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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Energia chega de ônibus

Movimento dos veículos gera eletricidade para alimentar ponto sustentável em São Paulo

Ainda em período de testes, a São Paulo Transporte (SPTrans) inaugurou este mês um ponto de parada sustentável que foi equipado para ser capaz de transformar o movimento da passagem dos ônibus em eletricidade, fornecendo energia para a plataforma.

O e-ponto, como é chamado, fica em um dos principais cruzamentos da cidade de São Paulo, da avenida Paulista com a rua da Consolação, e conta ainda com painéis solares que abastecem os eletrônicos, entre eles, uma lixeira que "aplaude" seus usuários. "O sistema ficará em teste por 30 dias. A intenção é levá-lo para outros pontos da cidade", diz Maurício Lima, diretor de tecnologia da SPTrans.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) se interessou pela tecnologia e estuda aproveitar o movimento de carros das grandes avenidas para funcionamento dos semáforos e iluminação das faixas de pedestres.

COMO FUNCIONA
No ponto circulam, em média, 300 ônibus por hora, transportando 400000 passageiros por dia. Confira os equipamentos instalados


Veja mais no Planeta Sustentável

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A luz vai ficar smart

No final de 2012 ou no início de 2013, começam a ser instaladas as redes inteligentes, que permitirão a cobrança diferenciada de tarifas


Se tudo ocorrer conforme o cronograma traçado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as smart grids, ou redes inteligentes, devem começar a ser implantadas no país entre o final de 2012 e o início de 2013. O processo deve se iniciar com a troca dos medidores eletromecânicos atuais por modelos eletrônicos, que vão facilitar o controle do consumo tanto pelos clientes quanto pelas empresas distribuidoras de energia. Os novos equipamentos permitirão que o consumidor saiba, em tempo real, quanto está gastando de energia. A ideia é que a substituição dos medidores venha acompanhada pela adoção de tarifas diferenciadas por horário para clientes residenciais. Com a cobrança de tarifas mais caras no período de maior consumo, os clientes serão incentivados a gastar menos energia no horário de pico - o consumidor poderá, por exemplo, programar a lavadora de roupas para funcionar de madrugada ou reduzir a potência do ar-condicionado nos horários em que a energia for mais cara.


A Aneel pretende regulamentar o uso dos novos medidores eletrônicos nos próximos meses. O Brasil possui atualmente 67 milhões de medidores de energia, que deverão ser substituídos num prazo de até dez anos, dependendo do ritmo de implantação das redes inteligentes pelas distribuidoras. O custo de cada novo medidor é estimado em cerca de 200 reais, o que significa um investimento de mais de 13 bilhões de reais para a troca de todos os equipamentos. Ainda não está definido quem vai pagar essa conta. A intenção da Aneel é que as distribuidoras de energia realizem a troca sem repassar os custos ao consumidor, uma vez que as empresas terão, de acordo com a agência, enormes ganhos de eficiência - poderão monitorar o consumo mais facilmente, detectar os desvios de energia (os gatos) e realizar cortes sem necessidade de enviar um funcionário até a residência.

Noticia publicada no Planeta Sustentável

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sorvete é transformado em energia

Na Holanda, pesquisadores estudam a criação de um biodigestor capaz de transformar os restos da produção de sorvete em eletricidade

De algas a lixo, é possível gerar energia (limpa e renovável) das mais diferentes formas. Mas um projeto em uma fábrica em Hellendoorn, na Holanda, quer levar essa diversidade além. Uma parceria da Unilever com a empresa Paques visa à construção de um biodigestor capaz de transformar sorvete em eletricidade.

Os resíduos de leite, nata, proteínas, xaropes e pedaços de frutas que sobram da produção do doce vão para um tanque onde são misturados com 24 quatrilhões de micro-organismos naturais que "comem" os resíduos, transformando-os em biogás, uma energia verde.

A perspectiva é que o biodigestor seja totalmente operacionalizado até o fim do ano. Uma forma de poupar desperdícios e manter 40% da toda a energia da fábrica.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

terça-feira, 1 de março de 2011

Greenpeace protesta a favor de energia limpa no Congresso

Na manhã da última quinta-feira, 24 de fevereiro, uma torre de energia eólica inflável de 25 metros foi colocada em frente ao prédio do Congresso, em Brasília. A ação, feita por um grupo de ativistas do Greenpeace, protesta em favor da votação do Projeto de Lei de Renováveis, que incentiva e regulamenta investimentos em energia limpa como eólica, solar, pequenas centrais elétricas (PCHs) e usinas de cogeração a biomassa.

A turbina artificial trazia estampada a frase “Energia limpa. Voto no futuro”, e ficou “hasteada” em frente ao Congresso a partir das 9h, onde dez ativistas permaneceram por duas horas. Houve repressão inicial dos seguranças do prédio, que tentaram rasgar o plástico do objeto inflável. “Estamos acostumados com esse tipo de repressão. Depois eles acalmaram e não encostaram mais nos ativistas”, conta Ricardo Baitelo, coordenador de campanha de energia do Greenpeace. No final da manhã, Baitelo protocolou o relatório “Revolução Energética” na presidência da câmara, estudo que mostra a viabilidade de energias renováveis no Brasil.

O PL 630/03, ou Projeto de Lei de Renováveis, é um texto proposto pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), espera há um ano e meio para entrar na pauta de votação dos parlamentares. Prevê, entre outras medidas, incentivos fiscais e subsídios para quem investe em energia limpa e a descentralização da geração de energia, em que os brasileiros, individualmente, pudessem gerar energia em suas próprias casas e jogar o excedente na rede elétrica.

“Não é um projeto fácil de ser implementado, mas abre caminho para beneficiar várias indústrias de forma limpa. Infelizmente, ainda há muita resistência ao novo: investe-se nas soluções energéticas de praxe, com esquemas prontos de quais indústrias e políticos vão tirar vantagem”, criticou Baiterlo, referindo-se à licença prévia para Belo Monte e à “tradição” brasileira em construir grandes empreendimentos hidrelétricos.

Matéria publicada no Estadão .