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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Limpa Brasil lança campanha Eu Sou Catador

O movimento Limpa Brasil - Let’s Do It!, que organiza mutirões nas cidades brasileiras para recolher o lixo jogado indevidamente nas ruas, acaba de lançar uma nova campanha, a Eu Sou Catador, para sensibilizar cada vez mais cidadãos para o problema dos resíduos sólidos no Brasil (leia também: Produção de lixo cresce seis vezes mais do que população).

A ação pretende alertar a população sobre a importância de todos nós sermos catadores e recolhermos o lixo das ruas, sempre que pudermos. A campanha pede, ainda, que os cidadãos descartem de forma correta os resíduos que produzem e, assim, contribuam para que a quantidade de lixo que precisa ser recolhido nas ruas diminua cada vez mais.

A intenção é que o ato de limpar as ruas se torne um hábito em todo o país e não dependa, apenas, dos mutirões organizados pelo Limpa Brasil. O movimento já promoveu ação no Rio de Janeiro e está organizando um mutirão em Brasília, que acontecerá no próximo domingo, 21/8 (veja como participar aqui). Até o final do ano, o Limpa Brasil ainda pretende realizar ações em outras cinco cidades do país: São Paulo, Guarulhos, Campinas, Goiânia e Belo Horizonte.

Para dar maior visibilidade à campanha Eu Sou Catador, o movimento ainda lançou na internet três vídeos (abaixo) sobre a ação, que conta com a participação de voluntários do Limpa Brasil e, também, de celebridades - como os músicos Chico Buarque, Milton Nascimento e Seu Jorge, a atriz Marília Pêra, as apresentadoras Marina Person e Didi Wagner e o catador de material reciclável e protagonista do documentário Lixo Extraordinário, Tião Santos (leia também: O Extraordinário Tião Santos).

Matéria publicada no Planeta Sustentável

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma liderança ameaçada

Sem uma política ampla de estímulo à inovação, o Brasil pode perder sua posição de destaque na agricultura e na energia.

A notoriedade desfrutada pela questão ambiental no segundo turno da campanha presidencial foi efêmera e exauriu-se em compromissos pontuais, como a revisão do Código Florestal e a hidrelétrica de Belo Monte. São assuntos relevantes, sem dúvida, mas, tratados de forma desconectada, evidenciam uma percepção rasteira dos temas socioambientais, que cada vez mais são indutores-chave de inovação na economia global.

O Brasil participa do comércio internacional com uma pauta intensiva em recursos naturais, na qual as commodities agrícolas desempenham papel relevante. Sendo que a produtividade no campo depende, entre outros recursos, de serviços ambientais providos pelo meio ambiente, não faz sentido tratar em separado a necessidade de incentivo a pesquisa e desenvolvimento, bem como à inovação na agroindústria, uma área de notória excelência do país, do esforço que deve ser feito para tornar viável o manejo sustentável de áreas nativas e plantadas e do desenvolvimento de mecanismos econômicos que remunerem os proprietários de terras que também atuam no negócio da conservação. São duas faces da mesma moeda, a que garante a competitividade do país na agroindústria.

Na questão energética, o Brasil mais tem se vangloriado de decisões passadas que privilegiaram a exploração do potencial hidrelétrico e a produção de combustíveis de cana-de-açúcar do que tem mirado o futuro. Hoje, 45% da oferta total de energia do país vem de recursos renováveis. Mas tal posição de destaque tende cada vez mais a ser ameaçada por nações desenvolvidas, que, além de investir em energias alternativas, como a eólica onshore e a solar fotovoltaica, destinam recursos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ainda em amadurecimento, como a eólica offshore, a geotérmica, o etanol de segunda geração e o biodiesel de algas. Ao fazer tais opções, esses países alcançam maior segurança energética, consolidam competências no setor produtivo e tornam-se mais capazes de explorar outras oportunidades que as energias renováveis oferecem: geração de empregos, exportação de tecnologias, máquinas e equipamentos e a possibilidade de levar eletricidade a áreas isoladas.

A compreensão dissociada entre o papel das políticas pró-inovação e o das ambientais, no Brasil, ajuda a explicar a pouca prioridade dada a pesquisa e desenvolvimento em uso de biodiversidade ou em energias eólica e solar, nas quais o país apresenta amplo potencial a ser explorado tanto interna quanto externamente. São raros no Brasil, infelizmente, exemplos em que a cadeia de oportunidades que deriva da inovação seja aproveitada, como no caso da cadeia alcoolquímica, setor no qual o país pretende responder por 50% da oferta global de produtos em 2020.

Leia a reportagem na integra no Planeta Sustentavel

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sacolas plásticas na mira

Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental

Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes, o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.

Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. "Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável", explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai afetar seu dia a dia.

SACOLAS PLÁSTICAS PODEM SER ECOLÓGICAS?

Em algumas regiões do país, as embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que causaria menor impacto ambiental:

Polietileno verde

O que é: desenvolvido com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico - ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo -, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos

Plástico biodegradável

O que é: em geral, o produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa

Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos

RESTRINGIR O USO DE SACOLAS PLÁSTICAS TEM IMPACTO SIGNIFICATIVO NO AMBIENTE?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Metodista é convidada a participar do Projeto Rondon Resíduos

A Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo foi convidada a compor grupos de alunos para o desenvolvimento de ações do Projeto Rondon Resíduos, desenvolvido pelo Projeto Rondon Minas Gerais. O evento vai acontecer no início de julho, entre os dias 01 e 17, e contará com a participação de seis estudantes do curso de Biologia.

“O objetivo é reduzir consideravelmente os resíduos sólidos em cidades de Minas Gerais, por meio de oficinas de reciclagem, palestras e capacitação. Serão 40 cidades beneficiadas e, ao longo do Projeto, o total será de 200. Os seis alunos serão divididos em duplas e irão compor outros grupos de universitários”, explicou o professor Victor Bigoli.

O projeto será realizado em longo prazo, com o término previsto para 2014. “A participação da Universidade será garantida e poderemos contar com novos alunos a partir dos próximos semestres. Os que já estão, permanecerão até o fim do projeto”, afirmou o docente.

Uma das propostas é trazer o Rondon Resíduos para o estado de São Paulo. Com a participação de Instituições de Ensino Superior como a Metodista e a Faculdade de Medicina do ABC em conjunto com o Projeto Rondon São Paulo, a proposta poderá ser viabilizada para o ano de 2012.

Os integrantes da UMESP participaram de um curso de capacitação, oferecido pela PUC-MG, nos últimos dias 28 e 29 de maio, na cidade de Poços de Caldas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sorvete é transformado em energia

Na Holanda, pesquisadores estudam a criação de um biodigestor capaz de transformar os restos da produção de sorvete em eletricidade

De algas a lixo, é possível gerar energia (limpa e renovável) das mais diferentes formas. Mas um projeto em uma fábrica em Hellendoorn, na Holanda, quer levar essa diversidade além. Uma parceria da Unilever com a empresa Paques visa à construção de um biodigestor capaz de transformar sorvete em eletricidade.

Os resíduos de leite, nata, proteínas, xaropes e pedaços de frutas que sobram da produção do doce vão para um tanque onde são misturados com 24 quatrilhões de micro-organismos naturais que "comem" os resíduos, transformando-os em biogás, uma energia verde.

A perspectiva é que o biodigestor seja totalmente operacionalizado até o fim do ano. Uma forma de poupar desperdícios e manter 40% da toda a energia da fábrica.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em segunda votação, a lei que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas para acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos da capital.

A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.

Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."

Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."

As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Leia na integra no Estadão

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como descartar corretamente o óleo de cozinha e evitar danos ambientais

Você fritou aquela batatinha crocante. Preparou bolinho de chuva e pastel. E fez o que com o óleo que sobrou? Muitas vezes, ele pode ser usado no preparo de outra receita, mas uma hora, é certo, terá de ser descartado. Ao invés de jogá-lo pelo ralo da pia, existem algumas formas mais sustentáveis de descarte, já que um único litro de óleo descartado de forma incorreta polui até 25 mil litros de água.

Muita coisa pode ser feita com o óleo de cozinha usado: fabricação de tintas, sabão, detergentes e biodiesel. Alguns países como Bélgica, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos possuem até recomendações oficiais para o descarte correto de óleos e gorduras de frituras. No Brasil, só em São Paulo, o volume mensal de compra do produto é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. E pouca gente faz o descarte correto.

Além do mau cheiro, o óleo:
- Prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água, entope canos, pode romper redes de coleta e encarece o processo de tratamento;
- Quando chega a rios e oceanos, cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água, o que compromete o equilíbrio ambiental;
- Exige uso de produtos químicos altamente tóxicos para limpeza de encanamentos contaminados;
- Impermeabiliza solos, dificulta o escoamento da água das chuvas, contamina o lençol freático e, em decomposição, emite grande quantidade de gases tóxicos na atmosfera.

O que fazer?Se você ainda tem o hábito de jogar o óleo de cozinha pela pia, dá para ajudar a mudar essa realidade. Armazene-o em garrafas e procure postos de coleta. O Instituto Akatu tem uma lista nacional de postos de coleta de óleo usado. A ONG TREVO, especializada em coleta e reciclagem de resíduos de óleo, também disponibiliza uma lista com alguns endereços de postos de coleta.

Matéria publicada na Superinteressante

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pescadores vão coletar lixo plástico no mar

Certamente, você sabe que a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar. Se não sabe, veja o caminho que ele faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, criado pela revista National Geographic Brasil. Toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis à vida marinha e à humanidade. No ano passado, essa mesma revista, que é parceira do Planeta Sustentável, enviou a jornalista Liana John, autora do blog Biodiversa –, em uma expedição de cientistas, realizada para analisar a presença de plásticos no Oceano Atlântico (leia a reportagem Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atântico).

A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que deverá ser colocada em prática em breve, pela União Européia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. As estimativas apontam que 2/3 dos peixes pescados aleatoriamente são devolvidos ao mar, geralmente mortos, já que os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.

Por conta disso, a União Européia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o “desemprego” dos pescadores. E é na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar peixes – seguindo a nova lei, claro! -, os pescadores vão recolher dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.

Inicialmente, o projeto será patrocinado pelos países membros da UE, mas a ideia é que esse trabalho se torne, com o tempo, auto-sustentável, ou seja, que todos os pescadores envolvidos passem a vender diretamente o material recolhido para reciclagem.

Leia a matéria na íntegra na Superinteressante

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Movimento Limpa Brasil organiza megamutirões

Neste ano, pelo menos sete cidades brasileiras organizarão um megamutirão para tirar seu lixo das ruas, transformando catadores de resíduos em cidadãos voluntários. O Movimento Limpa Brasil faz parte de uma ação maior – Let´s do it – que já varreu as ruas de diversos países europeus e asiáticos

Atenção Brasília e Rio de Janeiro! No começo de junho, todos os seus habitantes serão convocados a participar de um movimento que pretende retirar, em apenas dois dias, toneladas de lixo jogado em suas ruas. Se você mora em Guarulhos, São Paulo, Goiânia, Campinas ou Belo Horizonte, também fique ligado porque sua cidade se mobilizará para destinar o lixo descartado de forma incorreta ainda neste ano. E outros municípios também poderão manifestar interesse em participar deste movimento.

Trata-se do Limpa Brasil - Let´s do it*, que mobiliza cidadãos, prefeituras, catadores de materiais recicláveis e cooperativas de reciclagem para dar destino correto ao que é jogado pelas ruas do país (Para saber mais, leia Movimento Limpa Brasil quer tirar o lixo das ruas). Hoje, o movimento lançou a ferramenta virtual que ajudará a fazer o mapeamento de lixo pelas cidades em que passar.

A ideia inclui, também, outra ação voluntária: o registro fotográfico ou em vídeo de acúmulos de lixo ou entulho que forem encontrados pela cidade. O material produzido deverá ser postado no site do Limpa Brasil. O usuário deverá informar, também, em valores aproximados, peso e tamanho do lixo que está na rua, para que o movimento possa organizar a logística do mutirão a ser realizado. No dia da ação, os voluntários trabalharão em seus próprios bairros e reunirão os materiais em pontos previamente definidos pela organização. Cada ponto terá, pelo menos, uma caçamba e equipe de catadores, que destinarão os resíduos recicláveis às cooperativas. Aquilo que não puder ser reaproveitado será encaminhado pela companhia de limpeza urbana de cada cidade a aterros sanitários.

Leia na íntegra no Planeta Sustentavel

terça-feira, 12 de abril de 2011

Plástico biodegradável de penas de galinha

No 241° Encontro Nacional de Exposição da Sociedade Química Americana, que aconteceu essa semana, cientistas divulgaram um destino diferente para as penas de galinha que são desperdiçadas pela indústria. As penas seriam utilizadas para a produção de um termoplástico, que pela primeira vez consistiria num material com propriedades mecânicas resistentes e estável em água.

Vários cientistas trabalham na descoberta de materiais alternativos para a produção de plástico, um caminho que na maioria das vezes procura na agricultura e em fontes renováveis os benefícios ecológicos que o petróleo não possui.


Compostas basicamente por queratina, uma proteína resistente também encontrada nas unhas e cabelos humanos, é ela que dá a resistência e durabilidade aos plásticos.


Para o desenvolvimento do termoplástico, as penas de galinha foram processadas com químicos como o acrilatode metila, líquido incolor encontrado em esmaltes de unha que sofre polimerização – as moléculas se ligam por várias cadeias. O resultado é um plástico mais resistente que os similares feitos a partir de proteína de soja e fécula de mandioca, por exemplo.


Leia mais no Atitude Sustentável

sexta-feira, 18 de março de 2011

Rio ganhará aterro de padrão internacional

Em até dois meses, a cidade do Rio começará a dar destino adequado às 9 mil toneladas de lixo que produz por dia. Com o início parcial da operação do aterro sanitário de Seropédica, a 60 quilômetros da capital fluminense, o município terá instalações próprias para o acúmulo de resíduos, com sete camadas de impermeabilização do solo e mecanismos de geração de energia a partir de gás.

A instalação do novo aterro se arrastou por oito anos, em uma batalha pela escolha do local, concessão de licenças e criação de uma estrutura de segurança de padrão internacional.
Segundo a prefeitura do Rio, não há risco de contaminação de lençóis freáticos. "Vamos gastar de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões por ano para dar essa solução ao lixo do Rio, mas é um investimento ambientalmente correto", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Cerca de 300 sensores vão identificar vazamentos. O chorume (líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo) será tratado e dará origem a água de reúso, com aplicação em processos industriais. A vida útil prevista do aterro é de até 25 anos.

Apesar de o sistema ser considerado adequado, o professor Claudio Mahler (Coppe/UFRJ) afirma que o Brasil ainda precisa recuperar 20 anos de atraso no aprimoramento da gestão de resíduos. "Países europeus já estão começando a abandonar a tecnologia de aterro, ao ampliarem técnicas de reciclagem, compostagem e geração de energia." Segundo o IBGE, só 27,7% das cidades brasileiras depositam seu lixo em aterros adequados.

Com o centro de Seropédica, o aterro de Gramacho, em Duque de Caxias - inadequado e saturado - será fechado. O novo aterro será administrado por um consórcio que gastou R$ 400 milhões para a construção e prevê despesas de R$ 100 milhões por ano com a operação.

Leia na íntegra no Estadão

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Energia limpa que vem do cocô

Nem só de sol e vento é possível produzir energia limpa. Até o que você faz no banheiro pode manter a luz acesa ou a casa mais quentinha

DO COCÔ AO CALOR
Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada. É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, é verdade – há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam o “número 2” para produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através do cocô – uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente não para nunca de fazer as necessidades fi siológicas, né?!

LUZ NAS PRAÇAS
Uma praça cuja iluminação é toda mantida graças aos detritos que os cães deixam por ali. Projetada pelo designer Matthew Mazzotta e batizada de Park Spark, essa praça existe e fi ca na cidade de Cambridge, nos EUA. Pensando numa forma de dar um fim sustentável aos resíduos animais, Mazzotta desenvolveu um sistema com um grande tambor de ferro onde o cocô dos bichos é jogado e misturado, permitindo que as bactérias possam fazer a decomposição dos resíduos e liberar gás metano. Esse gás, que depois é canalizado, é distribuído por todo o parque, onde é usado para manter a chama dos postes acesas, permitindo que as pessoas possam passear com seus cãezinhos durante a noite em segurança. O projeto foi desenvolvido através do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e a ideia é espalhar parques que tenham a energia gerada pelo cocô da bicharada por todo o país.

TRONO MAIS VERDE
As privadas estão ficando mais sustentáveis. Pudera: para cada descarga, cerca de 20 litros de água vão esgoto abaixo. Pensando nisso, os fabricantes estão criando privadas mais verdes. Conheça abaixo duas tendências que devem estar em breve num banheiro próximo de você.

1. Uma forma de evitar o desperdício é substituir a água pelo fogo. Os novos modelos vão incinerar o xixi e o cocô. Ao apertar a “descarga”, os excrementos são queimados – sem deixar cheiro, claro.

2. Um sistema a vácuo suga os detritos e os jogá no esgoto – praticamente a seco. Por isso, consome apenas 0,8 litro de água a cada uso, 10 vezes menos que um vaso comum. A energia para produzir o vácuo vem de painéis solares.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lixo hospitalar vira lixo comum, também no Brasil

Chega ao país a tecnologia italiana que transforma resíduos contaminados de clínicas e hospitais em lixo comum e esterilizado, com vantagens financeiras e ambientais

Resíduos de hospitais e clínicas médicas sempre representaram um grande problema. Não só para o meio ambiente, já que normalmente são incinerados, o que libera gases do efeito estufa na atmosfera, como também para os estabelecimentos que trabalham com saúde, que gastam muito dinheiro para gerenciar seu lixo. Sem contar que os materiais descartados são contaminados por microorganismos transmissores de doenças e expõe funcionários a riscos de infecção. Pois uma tecnologia italiana chega ao Brasil para tentar solucionar a questão.

O equipamento - chamado de Newster 10 -, adotado recentemente pelo Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, de Curitiba/PR, trata o lixo hospitalar, basicamente, através de dois processos: o de trituração e o de esterilização. Ele é composto por uma câmara com pressão atmosférica a alta temperatura, que funciona como um grande liquidificador. O operador da máquina precisa, apenas, apertar um botão para que a turbina comece a trabalhar. Como é ligada em fonte de energia de 380 Volts, a velocidade com que os resíduos entram em atrito é tão grande que eleva a temperatura interna do equipamento a 150º C. Depois de cerca de meia hora em funcionamento, e de um resfriamento com ajuda de água, a máquina devolve um pó cinza. A vantagem é que ele sai esterilizado, sem nenhum organismo vivo causador de doenças. Além disso, seu volume é até 70% menor e o peso 30% mais leve.

Leia a reportagem na íntegra no Planeta Sustentável

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Comércio de São Paulo deve recolher o próprio lixo

Os estabelecimento comerciais da cidade de São Paulo que produzem mais de 200 litros de lixo – cerca de dois sacos pretos grandes –, diariamente, deverão contratar uma empresa de coleta seletiva, que tenha cadastro na prefeitura, para recolher os seus resíduos.

A medida, que isenta o poder público da responsabilidade de recolher o lixo produzido pelo comércio, foi regulamentada em novembro de 2010, mas entrou em vigor no início de janeiro.

Após a contratação da empresa de coleta seletiva, os estabelecimentos comerciais devem cadastrar o contrato do serviço na prefeitura, para facilitar a fiscalização. Para garantir que nenhuma empresa que produza mais de 200 litros de lixo por dia esteja “burlando” a medida, a prefeitura ainda está realizando visitas aos estabelecimentos comerciais.

A lei prevê que, ao ser autuada pela primeira vez, a empresa irregular será multada em R$ 1.000. Na segunda multa, o alvará de funcionamento do estabelecimento será suspenso por cinco dias e, na terceira, por 15. Na quarta autuação a empresa terá o seu licenciamento de funcionamento cassado.

Segundo a prefeitura, a medida foi criada por conta de uma reclamação das empresas contratadas pelo poder público para a coleta do lixo domiciliar. Elas reivindicam que têm de coletar resíduos comerciais que estão ao lado dos domésticos, nas ruas, sem acréscimo algum no valor do serviço.

Notícia publicada no Planeta Sustentável

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Site mostra onde levar garrafas plásticas para reciclagem no seu bairro

Um novo serviço on-line vai ajudar aqueles que adiam a reciclagem de garrafas plásticas por não saber onde levá-las para serem reprocessadas depois de usadas.

O site LevPet desenvolvido pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) utiliza o sistema do Google Maps.

Basta a pessoa colocar o endereço de casa, ou qualquer outro, para saber onde ficam os pontos mais próximos de entrega, cooperativa de catadores, comerciantes de recicláveis e ONGs.

O banco de dados reúne, até o momento, mil pontos de coleta em todo o Brasil.

Como há muito mais locais, qualquer um pode ajudar a ampliar e atualizar as informações.

Notícia publicada na Folha

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Leis não evitam descarte ilegal de entulho em SP

Legislação que aumentou multa para quem jogar lixo na rua não acabou com pontos viciados; especialistas criticam fiscalização da Prefeitura

O excesso de lixo deixado nas ruas da capital é apontado por ambientalistas e engenheiros como uma das causas das enchentes na cidade. Garrafas plásticas, entulho e outros detritos são arrastados pela água das chuvas até córregos, rios e piscinões, onde contribuem para diminuir a vazão dos cursos de água. Nos últimos três anos, duas leis passaram a vigorar com o objetivo de tentar evitar que tanto lixo vá para os rios. A falta de fiscalização permanente e brechas nos textos, porém, impedem o cumprimento da legislação.

A Lei 15.244, de 2010, aumentou de R$ 500 para R$ 12 mil a multa para quem deixa entulho na calçada. Não conseguiu, no entanto, inibir a ação de pessoas que largam no passeio tudo o que não querem mais. "Se a Prefeitura recolhe o lixo da calçada de manhã, à tarde aparecem sofá, mesa e entulho de novo", afirmou o motorista autônomo Denilson Bonassi, de 37 anos, sobre a Rua Calixto de Almeida, na Freguesia do Ó, zona norte, perto de sua casa. Quando chove, tudo boia e desce a ladeira.

Para especialistas, só aumentar a multa não resolve o problema. "É claro que a multa de valor alto inibe as pessoas. Mas o problema está na efetividade da fiscalização. Ela tem de ocorrer todos os dias. Hoje as pessoas ainda não sentem medo de serem pegas, como ocorre, por exemplo, com radares de trânsito", explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Leia na íntegra no Estadão

Movimento Limpa Brasil quer tirar o lixo das ruas

A partir de março, as ruas de grandes cidades brasileiras serão tomadas por mutirões do Limpa Brasil - Let´s do it! para varrer todo o lixo despejado ilegalmente. E você pode participar deste movimento pelo descarte responsável de resíduos

Lixo acumulado nas ruas, infelizmente, é um cenário comum nas grandes cidades brasileiras. O impacto disso ao meio ambiente, no entanto, chega na vida de todos. Poluição dos rios, entupimento de esgotos, e proliferação de doenças são apenas alguns deles. Com os objetivos de tirar todo o lixo despejado ilegalmente nas cidades e trazer informações sobre o descarte correto de resíduos, chega ao Brasil um movimento internacional que realiza mutirões de limpeza em cidades.

Let´s do it! é o seu nome. Ele foi criado em 2007 pelo ambientalista estoniano Rainer Nolvak e já removeu o lixo das ruas de países europeus e asiáticos. No Brasil, foi lançado como Limpa Brasil – Let´s Do it!*, no ano passado, pela empresa de comunicação ambiental Atitude Brasil.

A primeira mobilização está prevista para a capital fluminense, no dia 27 de março. Com um mês de antecedência, começa a ser feito um mapeamento virtual dos locais que devem ser atendidos. O objetivo é juntar o maior número de voluntários possível para ajudar na coleta de lixo. Eles vão tirar os resíduos espalhados pelas ruas de bairros ou comunidades próximos de onde moram. Em cada região haverá um coordenador para organizar o mutirão. E nas cidades em que passar, o movimento contará com o apoio de cooperativas de reciclagem, para destinar os resíduos recicláveis, e de empresas locais de gestão de lixo, que ficarão responsáveis pela parte orgânica. Através do site do movimento*, também é possível se candidatar para trabalhos prévios, como os de organização, logística e divulgação das ações.

Mais 13 mutirões, que podem durar um ou dois dias, estão previstos para serem realizados em Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Belém, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Guarulhos, Manaus, Porto Alegre, Recife e Salvador. Outras cidades que se interessarem pelo projeto podem se manifestar. Elas devem atender a alguns critérios, como os que exigem a participação de: - três pessoas físicas atuantes na cidade; - três ONGs atuantes no setor; - três secretarias representantes do município e - dez empresas para atuar como patrocínio, copatrocínio ou apoio.

No Brasil o projeto terá um formato diferente do Let´s do it realizado em outros países. Isso porque, aqui, o movimento identificou que a cultura do descarte de resíduos precisa ser trabalhada para uma maior preservação ambiental do território brasileiro. Não adianta apenas retirar o lixo das ruas se, depois, as pessoas voltarem a poluí-las. Por isso, após a primeira etapa de remoção dos resíduos, o movimento pretende implementar um projeto educacional sobre reciclagem e sustentabilidade em escolas públicas, com a colaboração do Instituto Akatu. O Limpa Brasil também está estruturando outras etapas com ações sócio-educativas para aprofundar a questão com a sociedade brasileira.

Reportagem publicada no Planeta Sustentável

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

Ao contrário do que era esperado, decreto que regulamenta Política Nacional de Resíduos Sólidos não impôs metas para a reciclagem de embalagens e itens como lâmpadas e eletroeletrônicos, nem trouxe instruções sobre recolhimento dos produtos usados

O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.

O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação do grupo sairá até fevereiro. O cronograma é o primeiro desdobramento prático do decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2010.

Ao contrário do que era esperado, o decreto não impôs metas para a reciclagem de embalagens e outros itens, como lâmpadas e eletroeletrônicos. No caso da logística reversa, que é o recolhimento dos materiais após seu uso pelo consumidor, o detalhamento deve vir por meio de acordos definidos entre os setores.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Baeta é o bairro de São Bernardo que mais registra casos de dengue

Foram 32 contaminações das 86 ocorrências da doença na cidade

Com a chegada do verão e as chuvas típicas dessa estação, a atenção com a dengue deve ser redobrada. O clima quente e a água parada são ideais para proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

Segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de cerca de 90% nos casos de morte por dengue no Brasil, no período de janeiro a outubro de 2010. Em São Bernardo, foram registrados 86 casos autóctones (contaminação que acontece sem o indivíduo sair da cidade), segundo dados da prefeitura.

O bairro que apresentou mais casos foi o Baeta Neves, com 32 das 86 ocorrências. A cidade apresentou 963 focos de dengue (casos em que são encontradas larvas de mosquito) em água parada.

O Baeta é um bairro que está em estado de atenção. Uma equipe de 11 agentes de controle de vetores realiza trabalho de prevenção e conscientização no bairro desde a segunda quinzena de novembro. Além disso, cada UBS (Unidade Básica de Saúde) conta com um agente de combate à dengue que passa orientações aos agentes de saúde locais.

Segundo o coordenador dos agentes de controle de vetores, Ronaldo Novaes, a intenção da ação é minimizar os casos de dengue na cidade. “Nossa cobertura é casa por casa, quarteirão por quarteirão, justamente para localizar cada foco”, contou.

De acordo com a agente Talita Bandeira Silveira, as irregularidades mais frequentes são caixas d’águas abertas, materiais descartáveis, lixos espalhados pelos quintais e pratinhos de plantas com água parada. “Nós encontramos larvas, mas o número de irregularidades sem focos de dengue é maior”, disse.

A aposentada Mari Carneiro da Silva considera importante a ação dos agentes de controle de vetores. “É bom porque evita a doença. A dengue mata então, eu procuro acatar as orientações dos agentes e manter a casa em ordem, sem acúmulo de água parada”, disse.

Não são todos os moradores que compreendem o trabalho dos agentes. “Há bastante resistência, uma boa parcela da população não deixa a equipe entrar nas residências”, conta Talita.Caso haja resistência do proprietário do imóvel, ou o espaço esteja fechado ou abandonado, a prefeitura notifica a Justiça que emite um mandato para que a equipe de controle à dengue fiscalize o local.

A doença - A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, e sim por meio da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A transmissão se dá depois que o mosquito pica uma pessoa contaminada e passa a doença para outra.O inseto é menor que o pernilongo e é preto com listras brancas no dorso, na cabeça e nas pernas. O hábito deste mosquito é picar durante o dia.

A pessoa que tem dengue apresenta sintomas como febre, dor nos olhos, moleza, manchas pelo corpo, dores na cabeça, juntas e músculos. Caso haja suspeita de dengue, o indivíduo deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Para prevenir a proliferação do Aedes aegypti, não se deve acumular água parada em recipientes. Tampar bem a caixa d’água, cobrir os pneus, guardar garrafas e vasilhames virados para baixo, trocar água dos animais de estimação com frequência e retirar a água de pratos de vasos também são ações preventivas. Além disso, duas colheres de água sanitária em ralos e calhas evitam a reprodução dos insetos.

Disque dengue
Caso o morador de São Bernardo queira denunciar um possível foco de dengue, deve entrar em contato com a prefeitura pelo “Disque Dengue” por meio do telefone: 0800-195565, das 8h às 17h.

Notícia publicada no RROnline

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para onde vai o lixo?

Saiba o que acontece com o lixo produzido em São Paulo, que não possui mais aterro próprio

Você pode não saber, mas a maior cidade do país não tem onde depositar o lixo doméstico e comercial de seus mais de 10 milhões de moradores. A metrópole está sem aterro próprio desde novembro de 2009. Atualmente, a prefeitura se vale de dois depósitos privados, nos municípios de Guarulhos e Caieiras, para descartar 12 mil toneladas diárias, a um gasto mensal de R$ 6,6 milhões aos cofres públicos.

O último aterro em funcionamento, o São João, localizado em São Mateus, zona leste da capital, possui uma montanha de 28 milhões de toneladas acumuladas ao longo de seus 17 anos de funcionamento. Sua manutenção pelos próximos 20 anos inclui a queima de gás metano (hoje são 18 mil Nm³ por hora), iniciativa que gera créditos de carbono para a prefeitura e para a Biogás Energia Ambiental, e ainda o transporte diário de quase 6 mil toneladas de chorume para tratamento na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Em meados de julho, começaram as obras para o novo aterro sanitário paulistano, a Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL). O projeto está sob o comando da Ecourbis Ambiental, uma das responsáveis pela coleta de lixo e destinação dos resíduos na capital (leia o item Coleta, acima à dir.). O empreendimento funcionará dentro de uma área de mata Atlântica, perto do saturado São João

Leia o texto na íntegra: Planeta Sustentável