no Estadão

terça-feira, 5 de julho de 2011

Shopping Metropole cria projeto de educação

A partir de agosto, o Shopping Metrópole oferece aos seus colaboradores, funcionários de lojas e terceirizados a oportunidade de completarem os estudos referentes ao Curso Fundamental de 1º Grau. O projeto é nomeado de Metrópole Educa.

Foi implantado uma ?tele-sala? no auditório da administração do Metrópole, onde serão ministradas as aulas do curso. O método que será utilizado é o Telecurso 2000 da Fundação Roberto Marinho/Fiesp. Todas as aulas serão aplicadas por professores do Sesi de São Bernardo. Haverá também uma supervisão educacional que acompanhará o desenvolvimento do projeto. Com a iniciativa do projeto, o Shopping já constatou o interesse de 30 alunos, para a primeira turma.

Além dessa ação, o Shopping Metrópole tem um papel importante na sociedade, no que diz respeito à responsabilidade social. Entre os projetos criados, estão o Balcão da Cidadania, espaço gratuito, onde instituições beneficentes do ABC demonstram e vendem produtos para arrecadarem fundos para sua própria instituição, e a Central de Cursos, que tem como objetivo oferecer uma opção a mais de entretenimento aos seus clientes, proporcionar uma nova opção de trabalho e ajudar entidades carentes, pois para participar, basta fazer a inscrição na administração do Shopping e levar 1 kg de alimento não perecível. Toda a arrecadação é destinada a uma instituição carente da região.

Matéria publicada no Repórter Diário

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eles não querem só dinheiro


Uma pesquisa mostra que, para os jovens de 18 a 24 anos, satisfação pessoal e relevância social já são aspectos mais importantes no trabalho do que altos salários

Os três jovens paulistas da foto ao lado compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music. Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor. Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas - um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.

Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade. Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80. "A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país", diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. "Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo."

Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. "Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias", afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho. "Eles já agem assim na hora de escolher produtos num supermercado. Imagine para decidir onde querem trabalhar!" Para a maioria das empresas, essa visão "paz e amor" é um tremendo desafio, já que instrumentos de atração e manutenção de talentos utilizados até agora têm pouco - ou nenhum - efeito sobre os jovens. "As empresas que não conseguirem mostrar sua contribuição à sociedade terão muita dificuldade para atrair gente boa", afirma Paulo Mendes, sócio da empresa de recrutamento 2Get.

Leia a matéria na íntegra no Planeta Sustentável

terça-feira, 28 de junho de 2011

Início do conteúdo Alunos brasileiros estão dez anos atrasados em inclusão digital

Metade dos estudantes brasileiros está "desconectado" e o País soma uma década de atraso em comparação aos alunos de escolas de países ricos no que se refere ao acesso à computadores e Internet. Se não bastasse, as escolas brasileiras estão entre as piores em termos de acesso de seus alunos à informática, o que pode já comprometer a formação de milhares de jovens.

Esse é o resultado do primeiro levantamento PISA feito para avaliar a relação entre os sistemas de ensino e a tecnologia. Segundo o documento, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a escolas brasileiras não estão equipadas e o País é o último numa lista de 38 sistemas de ensino avaliados quando o assunto é o número de computadores em escolas por alunos. O Brasil é ainda um dos países mais desiguais em termos de acesso aos computadores e a disparidade continua aumentando.

Apesar de os dados serem de 2009, os pesquisadores acreditam que eles revelam uma imagem da preparação de diferentes sistemas de ensino para enfrentar o século 21 e suas tecnologias. Ela mede o acesso ao computador de um estudante de 15 anos no mundo.

De um total de 65 países avaliados, apenas dez estão em uma situação pior que a do Brasil. Segundo o levantamento, alunos da Romênia, Rússia e Bulgária contam com mais acesso à tecnologia que os brasileiros.

Na média, 53% dos estudantes brasileiro de 15 anos tinham computadores em casa. Há dez anos, essa taxa era de apenas 23%. Apesar do avanço, os números são ainda muito inferiores à média dos países ricos. Na Europa, Estados Unidos e Japão, em média mais de 90% dos estudantes tem um computador em casa.

A taxa de 50% que o Brasil tem hoje é equivalente ao que a média da Europa tinha no ano 2000. O atraso, portanto, seria de dez anos.

Leia a reportagem na integra no Estadão

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MEC divulga primeira chamada do ProUni

O Ministério da Educação divulgou na manhã desta segunda-feira o resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). O resultado pode ser conferido no site do ProUni. A segunda chamada será divulgada no dia12 de julho e a terceira chamada sai em 25 de julho.

Os aprovados deverão comparecer às instituições de ensino para as quais foram selecionados até o dia 6 de julho, a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que precisam ser apresentados está disponível no site do programa.

As inscrições acabaram na última sexta-feira, 24.O ProUni distribui bolsas de estudo em instituições de educação superior privadas. Serão oferecidas bolsas integrais (100%) ou parciais (50% e 25%). Segundo o MEC, a oferta, de 92.107 bolsas — 46.970 integrais e 45.137 parciais, é um recorde na história do programa.

Para concorrer às bolsas, os candidatos deveriam de ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, ter atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias, e a redação) e ter nota superior a zero na redação.


Matéria publicada no Estadão

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Inscrições para o ProUni vai até sexta-feira

As inscrições para o ProUni (Programa Universidade para Todos) começam nesta segunda-feira (20) e estarão abertas até as 23h59 da próxima sexta-feira (24). Serão oferecidas bolsas integrais ou parciais (50% e 25%) a estudantes interessados em cursar ensino superior. As inscrições só podem ser efetuadas em uma única etapa pelo site http://prouniportal.mec.gov.br.

O Ministério da Educação publicou nesta sexta-feira (17) o edital do ProUni no "Diário Oficial da União". O processo seletivo será constituído de três chamadas sucessivas (27 de junho, 12 e 25 de julho). Os resultados dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis no site do ProUni.

O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva IES (Instituição de Ensino Superior) para conclusão das informações prestadas em sua ficha de inscrição.

Para concorrer a uma bolsa do ProUni, o estudante precisa ter participado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento privado com bolsa integral, além de atender alguns critérios de renda.

Matéria publicada no RROnline

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Índio brasileiro usa a internet para defender o meio ambiente

Almir Surui, Labiway Esaga – o líder maior do povo Surui, foi selecionado pela Revista Fast Company para figurar a lista das 100 pessoas mais criativas no mundo dos negócios no ano de 2010. Além disso, ele foi o brasileiro que recebeu a melhor colocação, ficando na 53ª posição.

O índio conquistou essa colocação, após ter ido no escritório do Google nos Estados Unidos dizendo saber uma nnova maneira de usar a internet para preservar a mata onde vive a tribo.

Escute a história na CNN

Conhaça a revista FastCompany

quinta-feira, 9 de junho de 2011

São Bernardo promove cursos gratuitos sobre ambiente

A Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo está com inscrições abertas para o curso gratuito de Formação de Agente Socioambiental Voluntário. Esta é a 9ª edição do curso, que já formou 230 agentes. As aulas serão ministradas na Eco Escola, localizada no Parque Estoril, no Riacho Grande.

Segundo Edivaldo Elias Rotondaro, biólogo e coordenador da Eco Escola, o objetivo do espaço é ensinar os frequentadores sobre o ambiente para que transmitam conhecimento para a comunidade.

“Nós promovemos cursos de orquídeas, compostagem e, recentemente, fizemos uma semana sobre o tráfico de animais, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente”, contou.

O curso deste mês tem duração de quatro dias e formará 35 agentes. As inscrições vão até esta sexta-feira (10). As aulas têm início no dia 15.

Os alunos terão 30 horas de aula por dia e vão realizar diversas atividades. “Em um dia, irão a Paranapiacaba, por exemplo. Em outro período eles fazem atividades no zoológico”, explicou o coordenador.

Rotondaro disse ainda que a instituição pretende criar o Núcleo de Pesquisas Socioambientais. “Nós queremos trazer faculdades para realizar trabalhos de conclusão de curso aqui. Em breve, também lançaremos um edital para contratar estagiários de cursos que envolvam o ambiente.”

Para se inscrever, é necessário comparecer à Secretaria de Gestão Ambiental, localizada na Rua Jacquey, nº 61, 1º andar, no Rudge Ramos, ou enviar e-mail para eco.escola@saobernardo.sp.gov.br.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4367-6371.

Materia publicada no RROnline

terça-feira, 31 de maio de 2011

Santo André tem 37 pontos com crianças e adolescentes nas ruas

O ABC tem 116 pontos públicos de concentração com crianças e adolescentes em situação de rua. Os dados são do estudo feito pela Fundação Projeto Travessia, que trabalha com menores em situação de risco, com a participação da Universidade Metodista de São Paulo. Entre as sete cidades da região, Santo André lidera o ranking com 37 áreas consideradas críticas, seguida por São Bernardo (27 locais), Diadema (20 locais), São Caetano (19 locais), Mauá (oito locais), Ribeirão Pires (três locais) e Rio Grande da Serra (dois locais).

O coordenador de projetos da Fundação, Marcelo Caran, explicou que as divisas do ABC são quase inexistentes, com isso não dá para dizer que uma cidade tem mais crianças de rua que a outra. “Os transportes intermunicipais favorecem que uma criança se movimente de uma cidade para a outra com facilidade. Uma criança que reside em São Bernardo pode estar nas ruas de Santo André”, exemplificou.

Ainda segundo Caran, os períodos de maior concentração dessas crianças são entre quinta-feira e sábado. “Parte dessas crianças estão livres das atividades escolares nos fins de semana e também é quando há maior concentração de pessoas nas ruas”, afirmou.

Os endereços dessas áreas de concentração não foram divulgados para não atrapalhar os projetos das prefeituras, que têm a missão de traçar uma política pública regional e integrada para atender esse público específico. “É um número elevado e uma situação que preocupa. Agora, o próximo passo são as ações dos municípios serem potencializadas e capacitadas. Contudo, algumas ações têm que ocorrer em âmbito local”, salientou o coordenador de projeto da Fundação Criança de São Bernardo, André Felix Portela Leite.

De acordo com Leite, entre os fatores que contribuem para que uma cidade tenha esses pontos com crianças de rua estão a má distribuição de renda, questões geográficas e a postura da sociedade frente a essa realidade. “É fundamental que as pessoas entendam que dar esmola ou comprar produtos desses adolescentes pode estimular e alimentar essa situação. É preciso lembrar que há equipes responsáveis que fazem o atendimento a essas crianças”, disse.

Para Caran, da Fundação Travessia, em outra fase do projeto é necessário obter informações sobre a família das crianças, para saber os motivos que levam uma criança a abandonar o lar, o que pode ajudar na reinserção na família e na sociedade. “A negligência e o abandono por parte dos pais, abuso sexual, trabalho infantil e a violência familiar estão entre as principais causas”, falou.

Leia a matéria na íntegra no RROnline

terça-feira, 24 de maio de 2011

Em seis horas, 300 mil se inscrevem para o Enem

Ontem, no primeiro dia de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, foram registradas uma média de 470 inscritos por minuto. Segundo balanço do Ministério da Educação, foram 300 mil inscritos em seis horas.

Neste ano, o exame ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro e os interessados têm até as 23h59 do dia 10 de junho para fazer a inscrição no site do Enem.

Desde 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o País. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições - entre elas, 39 universidades federais.

a comissão de vestibular da Unicamp anunciou que o uso do Enem será opcional para os candidatos e só será considerado quando melhorar a nota da prova. O exame compõe até 20% na nota obtida na primeira fase - mas, neste ano, esse processo só ocorrerá no momento de calcular as notas finais dos candidatos, após a segunda fase.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados nas bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família.

Leia areportagem na íntegra no Estadão

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alunos não bebem água filtrada em pelo menos 9,6 mil escolas

Pelo menos 9.621 escolas em atividade do país declararam que os alunos não têm água filtrada para beber e, tampouco, recebem água potável da rede pública. Os dados estão no Censo da Educação Básica de 2010, o mais recente disponível. Esse número representa 4,8% das 200.876 unidades em atividade.

O levantamento feito pelo UOL Educação exclui as escolas que não responderam às perguntas, mas os números são autodeclaratórios. Ou seja: esse total pode ser ligeiramente menor ou maior, caso algumas escolas tenham preenchido erroneamente o questionário do censo.

Quando não se considera o quesito água da rede pública, o número mais que duplica e sobe para 21.120 escolas. A maioria delas (8.799 do total) é rural e da rede municipal (7.874 das 9,6 mil). Também há 80 unidades particulares na lista.

A única unidade da federação que não tem nenhuma escola na lista é o Distrito Federal. Lideram o "ranking" Pará (2.552), Rio Grande do Sul (1.688), Amazonas (1.643), Paraná (819) e Santa Catarina (781).

Para Denise Carreira, da Ação Educativa, os números são informações "sintonizadas com os desafios da igualdade brasileira". "Esses dados jogam mais uma vez na nossa cara que essa desigualdade está aí. Ela persiste apesar dos avanços dos indicadores", afirma.

Segundo ela, uma das justificativas para o fato de que a maioria das escolas fica na zona rural é que boa parte desta população é "excluída". "Às vezes, há uma negação do campo brasileiro. Cadê essa população? Há uma negação de que existe uma população aí", diz. "É fundamental que o PNE [Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso] estabeleça metas de equalização. Além das metas de melhoria do acesso de qualidade pra todo mundo, também tem que prever metas para diminuir a desigualdade entre grupos da população."

Matéria publicada no UOL

terça-feira, 3 de maio de 2011

MEC quer mudar isenção a faculdades por bolsas do ProUni

O MEC (Ministério da Educação) vai mudar as regras do ProUni (Programa Universidade para Todos) sobre a concessão de isenção fiscal às instituições participantes. A ideia é que o benefício recebido pelo estabelecimento de ensino seja proporcional ao número de bolsas preenchidas e não ao total ofertado, como ocorre hoje. A pasta ainda estuda o mecanismo mais efetivo para que a mudança seja efetivada.

Atualmente, pela lei que criou o programa, as faculdades recebem a isenção fiscal em troca da oferta de bolsas, independentemente de elas terem sido ocupadas ou não. O problema já foi apontado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que calcula um total de R$ 104 milhões de isenções fiscais concedidas indevidamente via ProUni. Neste semestre, apesar do número recorde de inscritos, 4% das bolsas ficaram ociosas na primeira rodada de inscrições.

Além do problema no preenchimento das bolsas, o MEC vai investigar o caso de estudantes da Unipar (Universidade Paranaense) que não são de baixa renda, mas estudam na instituição com bolsa do ProUni, como mostrou reportagem veiculada na imprensa.

Para receber bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. No caso do benefício parcial, o limite chega a três salários mínimos por membro da família. Outro pré-requisito é ter cursado todo o ensino médio em escola pública.

Leia a notícia na íntegra na Folha

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Analfabetismo atingia 14,6 mi de brasileiros em 2010, diz IBGE

No Brasil, o analfabetismo ainda persistia, em 2010, para 9% da população brasileira. Em números absolutos, 14,6 milhões de pessoas não sabiam ler nem escrever, de um universo de 162 milhões de brasileiros com mais de dez anos --idade considerada ideal para uma criança já ter concluído a alfabetização. Os dados são do Censo 2010 e foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No censo anterior, de 2000, a taxa de analfabetismo para o total do país era mais elevada: 12,8%.

Em 2010, o analfabetismo da população rural se manteve com uma taxa superior --de 21,3%-- à registrada pelos moradores de regiões urbanas, nas quais atingiu 6,8% dos habitantes.

Por regiões, as mais altas taxas de analfabetismo foram registradas, em 2010, no Nordeste (17,6%) e no Norte (10,6%). Já as mais baixas se concentravam nas regiões Sudeste (5,1%), Sul (4,7%) e Centro-Oeste (6,6%) --todas em patamar inferior à média nacional.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estilo de letra ajuda na memorização e aprendizado, diz estudo

É mais fácil se lembrar de um novo fato se ele for escrito em uma letra comum ou em letras grandes e grossas? A resposta: nenhuma das opções. O tamanho da fonte não tem qualquer efeito sobre a memória, embora a maioria das pessoas ache que maior é melhor. Já o estilo da fonte, esse faz diferença.

Uma nova pesquisa mostra que as pessoas retêm significativamente mais informação --seja ciência, história ou linguagem-- quando estudam em uma fonte que seja não só desconhecida, mas também de difícil leitura.

Num recente estudo publicado na revista "Cognition", psicólogos de Princeton e da Universidade de Indiana fizeram 28 homens e mulheres ler sobre três espécies de alienígenas --cada um com sete características, como "possui olhos azuis" e "se alimenta de pétalas e pólen".

Metade dos participantes estudou o texto na fonte Arial tamanho 16, e a outra metade em Comic Sans MS ou Bodoni MT tamanho 12. As duas últimas são relativamente desconhecidas e mais difíceis para o cérebro processar.

Após uma rápida pausa, os participantes fizeram uma prova. Aqueles que haviam estudado nas fontes de leitura difícil obtiveram resultados melhores do que os outros --em média, 85,5% a 72,8%.

Para testar o conceito na sala de aula, os pesquisadores conduziram um grande experimento, envolvendo 222 alunos numa escola pública de Chesterland, Ohio.

Um grupo recebeu todo seu material complementar para os cursos de inglês, história e ciência alterado para uma fonte incomum, como a Monotype Corsiva. Os outros estudaram com o material de sempre.

Após o término das aulas, os pesquisadores avaliaram os exames relevantes de cada sala. Conclusão: alunos que usaram o material com letras estranhas tiveram resultados significativamente melhores do que os outros, em todas as disciplinas --particularmente em física.

Um outro estudo a ser publicado neste ano na revista "Psychological Science", conduzido pelo psicólogo Nate Kornell, do Williams Colleg, reuniu participantes que estudaram uma lista de palavras impressa em fontes de variados tamanhos e julgaram a probabilidade de se lembrarem delas num teste posterior.

Eles se sentiram mais confiantes em lembrar das palavras impressas em letras grandes, avaliando o tamanho da fonte (facilidade de processamento) como mais importante para a memória --mais importante até mesmo do que a prática repetida. Mas experimentaram exatamente o oposto. Em testes reais, o tamanho da fonte não fez nenhuma diferença, afirma o estudo.

Reportagem publicada na Folha

terça-feira, 19 de abril de 2011

Corredor verde pode reduzir alagamentos em São Paulo

A adoção de um corredor verde ligando os principais bairros da cidade de São Paulo pode ser uma alternativa para ampliar a permeabilidade do solo nos principais bairros da capital, ajudando a reduzir o risco de enchentes nos meses com grande volume de chuva.

A proposta, desenvolvida por uma pesquisadora da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), já foi encaminhada para as secretarias de Coordenação das Subprefeituras e do Verde e Meio Ambiente.

O estudo divide a cidade em sete grandes eixos, ligando parques das subprefeituras da Mooca, da Sé e de Pinheiros. O corredor passaria por importantes avenidas, como 23 de Maio, Rangel Pestana e Celso Garcia.

Segundo a pesquisadora e gestora ambiental Juliana Amorim da Costa, o plano prevê a colocação de árvores linearmente nas ruas e nas avenidas escolhidas. Além disso, deverá ser feito um programa de incentivo para que cada residência dentro desses eixos tenha uma árvore na calçada.

“O corredor irá ocupar os canteiros das avenidas. Também optamos por colocar árvores que não oferecem risco de queda durante o período das fortes chuvas em São Paulo”, afirmou Juliana.

Para ampliar a capacidade de permeabilidade do solo, Juliana conta que o estudo prevê a escolha de espécies como a tipuana e a sibipira, plantas que têm capacidade de reter até 80% de toda a água da chuva.

Materia publicada no Metrô

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ensino médio: em cada escola, um currículo

Se a proposta das novas diretrizes para o ensino médio for aprovada hoje pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, cada escola terá autonomia para escolher quais disciplinas terão mais espaço na grade curricular. “Queremos dar uma cara para a escola, fazer com que cada uma tenha o seu ‘sotaque’”, afirma José Fernandes de Lima, relator das diretrizes e membro da Câmara de Educação Básica do CNE.

Segundo o projeto, conta Lima, toda escola deverá optar por uma entre quatro áreas de atuação: ciência, tecnologia, cultura e trabalho. Escolhida a ênfase, a instituição montará um currículo próprio de forma a dar mais espaço a disciplinas afins. Nenhuma matéria da base nacional comum, como português e matemática, poderá ficar de fora, mas a carga horária poderá esticar ou encolher, segundo a ‘vocação’ da escola.


Atualmente, a carga mínima no ensino médio é de 2,4 mil horas, divididas na base comum e na parte diversificada. O aluno tem de cumprir 75% dessa carga horária com as disciplinas tradicionais e os outros 25% na parte diversificada, com conteúdo definido a critério da escola. As novas diretrizes preveem que, além do tempo que já é eletivo, a escola possa adequar as disciplinas da base comum de acordo com seu interesse.


Na escola que optar por dar ênfase à cultura, por exemplo, terão prioridade disciplinas como história, português e geografia. Isso não significa que matemática será sairá do currículo, mas que perderá espaço na grade. Em vez de quatro aulas de matemática e duas de história, o colégio poderá inverter essa equação.


Mesmo a carga mínima das disciplinas de base comum será ministrada sob medida. Na área de cultura, as aulas de português podem enfocar manifestações literárias e movimentos musicais. A mesma disciplina, na escola que escolheu dar ênfase à ciência, vai tratar prioritariamente de interpretação de textos científicos.


“São possibilidades que já existem na legislação. Queremos mostrar que a escola pode definir o seu destino”, afirma Lima.


A escolha da ênfase, segundo o relator, deve respeitar as características dos alunos da região e as instalações físicas. Se o estudante não estiver satisfeito, deve procura outra escola. É o caso, por exemplo, de um aluno que quer estudar Medicina e mora próximo a uma escola que dá ênfase à cultura.

Noticia publicada no JT

segunda-feira, 4 de abril de 2011

'Só não estuda quem não quer', diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff informou nesta segunda-feira, 4, que 34 mil alunos contrataram financiamento estudantil do governo desde 31 de janeiro e outros 29 mil processos estão sob análise. Ao comentar as novas regras do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), Dilma disse, em seu programa de rádio Café com a Presidenta, que "só não estuda quem não quer".

Os números, porém, foram avaliados como baixos pela presidente. Dilma lembrou da taxa de juros cobrada atualmente no Fies - 3,4% - e que o prazo para início do pagamento foi estendido para um ano e meio após a formatura. O montante pode ser pago em um período que represente três vezes a duração do curso, mais 12 meses.


De acordo com as novas regras do Fies, não há mais um período limitado para pedir o financiamento estudantil.


As inscrições para o programa podem ser feitas a qualquer momento, de acordo com a necessidade do aluno.


Materia publicada no Estadão