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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Estudante da Metodista vence concursos culturais promovidos pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo


O estudante do curso de Ciências Biológicas e estagiário do Núcleo e Agência Ambiental da Metodista, Luiz Felipe da Cunha Chacon venceu um concurso cultural que tinha como tema sacolas retornáveis, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

“A intenção do concurso foi promover uma reflexão sobre o tema e contribuir para a conscientização da importância das atitudes sustentáveis”, contou Luiz Felipe.

A inspiração das palavras sobre o uso de sacolas retornáveis veio por meio do Protocolo de Intenções entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados, que prevê o fim do uso das sacolas plásticas descartáveis derivadas de petróleo.

A premiação aconteceu no dia 28 de junho, e o prêmio foi um kit contendo 5 Ecobags (sacolas retornáveis usadas em uma campanha na São Paulo Fashion Week 2011), contendo dentro alguns livros da Secretaria do Meio Ambiente.

As palavras escritas por Luiz Chacon que garantiram a vitória no Concurso foram:

Não passe sem ver,
Não deixe de olhar.
É preciso viver,
Não deixar a vida acabar.

Observe o Meio Ambiente,
Tome uma iniciativa.

Leve sempre a Sustentabilidade,
Em sua Embalagem Alternativa.

Você pode agir no presente e fazer o futuro!

Esta não é a primeira vez que Chacon vence um concurso do tipo. No dia 22 de março, dia de comemoração do Dia Mundial da Água, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo promoveu um concurso cultural sobre o tema, visando uma reflexão sobre a importância da água. O estudante de Ciências Biológica foi o vencedor, recebendo três livro sobre o tema.

“Nas duas premiações resolvi participar para contribuir de maneira positiva para a reflexão do tema, bem como contribuir para a conscientização e educação para Sustentabilidade e outras questões ambientais. Acho importante nos dias atuais (e tem a ver com os temas) a palavra Sustentabilidade”

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sacolas plásticas na mira

Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental

Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes, o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.

Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. "Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável", explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai afetar seu dia a dia.

SACOLAS PLÁSTICAS PODEM SER ECOLÓGICAS?

Em algumas regiões do país, as embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que causaria menor impacto ambiental:

Polietileno verde

O que é: desenvolvido com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico - ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo -, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos

Plástico biodegradável

O que é: em geral, o produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa

Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos

RESTRINGIR O USO DE SACOLAS PLÁSTICAS TEM IMPACTO SIGNIFICATIVO NO AMBIENTE?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Metodista é convidada a participar do Projeto Rondon Resíduos

A Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo foi convidada a compor grupos de alunos para o desenvolvimento de ações do Projeto Rondon Resíduos, desenvolvido pelo Projeto Rondon Minas Gerais. O evento vai acontecer no início de julho, entre os dias 01 e 17, e contará com a participação de seis estudantes do curso de Biologia.

“O objetivo é reduzir consideravelmente os resíduos sólidos em cidades de Minas Gerais, por meio de oficinas de reciclagem, palestras e capacitação. Serão 40 cidades beneficiadas e, ao longo do Projeto, o total será de 200. Os seis alunos serão divididos em duplas e irão compor outros grupos de universitários”, explicou o professor Victor Bigoli.

O projeto será realizado em longo prazo, com o término previsto para 2014. “A participação da Universidade será garantida e poderemos contar com novos alunos a partir dos próximos semestres. Os que já estão, permanecerão até o fim do projeto”, afirmou o docente.

Uma das propostas é trazer o Rondon Resíduos para o estado de São Paulo. Com a participação de Instituições de Ensino Superior como a Metodista e a Faculdade de Medicina do ABC em conjunto com o Projeto Rondon São Paulo, a proposta poderá ser viabilizada para o ano de 2012.

Os integrantes da UMESP participaram de um curso de capacitação, oferecido pela PUC-MG, nos últimos dias 28 e 29 de maio, na cidade de Poços de Caldas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em segunda votação, a lei que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas para acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos da capital.

A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.

Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."

Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."

As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Leia na integra no Estadão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Movimento Limpa Brasil organiza megamutirões

Neste ano, pelo menos sete cidades brasileiras organizarão um megamutirão para tirar seu lixo das ruas, transformando catadores de resíduos em cidadãos voluntários. O Movimento Limpa Brasil faz parte de uma ação maior – Let´s do it – que já varreu as ruas de diversos países europeus e asiáticos

Atenção Brasília e Rio de Janeiro! No começo de junho, todos os seus habitantes serão convocados a participar de um movimento que pretende retirar, em apenas dois dias, toneladas de lixo jogado em suas ruas. Se você mora em Guarulhos, São Paulo, Goiânia, Campinas ou Belo Horizonte, também fique ligado porque sua cidade se mobilizará para destinar o lixo descartado de forma incorreta ainda neste ano. E outros municípios também poderão manifestar interesse em participar deste movimento.

Trata-se do Limpa Brasil - Let´s do it*, que mobiliza cidadãos, prefeituras, catadores de materiais recicláveis e cooperativas de reciclagem para dar destino correto ao que é jogado pelas ruas do país (Para saber mais, leia Movimento Limpa Brasil quer tirar o lixo das ruas). Hoje, o movimento lançou a ferramenta virtual que ajudará a fazer o mapeamento de lixo pelas cidades em que passar.

A ideia inclui, também, outra ação voluntária: o registro fotográfico ou em vídeo de acúmulos de lixo ou entulho que forem encontrados pela cidade. O material produzido deverá ser postado no site do Limpa Brasil. O usuário deverá informar, também, em valores aproximados, peso e tamanho do lixo que está na rua, para que o movimento possa organizar a logística do mutirão a ser realizado. No dia da ação, os voluntários trabalharão em seus próprios bairros e reunirão os materiais em pontos previamente definidos pela organização. Cada ponto terá, pelo menos, uma caçamba e equipe de catadores, que destinarão os resíduos recicláveis às cooperativas. Aquilo que não puder ser reaproveitado será encaminhado pela companhia de limpeza urbana de cada cidade a aterros sanitários.

Leia na íntegra no Planeta Sustentavel

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Veja como descartar corretamente medicamentos vencidos

Descarte incorreto pode ser prejudicial ao meio ambiente

O que fazer quando um medicamento vence? Muitas pessoas costumam jogar em lixos comuns ou pelo vaso sanitário, o que pode ser prejudicial para o meio ambiente. As substâncias químicas podem contaminar a água e o solo.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz comprova que as pessoas não sabem o que fazer com essas sobras. 1.009 pessoas da cidade de São Paulo foram entrevistados e indicaram que apenas 2,7% já tinham alguma orientação sobre o assunto. 75,32% descartam em lixo comum e 6,34% descartam pelo vaso sanitário.

O ideal é levar os remédios para o setor de vigilância sanitária da sua cidade. Lá, o material recolhido é incinerado de maneira correta. Além disso, algumas farmácias recolhem os remédios e encaminham elas mesmas para a vigilância.

Algumas cidades já acharam outras alternativas. Em Curitiba, existem postos de coleta de medicamentos nos terminais de ônibus. Já São Paulo recolhe os materiais na UBS (Unidades Básicas de Saúde). O grupo Pão de Açúcar também tem postos de coleta em suas filiais do país.

Leia mais no Atitude Sustentável

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Site mostra onde levar garrafas plásticas para reciclagem no seu bairro

Um novo serviço on-line vai ajudar aqueles que adiam a reciclagem de garrafas plásticas por não saber onde levá-las para serem reprocessadas depois de usadas.

O site LevPet desenvolvido pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) utiliza o sistema do Google Maps.

Basta a pessoa colocar o endereço de casa, ou qualquer outro, para saber onde ficam os pontos mais próximos de entrega, cooperativa de catadores, comerciantes de recicláveis e ONGs.

O banco de dados reúne, até o momento, mil pontos de coleta em todo o Brasil.

Como há muito mais locais, qualquer um pode ajudar a ampliar e atualizar as informações.

Notícia publicada na Folha

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

36% do óleo lubrificante no Brasil é recolhido pela logística reversa

Além de tóxico para o ser humano, ele tem grande impacto no meio ambiente

Os dados preocupam: um litro de óleo lubrificante pode contaminar um milhão de litros de água; se ele for queimado como combustível, o ar ficará poluído com gases venenosos e cancerígenos; e se for derramado no solo, pode poluir irreversivelmente aquíferos e lençóis freáticos. Ou seja, na água, no ar e na terra, os óleos lubrificantes usados ou contaminados (Oluc), também conhecidos como óleos queimados, são um resíduo tóxico tanto para o meio ambiente quanto para o ser humano.

Atualmente, o Brasil recolhe 36% do óleo usado, tendo em vista a meta de 42% para a próxima década. O descarte incorreto do óleo lubrificante de veículos é um grande problema, pois vários estabelecimentos não dão o destino correto para ele. Há cinco anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou uma resolução que regulamenta a coleta e recolhimento dos óleos lubrificantes. O processo ideal aprovado pelo Conama é o de rerrefino, reciclando cerca de 80% dos óleo original.

Há um Grupo de Monitoramento Permanente (GMP), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) verificando a aplicabilidade da resolução. As metas são renovadas a cada quatro anos, sendo que a porcentagem ideal para o Brasil é de 60% de rerrefino. Para atingir essa meta, é importante a conscientização da população em fazer a troca do óleo do veículo em lugares credenciados, controlar sua venda em supermercados e impedir o desvio de óleo utilizado como combustível na queima de caldeiras.

Matéria publicada no Atitude Sustentável

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

Ao contrário do que era esperado, decreto que regulamenta Política Nacional de Resíduos Sólidos não impôs metas para a reciclagem de embalagens e itens como lâmpadas e eletroeletrônicos, nem trouxe instruções sobre recolhimento dos produtos usados

O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.

O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação do grupo sairá até fevereiro. O cronograma é o primeiro desdobramento prático do decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2010.

Ao contrário do que era esperado, o decreto não impôs metas para a reciclagem de embalagens e outros itens, como lâmpadas e eletroeletrônicos. No caso da logística reversa, que é o recolhimento dos materiais após seu uso pelo consumidor, o detalhamento deve vir por meio de acordos definidos entre os setores.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Birdwatching: formando fiscais voluntários da natureza












Incentivados pelas novas tecnologias, os brasileiros mostram cada vez mais interesse pela observação de aves – ou birdwatching –, mas vão além da simples admiração pela beleza desses animais e mantêm os olhos e ouvidos bem atentos a qualquer tipo de agressão ao meio ambiente

O Brasil está entre os três países do mundo com maior diversidade de aves, mas, por outro lado, é a primeira nação em espécies de pássaros ameaçados. Os dados são da SBO – Sociedade Brasileira de Ornitologia e revelam uma triste ironia, que, em partes, pode ser resolvida com a ajuda de uma atividade que é praticada desde o início do século XX na Europa e que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil: o birdwatching.

Caracterizada pela observação de pássaros, nos mais variados ambientes, a atividade é considerada um hobby para os amantes das aves, mas pode ser uma preciosa aliada na preservação do meio ambiente. “Quando vamos a campo observar, enxergamos não só os pássaros, mas também a importância que cada elemento vivo tem para a natureza. A partir daí, é impossível ver alguém caçando ou desmatando e não se importar. Denunciamos para a polícia ambiental ou mesmo para o Ibama todo tipo de destruição que observamos”, contou o guia de birdwatching, Rafael Fortes.

Tomas Sigrist, que é fundador da editora Avis Brasilis, especializada em aves, e um respeitado autor de guias de campo para birdwatching, concorda com Fortes: “A mídia está falando cada vez mais a respeito da preservação do meio ambiente, mas são apenas frases que entram na cabeça das pessoas. Conviver com a natureza é uma experiência muito mais eficaz na busca pela consciência ecológica e, por isso, considero a observação de pássaros uma atividade prática e eficiente de educação ambiental”.

A fiscalização permanente dos birdwatchers, sem dúvida, contribui para a conservação da biodiversidade e para a diminuição do desmatamento, mas ainda tem uma influência muito restrita – sobretudo no Brasil, onde a atividade está crescendo, mas ainda engatinha. Por conta disso, Sigrist acredita que é importante valorizar outros benefícios dessa atividade, que, na opinião dele, também contribuirão para a preservação ambiental a longo prazo.

“As informações disponibilizadas na internet por birdwatchers amadores e profissionais, por exemplo, são muito importantes para que a comunidade científica reúna mais dados estatísticos sobre as espécies de aves. Mais para frente, esse material será excelente para definir, em todo o país, políticas de preservação ambiental eficientes”, explicou o especialista, que ainda citou benefícios imediatos do acúmulo de informações a respeito dos pássaros: “A presença das aves é um termômetro para a saúde do meio ambiente. Se existem muitos pássaros em um habitat, significa que ele está saudável. Se, pelo contrário, a quantidade de aves no local estiver diminuindo, pode ter certeza de que algo está errado naquele ecossistema”.

OBSERVAR DÁ MAIS LUCRO DO QUE PRENDER NA GAIOLA
Outro benefício do birdwatching é o desenvolvimento do turismo sustentável. Por ser uma atividade de baixo custo e impacto, a observação de pássaros representa uma excelente fonte de renda para as comunidades próximas aos pontos da prática e, ainda, incentiva o fim do desmatamento e da caça ilegal nessas regiões.

“Se os agentes financeiros investirem em mais infraestrutura nas pousadas e hotéis, a atividade chamará cada vez mais turistas e, consequentemente, será cada vez mais lucrativa.

Para ler na íntegra

Fonte: Planeta Sustentável

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Use com moderação



















As sacolas plásticas de supermercado são práticas... Mas sujam os oceanos e o solo, matam animais e entopem bueiros

SACO SIM, SACOLA NÃO
Pesquisa Ibope feita em São Paulo em 2009 constatou que 100% dos entrevistados reutilizam as sacolas de supermercado para colocar lixo. Melhor seria usar sacos vendidos para esse fim, de tamanho maior. Para acomodar 50 litros de lixo você precisaria de dezenas de sacolas, enquanto pode colocar todo esse volume num saco só. Outra vantagem dos sacos de lixo de cor preta: eles são feitos de material reciclado (mas nem todos, por isso leia a embalagem).

POR QUE ELAS SÃO VILÃS
Além de demorarem uma eternidade para se decompor (400 anos), as sacolas matam, por ano, 1 milhão de animais marinhos em todo o planeta. Eles morrem ao engolir o plástico.

E AS OXIBIODEGRADÁVEIS?
Mesmo as sacolas que vêm com a indicação de serem oxibiodegradáveis – o que significa que elas contêm um aditivo capaz de desintegrá-la em cerca de dois anos – não são 100% confiáveis. Há engenheiros e químicos que defendem que elas são, na verdade, mais nocivas para o meio ambiente do que as de plástico convencional. Isso porque liberariam metais pesados no solo como manganês e níquel, que causam maior poluição.

O TAMANHO DO ESTRAGO
No período de um ano, são consumidas até 1 trilhão de sacolas plásticas no mundo. Só no Brasil, são 33 milhões por dia ou 12 bilhões por ano.

RECICLE
Sim, a sacolinha pode ser reciclada e virar plástico para brinquedos, material de construção ou outras sacolas. Lave cada uma e separe para despachá-las na coleta seletiva.

Fonte: Portal da Sustentabilidade

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Copos de papel são alternativa sustentável para copos descartáveis
















Ecopos são feitos com fibras certificadas e diminuem a poluição e desperdício de água


Os copos ecológicos, feitos com um papel e um pequeno revestimento plástico, já existem em países asiáticos há pelo menos 10 anos. Agora, a tecnologia foi importada e o produto é feito no Brasil pela empresa Ecopos.

Os copos são uma espécie de envelope com nove centímetros de altura por seis de comprimento. A capacidade de cada um é de 65 mililitros. Além de diminuírem consideravelmente a quantidade de lixo produzida e de ocuparem menos espaço para armazenamento e transporte, os ecopos podem ser utilizados mais de uma vez.

Os produtos são feitos com papel de fibras virgens (para evitar qualquer tipo de contaminação do material) reflorestadas e sem corantes.

O gerente Stephano Shin comenta que como a embalagem é pequena, os ecopos podem também ajudar a evitar o desperdício de água.
“Muita gente enche copos e acaba não consumindo tudo. Com copos menores, isso acontece menos. E quem quiser, pode sempre repertir”, comenta Stephano.

Além disso, o gerente comenta que muitos clientes perguntam se é possível usar os copos para bebidas quentes. Como o copo é feito de papel e é fino, o líquido poderia queimar a mão de quem segurasse. Além disso, a empresa ainda não conseguiu aumentar a capacidade dos copos – se for maior, acaba não ficando firme o suficiente e pode desmontar.
Localizada em São Paulo, a empresa produz os ecopos convencionais e também pode imprimir a logo de empresas.

Fonte: Atitude Sustentável

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A reciclagem do papel


















A reciclagem do papel é tão antiga quanto a sua própria descoberta: já que o suprimento de fibras é escasso, nada se perde, tudo se reaproveita. Conheça as vantagens deste processo e como voce pode ajudar.

Assim, as chamadas aparas industriais se tomaram sinônimo de fibra secundária, válido também para as aparas de gráficas ou mesmo papéis recuperados no lixo. Há hoje 22 tipos de aparas na classificação industrial, mas de maneira geral, são reagrupados em 8 categorias comerciais, sendo as caixas de papelão a principal fonte de aparas e o principal produto reciclado.

Reciclar papel significa fazer papel empregando como matéria-prima papéis, cartões, cartolinas e papelões, provenientes de:
Rebarbas geradas durante os processos de fabricação destes materiais, ou de sua conversão em artefatos, ou ainda geradas em gráficas;

Artefatos destes materiais pré ou pós-consumo
Atualmente, a matéria-prima vegetal mais utilizada na fabricação do papel é a madeira, embora outras também possam ser empregadas. Estas matérias-primas são hoje processadas química ou mecanicamente, ou por uma combinação dos dois modos, gerando como produto o que se denomina de pasta celulósica, que pode ainda ser branqueada, caso se deseje uma pasta de cor branca. A pasta celulósica, branqueada ou não, nada mais é do que as fibras celulósicas liberadas, prontas para serem empregadas na fabricação do papel.

A pasta celulósica também pode prover do processamento do papel, ou seja, da reciclagem do papel. Neste caso, os papéis coletados para esse fim recebem o nome de aparas. O termo apara surgiu para designar as rebarbas do processamento do papel em fábricas e em gráficas e passou a ter uma abrangência maior, designando todos os papéis coletados para serem reciclados.

As aparas provém de atividades comerciais, e em menor quantidade de residências e de outras fontes, como instituições e escolas.
As aparas de papel podem ser recolhidas por um sistema de coleta seletiva, ou por um sistema comercial, utilizado há anos, que envolve o catador de papel e o aparista.

A preocupação com o meio ambiente criou uma demanda por "produtos e processos amigos do meio ambiente" e reciclar papel é uma forma de responder a esta demanda.
Assim, os principais fatores de incentivo à reciclagem de papel, além dos econômicos, são: a preservação de recursos naturais (matéria-prima, energia e água), a minimização da poluição e a diminuição da quantidade de lixo que vai para os aterros. Dentre estes, certamente o último é o que tem tido maior peso nos países que adotam medidas legislativas em prol da reciclagem.

No Brasil a reciclagem de papel representa apenas cerca de 30% da produção, diante de 48% na França e 68% na Holanda.
Na fabricação de uma tonelada de papel, a partir de papel usado, o consumo de água é muitas vezes menor e o consumo de energia é cerca da metade.
Na fabricação de pasta mecânica, 1 tonelada de aparas substitui cerca de 2 m³ de madeira e cerca de 4 m³ na fabricação de celulose (fonte:IPT). E ainda, 1 tonelada de aparas, dependendo do tipo, corresponde a uma área plantada de 100 a 350 m².
1 tonelada de papel reciclado economiza 2,5 barris de petróleo, 98 mil litros de água e 2.500 Kw/h de energia elétrica.

VANTAGENS DA RECICLAGEM DE PAPEL:
Redução dos custos das matérias-primas - a pasta de aparas é mais barata que a celulose de primeira.
Economia de Recursos Naturais:
Madeira - Uma tonelada de aparas pode substituir de 2 a 4m de madeira, conforme o tipo de papel a ser fabricado, o que se traduz em uma nova vida útil para 15 a 30 árvores adultas que foram cortadas para a fabricação do papel dessas aparas.

Água - Na fabricação de uma tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2.000lt de água, ao passo que, no processo tradicional, este volume pode chegar a 100.000lt/ton.
Energia - Em média, economiza-se metade da energia, podendo-se chegar a 80% de economia quando se compara papéis reciclados simples com papéis virgens feitos com pasta de refinador.
Redução da Poluição - Teoricamente as fábricas recicladoras podem funcionar sem impactos ambientais, pois a fase crítica de produção de celulose já foi feita anteriormente. Porém as indústrias brasileiras, sendo de pequeno porte e competindo com grandes indústrias, às vezes subsidiadas, não realizam investimentos em controle ambiental.

Para ler na íntegra
Fonte: Portal da Sustentabilidade

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Transformando cascas de banana em terra fértil





Mariana Della Barba - O Estado de S. Paulo

Se você já recicla embalagens plásticas, latas, garrafas de vidro e papéis, agora pode ir um passo além e dar um destino adequado também ao seu lixo orgânico, que compõe 60% de tudo que é descartado numa residência. Montando uma caixa para fazer a chamada compostagem, você reduz a quantidade de lixo e, no final, tem terra fértil para usar em vasos e canteiros de plantas.

"O melhor é que o processo é bem simples e barato. Pode ser feito mesmo em um espaço pequeno, como uma área de serviço ou a sacada de um apartamento", garante Érica Sepúlveda, consultora ambiental da ONG carioca Ecomarapendi.

Quase tudo que é jogado no lixo enquanto você prepara o almoço pode ser usado na compostagem. É o caso de cascas e talos de frutas e legumes e de partes do alimento que são descartadas, como bagaços. Folhas, flores e podas de jardinagem, pó de café, saquinhos usados de chá e casca de ovo (desde que limpa e seca) também entram na caixa de compostagem.

Já que a reciclagem do material orgânico será feita em um espaço pequeno, o ideal é picar bem todo o material. "Assim vamos acelerar o processo de decomposição desses elementos orgânicos", explica Érica.

Para acondicionar a terra e o material que vai passar pela compostagem, o ideal é usar uma caixa de plástico com tampa, dessas vendidas para organizar ambientes. Procure uma com cerca de 30 centímetros de altura, 40 de largura e 30 de profundidade. Faça furinhos no fundo da caixa. Eles permitem a troca de oxigênio e evitam o acúmulo de líquido.

O primeiro passo é colocar uma camada de terra seca. Ela pode ser retirada, por exemplo, de um vaso cuja planta já morreu. A consultora ambiental explica que a ideia é que essa terra absorva a umidade que será produzida no processo de decomposição do resíduo orgânico.

Em seguida, coloque todo o material orgânico picado, fazendo uma segunda camada. "Lembre de não por nada cozido nem de origem animal, como queijo ou carne. Alimentos temperados também devem ser evitados", diz Érica. Esses materiais tornam a decomposição mais lenta e podem causar mau cheiro e atrair moscas.

Faça novas camadas do composto, acrescentando mais lixo orgânico e húmus.

Coloque borra de café para evitar mau cheiro, além de espantar formigas e outros insetos.

Feche a caixa e revire o composto a cada três dias – essa etapa pode ser pulada caso haja minhocas para revolver a terra. "Se o material ficar úmido, coloque mais café ou folhas. Se ficar muito seco, regador nele", sugere Érica. Em três meses, você terá terra adubada, pronta para dar uma vitaminada em seus vasinhos.

Fonte: Jornal o Estado de S.paulo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cadernos e cartazes feitos com bitucas




Alice Lobo - Especial para O Estado de S. Paulo

ONG coleta bitucas em cinzeiros e as transforma em papel com a ajuda de cooperativas

Depois do papel feito com sementes, que pode ser picado e plantado, o Instituto Papel Solidário bolou uma nova forma de reciclagem: folhas feitas de bitucas de cigarro. Em parceria com empresas, cooperativas e com o Movimento Nacional de Catadores, a ONG coleta matéria-prima em cinzeiros e calçadas sujas. O projeto piloto, batizado de Rede Papel Bituca, começou em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A ONG quer chegar a 2.500 pontos de coleta.

A coleta do lixo é feita com o equipamento batizado de Papa-Bituca, uma espécie de cinzeiro que armazena até 5 mil unidades e facilita o trabalho dos catadores de lixo reciclado. Diversos modelos foram instalados em lojas, bares e restaurantes da zona oeste de São Paulo.

Após a etapa da coleta, todo o material é levado para cooperativas ou ONGs envolvidas no processo de produção do papel bituca. A entidade treinou trabalhadores de comunidades para reciclar as bitucas. Com essa inclusão, o projeto ajuda a gerar renda para esses grupos.

Nas cooperativas, a bituca passa por um processo químico de limpeza e esterilização. É quando se separa a parte reciclável (a fibra de celulose e o papel) do fumo ainda presente no material. Também são eliminados o alcatrão e a nicotina, que alteram a cor das fibras celulósicas.

O resultado desse processo é uma massa de celulose que, esticada sobre telas e após secagem ao sol, se transforma numa grande folha de papel. Ela serve de matéria-prima para produtos como descansos de copo, brindes ecológicos e toalhas descartáveis.

Fonte: estadao.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

É brasileira a primeira rede global com foco em preservação ambiental



Site já conecta quase seis mil cadastros de instituições e cidadãos de 28 países do mundo; objetivo é viabilizar um mundo mais sustentável

Durante as viagens de negócios que faziam, os ex-executivos brasileiros da indústria farmacêutica, Martin Mauro, 52 anos e Fábio Biolcati, 42 anos, perceberam que as instituições que trabalham pela preservação ambiental ao redor do mundo não se conheciam e não eram conhecidas pelo público. Por isso, resolveram criar o Made in Forest, uma espécie de rede social sobre meio ambiente compartilhada por pessoas e instituições de todo o mundo.

“Enxergamos uma ótima oportunidade de negócios e já priorizamos o mercado mundial, por isso o nome em inglês”, explica Mauro. “O Made in Forest tem a intenção de reunir e organizar informações sobre ecologia, meio ambiente e sustentabilidade e colocar ao alcance da população mundial serviços que já existem”.

ONGs, empresas, universidades e pessoas envolvidas com causas ambientais podem se juntar aos cerca de 5.800 perfis de entidades espalhadas por 28 países de todos os continentes. Para isso, basta acessar o site e criar gratuitamente seu perfil em uma das sete categorias disponíveis no portal: eco-educação, eco-produtos, eco-serviços; eco-turismo; reciclagem e usuários da rede.

A categoria “reciclagem”, que possui subcategorias correspondentes a diversos materiais recicláveis como isopor, lâmpadas, eletrônicos, entre outros; é o mais popular do site. “A rede reúne mais de 10 mil pontos de coleta de 32 materiais recicláveis e esse é um serviço muito procurado hoje pelos usuários. As pessoas querem descartar corretamente o lixo”, diz Mauro.

A rede também possui um perfil no Twitter, o @madeinforest.

Fonte: Instituto Akatu

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mapa ajuda a reciclar o lixo eletrônico no estado de São Paulo

Se você não gosta de vizinhos que jogam aparelhos eletrônicos na caçamba de entulho, mas também não sabe o que fazer com as pilhas velhas acumuladas em sua casa, preste atenção no projeto E-lixo Maps.

O programa, feito em parceria da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo com o Instituto Sergio Motta, tem como objetivo conscientizar as pessoas para o descarte correto e reciclagem de componentes eletrônicos. Na internet, a ferramenta mais útil: um mapa que indica os estabelecimentos que recebem e reciclam desde celulares velhos até teclado de computador. Você digita seu CEP, escolhe o tipo de eletrônico que vai jogar fora e recebe uma indicação dos lugares mais próximos.

O site também traz informações sobre os metais pesados, comuns no lixo eletrônico. Assim, você lembra que o níquel tem efeito cancerígeno e que o arsênio "acumula-se nos rins, fígado, sistema gastrointestinal, baço, pulmões, ossos e unhas; pode provocar câncer da pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas; tem efeito teratogênicos". Se você tem um estabelecimento que recicla o "e-lixo" e não está no mapa, veja as informações para se cadastrar no projeto.

Reciclando o lixo eletrônico: E-lixo Maps.
Imagem: Reprodução.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Uso de sacolas plásticas no comércio do Rio fica restrito a partir de sexta-feira

Agência Brasil*

O uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias fica restrito no Rio de Janeiro a partir de sexta-feira (16), com a entrada em vigor da Lei nº 5.502 de 2009. Os parlamentares da Assembleia Legislativa do estado tinham aprovado o adiamento para janeiro de 2011, mas o Diário Oficial do estado publicou [ontem (13)] o veto do governador Sérgio Cabral.

Também na sexta-feira, fiscais da Secretaria do Ambiente vão a supermercados e lojas para garantir a aplicação da lei. O órgão informou, no entanto, que inicialmente eles vão realizar ações educativas e não está prevista a aplicação de multa, que pode chegar a R$ 20 mil.

De acordo com o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Aylton Fornari, o comércio vem se adaptando há algum tempo às novas regras.

“Estamos preparados para cumprir essa lei, os mercados vão dar desconto de 3 centavos em cada cinco itens para quem não quiser levar a sacola. E vão disponibilizar outros tipos de sacolas reforçadas, como de lona e ráfia, que possam ser reutilizadas. Isso já vem acontecendo há algum tempo, mas sexta começa a fiscalização da mudança do sistema”, destacou Fornari.

O comércio popular também terá de observar a lei. O presidente da Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), Ênio Bittencourt, diz que será difícil mudar em tão pouco tempo e reclama da falta de alternativas.

“A gente vai fazer o que for possível, porque o comércio popular utiliza muito esse material. Vai ficar meio apertado o prazo, vamos tentar diminuir, porque não nos apresentaram nenhuma alternativa”, disse Bittencourt, que representa comerciantes do maior centro de comércio popular da cidade.

Rosângela de Souza, que trabalha numa papelaria na Praça Mauá, no centro do Rio, reclamou da falta de informação, apesar de ser a favor da preservação do meio ambiente.

“Tem mais é que mudar mesmo, o que pudermos fazer para melhorar o meio ambiente será ótimo, o planeta agradece. Mas faltou informação, porque no nosso caso acabamos de comprar um estoque para seis meses de sacola plástica. Não sabemos o que vai ser feito ainda”, disse a vendedora.

Em quase um ano da campanha Saco É um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria do Ambiente do estado, foram recolhidos mais de 600 milhões de sacolas plásticas no Rio de Janeiro. A assessoria da Secretaria do Ambiente informou que a campanha vai ser intensificada com o objetivo de esclarecer a população sobre os prejuízos que o plástico causa ao meio ambiente, já que a decomposição do material leva até 500 anos.

Fonte: Planeta Sustentável

terça-feira, 13 de julho de 2010

Caixa de papelão transforma-se em 100 árvores



Vanessa Barbosa - 13/07/2010 - Portal Exame*
Imagine se você pudesse se desfazer de todo tipo de embalagem simplesmente enterrando-as no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse uma mini plantação de brotos de árvores verdinhos.

É exatamente isso que o micrologista e advogado inglês Paul Stamets fez ao laçar no mercado a Life Box - uma caixa de papelão que pode ser rasgada e enterrada para plantar 100 árvores.

A embalagem é à base de papel reciclado em cujas fibras foram inseridas sementes de árvores, cada uma salpicada com esporos de fungo, formando uma micorriza. Quando plantadas, as sementes brotam graças em parte ao fungo, que ajuda a nutrir a planta.

Aprovado pelo Ministério da Agricultura para o plantio em todos os estados dos Estados Unidos e no Canadá, a Life Box ainda precisaria de aprovação de outros países para ser enviada ao exterior, para não espalhar espécies de plantas não-nativas nessa regiões.

Segundo o site da invenção, a caixa semeadora de plantas pode ser utilizada para enviar produtos, como uma embalagem de Sedex, por exemplo. Um pacote com dez caixas de dimensões 10,5cm x 7,5cm custa cerca de 33 dólares. Quem recebe o pacote, pode reciclá-lo. Mas isso seria um desperdício

Fonte: Planeta Sustentável

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tecnologia permite reciclagem de materiais 'difíceis'



Resíduos menos coletados, como embalagens de salgadinhos e de leite longa-vida, podem virar matéria-prima novamente

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo

O que fazer com embalagens de salgadinhos, bandejas de isopor, embalagens longa-vida? Embora cada vez mais presentes no dia a dia, esses resíduos são considerados difíceis de reciclar, pois têm menos valor comercial que outros materiais, como latas de alumínio, papelão e garrafas PET. Mas o cenário começa a mudar: já existem tecnologias no Brasil para transformar o que era lixo em novas matérias-primas.

Um exemplo são as embalagens feitas com o plástico tipo Bopp (sigla para película de polipropileno biorientado). O material, presente em embalagens de alimentos ? como salgadinhos, biscoitos, café, sopas instantâneas ?, praticamente não é recolhido por cooperativas de catadores. Mas a empresa americana TerraCycle, que no início do ano iniciou atividades no Brasil, especializou-se em fazer com que o material volte à indústria.

"O Bopp é um plástico e por isso pode ser reciclado. Nosso trabalho é desenvolver produtos que possam ser fabricados com o material", diz Guilherme Brammer, presidente da TerraCycle. Entre os produtos que podem ser feitos com as embalagens de salgadinhos estão mochilas, embalagens de cosméticos e até autopeças, como para-choques.

A reciclagem do Bopp está ajudando a resolver um problema da PepsiCo, fabricante dos salgadinhos Elma Chips. A empresa acabou de colocar no mercado os primeiros displays ? espécie de prateleira que expõe os produtos nos pontos de venda ? feitos 100% com embalagens de salgadinhos recicladas. "O que era descartado virou matéria-prima de novo, fechando o ciclo", diz Olivier Weber, presidente de Alimentos da PepsiCo.

Segundo ele, trata-se do primeiro display feito com material reciclado das próprias embalagens da empresa. Até o fim do ano, a meta é retirar 13,5 milhões de embalagens do ambiente, em todo o Brasil ? cada display consome 675 embalagens em sua fabricação. A empresa quer exportar a tecnologia brasileira para o resto do mundo.

Desafio. As embalagens longa-vida produzidas pela empresa sueca Tetra Pak também já estiveram na mira de ambientalistas. As caixinhas eram consideradas difíceis de reciclar, por serem formadas por um amontoado de camadas: seis no total, sendo quatro de plástico, uma de papelão e outra de alumínio. "O maior desafio foi desenvolver uma tecnologia que permitisse a separação de todas as camadas. Hoje, isso é possível", diz Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak.

Segundo ele, existem várias tecnologias que permitem reciclar o material. Uma delas, realizada em uma usina em Piracicaba (SP), separa todas as camadas, e os materiais retornam às respectivas indústrias. Outra, semelhante a um grande liquidificador, separa o papelão, mas o alumínio e o plástico permanecem unidos, o que forma um aglomerado ideal para fazer produtos como telhas, compensados, móveis, lixeiras, canetas e objetos de decoração.

O desenvolvimento dessas tecnologias já permite que 25% das embalagens Tetra Pak consumidas no Brasil sejam recicladas. Mas ainda é pouco. Telhas e compensados feitos com o material tiveram grande aceitação na construção civil, e hoje falta material. "Existem mais de 30 indústrias que usam essas embalagens recicladas como matéria-prima. É preciso aumentar a coleta seletiva."

Fonte: estadao.com.br