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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mortes no trânsito já superam as causadas por Aids e Malária

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito já matam mais em todo o mundo do que algumas doenças letais como a Aids e a malária. E a previsão é de que a situação piore até 2030.

Nos países emergentes com elevadas taxas de crescimento econômico, cada vez mais pessoas vão tendo acesso a carros. É um enorme contingente de novos motoristas e pedestres que não tem familiaridade com os perigos do tráfego.

E muitas cidades não possuem uma infraestrutura viária adequada, o que expõe seus habitantes a riscos de acidentes de trânsito.

A OMS alerta que, se as ruas e estradas essenciais ao desenvolvimento de um país não forem construídas e administradas levando-se em consideração as pessoas que por ali trafegam, o preço do crescimento econômico pode ser elevado - a vida de milhares de pessoas.

Materia publicada no UOL

terça-feira, 26 de abril de 2011

'Chernobyl será perigosa por milhares de anos'

A comunidade global prometeu meio bilhão de euros na conferência de doadores em Kiev, na Ucrânia, para um novo sarcófago que recobrirá as ruínas do reator nuclear em Chernobyl. Tobias Münchmeyer, especialista em energia nuclear do Greenpeace, argumenta que a conferência é apenas o começo. Os perigos de Chernobyl, cujo desastre completa amanhã 25 anos, persistirão por milhares de anos.

A União Europeia e governos de todo o mundo prometeram 550 milhões (US$ 797 milhões) para Chernobyl. A conferência teve êxito?

Esse é um evento esquizofrênico. Por um lado, conseguiu fazer com que a comunidade internacional doasse dinheiro para uma segunda proteção para o reator devastado. Ao mesmo tempo, porém, as pessoas estão fazendo vista grossa para as verdadeiras raízes da catástrofe: a energia nuclear.

Chernobyl está localizada a apenas 90 quilômetros de Kiev, mas aqui se ouve constantemente que precisamos apoiar a energia atômica, que ela é absolutamente segura. É um paradoxo. O mundo está injetando centenas de milhões de euros na Ucrânia para eliminar as consequências de Chernobyl. Ao mesmo tempo, Kiev quer expandir sua indústria nuclear e o Ocidente está capacitando o governo ucraniano a fazê-lo. Precisamos tirar lições de Chernobyl. É trágico que, 25 anos depois, tenhamos um novo desastre com o reator nuclear em Fukushima. A questão é a seguinte: quantos Chernobyl o mundo ainda pode suportar?

Leia a reportagem completa no Estadão