quarta-feira, 13 de julho de 2011
Uma liderança ameaçada
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Desemprego cai a 6,4% e interrompe série de altas
A taxa de desemprego teve sua primeira queda - ainda que mínima - desde dezembro do ano passado, fechando o mês de abril em 6,4%, de acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, o índice era de 6,5% - o IBGE classificou a variação como "estável". O número de desempregados permaneceu em cerca de 1,5 milhão de pessoas. A taxa é a menor para meses de abril desde que a PME foi reformulada pelo IBGE, em 2002.
Desde dezembro passado, quando IBGE mediu uma taxa de 5,3%, o índice vinha subindo - com 6,1% em janeiro e 6,4% em fevereiro, até atingir os 6,5% em março. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 10,8 milhões e não apresentou variação significativa em relação a março. Já em relação a abril do ano passado, a alta foi de 6,8% - o que representa a criação de 686.000 postos de trabalho.
Regiões - Na comparação anual, o número de desempregados oscilou de forma significativa nas regiões metropolitanas de Recife e do Rio de Janeiro, com quedas de 16,2% e 18%, respectivamente. Em relação a março, o IBGE não verificou variação em nenhuma das regiões pesquisadas.
Renda - O rendimento médio domiciliar recuou 2,3% em abril, na comparação com março, mas teve alta de 3,3% na comparação com abril de 2010. Já o rendimento real dos trabalhadores na análise regional, em relação a março caiu 4,1% em Recife, 0,6% em Belo Horizonte, 3,3% no Rio de Janeiro e 1,9% em São Paulo. O número apresentou alta de 3% em Salvador e de 0,6% em Porto Alegre. Na comparação com abril de 2010, houve crescimento em Recife, 6,3%, Salvador, 2,0%, Belo Horizonte, 5,8%, Rio de Janeiro, 4,3% e em Porto Alegre, 2,3%. Em São Paulo o rendimento apresentou queda de 1,0%.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica
A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.
Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."
Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."
As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Leia na integra no Estadão
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Até 80% do consumo de água nas casas vem das descargas
Você já parou para pensar na descarga dos vasos sanitários da sua casa? Para economizar água, até esse detalhe é importante. Nem todos os tipos de descargas disponíveis no mercado oferecem padrões aceitáveis de economia.
Os números são expressivos: em um prédio comercial, por exemplo, a água consumida nas descargas representa de 50% a 70% do consumo total do edifício. Nas casas, chega a 80% o uso das descargas para remoção de dejetos líquidos.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro tem se ajustado à norma NBR 15.097/04, da ABNT, que fixa o consumo máximo de 6 litros de água por descarga para todos os tipos e modelos. No entanto, uma descarga pode chegar a consumir até 15 litros de água, ou seja, mais do que o dobro determinado.
Se você estiver fazendo uma reforma ou construindo um novo imóvel, o ideal é dar preferência a caixas de descarga no lugar das válvulas. Existem ainda bacias sanitárias com sistema “dual” de descarga, que economizam até 40% de água em comparação ao sistema convencional, uma vez que apresentam duas opções de descarga: de 6 ou 3 litros. Outra opção conhecida e aplicada comercialmente são as descargas a vácuo, que consomem 1,5 litros de água por vez. Neste caso, porém, o gasto de energia elétrica é considerável.
O impacto é tão intenso que, em 2009, a ONG SOS Mata Atlântica criou a campanha Xixi no Banho, que estimula o hábito para poupar descargas.Materia publicada na Superinteressante
terça-feira, 10 de maio de 2011
Pescadores vão coletar lixo plástico no mar
Certamente, você sabe que a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar. Se não sabe, veja o caminho que ele faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, criado pela revista National Geographic Brasil. Toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis à vida marinha e à humanidade. No ano passado, essa mesma revista, que é parceira do Planeta Sustentável, enviou a jornalista Liana John, autora do blog Biodiversa –, em uma expedição de cientistas, realizada para analisar a presença de plásticos no Oceano Atlântico (leia a reportagem Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atântico).
A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que deverá ser colocada em prática em breve, pela União Européia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. As estimativas apontam que 2/3 dos peixes pescados aleatoriamente são devolvidos ao mar, geralmente mortos, já que os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.
Por conta disso, a União Européia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o “desemprego” dos pescadores. E é na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar peixes – seguindo a nova lei, claro! -, os pescadores vão recolher dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.
Inicialmente, o projeto será patrocinado pelos países membros da UE, mas a ideia é que esse trabalho se torne, com o tempo, auto-sustentável, ou seja, que todos os pescadores envolvidos passem a vender diretamente o material recolhido para reciclagem.
Leia a matéria na íntegra na Superinteressante
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O poder do microcrédito
O agente de microcrédito também é importante: ele é quem irá até a casa das pessoas para conhecê-las e decidir se o crédito é liberado. Os agentes passam a conhecer bem e acabam ficando amigos das pessoas que solicitam os empréstimos. Essa relação mais próxima quebra a impessoalidade dos bancos normais e ajuda a fazer o sistema dar certo: no Grameen Bank, a taxa de pagamento dos empréstimos beira os 99%. No Brasil, um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas com 175 empreendedores de Heliópolis mostrou que os que tinham recebido microcrédito tiveram suas vendas aumentadas em 60%.
Leia a reportagem na íntegra no Planeta Sustentável
quinta-feira, 10 de março de 2011
Economia criativa ganha federação e secretaria
De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, a economia criativa movimenta anualmente 1,8 trilhão de dólares em todo o mundo. No Brasil, responde por 16,4 % do PIB. Fazem parte dela áreas como arquitetura, cinema, moda, design, turismo cultural, música, cultura popular, artesanato, gastronomia, jogos eletrônicos etc. Ou seja, tudo aquilo que depende, essencialmente, de boas ideias. No Brasil, o reconhecimento da economia criativa chega tarde, 17 anos após a Austrália ter definido o conceito. “Mas temos um enorme potencial de criar novas ideias. Chegou a hora e a oportunidade para os criativos do Brasil. A sorte está lançada”, afirmou Lincoln Seragini, presidente da agência de design Seragini Farné Guardado, durante apresentação no seminário IDEA Brasil, realizado ontem em São Paulo.
Prova de que a economia criativa se consolida no país é a recente criação da FNEC - Federação Nacional da Economia Criativa*, que reunirá profissionais e empreendedores da indústria criativa com o objetivo de fortalecer sua cadeia produtiva. Neste ano, a entidade priorizará investimentos nas áreas de formação, pesquisas e desenvolvimento regional. A FNEC também ajudará os estados a organizar suas estruturas de economia criativa, para que se adéquem ao modelo do Ministério da Cultura e da Secretaria da Economia Criativa, órgão criado há pouco mais de um mês.
O investimento favorece o trabalho de artistas, produtores e criativos em geral. “A economia criativa também é um incentivo para a autoestima das pessoas, pois faz com que acreditem mais em seu próprio trabalho. Esse é seu grande benefício”, disse Seragini, que também é professor de pós-graduação da USP e do Istituto Europeo di Design. “Além disso, o governo criará políticas públicas e incentivos fiscais; as escolas se aperfeiçoarão e haverá geração de renda”. Por outro lado, também ajuda o desenvolvimento sustentável do Brasil, uma vez que seu retorno econômico, além de financeiro, pode ser traduzido em bem-estar e satisfação da população.
O passo seguinte para o desenvolvimento da economia criativa, que está contemplado entre as ações da FNEC, é a formação de cidades criativas, em que cultura e tecnologia estarão integradas à urbanização. Além de trabalhar a inserção cultural e social, este processo fará com que os cidadãos valorizem os espaços públicos. “Trata-se de um investimento na humanidade. E a nossa força e diferença é, justamente, humana”, afirmou Seragini.
Matéria publicada no Planeta Sustentável.
