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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A luz vai ficar smart

No final de 2012 ou no início de 2013, começam a ser instaladas as redes inteligentes, que permitirão a cobrança diferenciada de tarifas


Se tudo ocorrer conforme o cronograma traçado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as smart grids, ou redes inteligentes, devem começar a ser implantadas no país entre o final de 2012 e o início de 2013. O processo deve se iniciar com a troca dos medidores eletromecânicos atuais por modelos eletrônicos, que vão facilitar o controle do consumo tanto pelos clientes quanto pelas empresas distribuidoras de energia. Os novos equipamentos permitirão que o consumidor saiba, em tempo real, quanto está gastando de energia. A ideia é que a substituição dos medidores venha acompanhada pela adoção de tarifas diferenciadas por horário para clientes residenciais. Com a cobrança de tarifas mais caras no período de maior consumo, os clientes serão incentivados a gastar menos energia no horário de pico - o consumidor poderá, por exemplo, programar a lavadora de roupas para funcionar de madrugada ou reduzir a potência do ar-condicionado nos horários em que a energia for mais cara.


A Aneel pretende regulamentar o uso dos novos medidores eletrônicos nos próximos meses. O Brasil possui atualmente 67 milhões de medidores de energia, que deverão ser substituídos num prazo de até dez anos, dependendo do ritmo de implantação das redes inteligentes pelas distribuidoras. O custo de cada novo medidor é estimado em cerca de 200 reais, o que significa um investimento de mais de 13 bilhões de reais para a troca de todos os equipamentos. Ainda não está definido quem vai pagar essa conta. A intenção da Aneel é que as distribuidoras de energia realizem a troca sem repassar os custos ao consumidor, uma vez que as empresas terão, de acordo com a agência, enormes ganhos de eficiência - poderão monitorar o consumo mais facilmente, detectar os desvios de energia (os gatos) e realizar cortes sem necessidade de enviar um funcionário até a residência.

Noticia publicada no Planeta Sustentável

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Senado debate uso de agrotóxicos

O consumo de agrotóxicos no Brasil está em discussão na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado nesta quinta-feira. A comissão é presidida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Ao abrir o debate, Marcelo Augusto Boechat Morandi, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, defendeu a necessidade de mudança do modelo agropecuário adotado no Brasil. Para ele, o País precisa manter a posição que ocupa no cenário internacional em relação à produção de alimentos, mas deve adotar práticas agrícolas sustentáveis para proteger a saúde humana e o meio ambiente.

Segundo Morandi, a solução passa pelo maior controle na venda e aplicação dos agrotóxicos e pela utilização de técnicas alternativas de plantio e de controle de pragas. A proteção da vegetação natural, principalmente das matas que margeiam cursos d'água, é fundamental para a sobrevivência dos inimigos naturais das pragas, observou o pesquisador.

O diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, disse que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos em termos absolutos, o que, segundo ele, se justifica pelo aumento da produção agrícola do país. Daher disse que, em termos proporcionais, a França, por exemplo, utiliza três vezes mais agrotóxicos do que o Brasil.

Daher defendeu ainda a integração lavoura-pecuária para aumentar a área de cultivo sem a necessidade de desmatar florestas. Segundo ele, essa medida poderá dobrar a área planada. “O gado brasileiro é o mais folgado do mundo”, disse.

Matéria publicada no Estadão

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sorvete é transformado em energia

Na Holanda, pesquisadores estudam a criação de um biodigestor capaz de transformar os restos da produção de sorvete em eletricidade

De algas a lixo, é possível gerar energia (limpa e renovável) das mais diferentes formas. Mas um projeto em uma fábrica em Hellendoorn, na Holanda, quer levar essa diversidade além. Uma parceria da Unilever com a empresa Paques visa à construção de um biodigestor capaz de transformar sorvete em eletricidade.

Os resíduos de leite, nata, proteínas, xaropes e pedaços de frutas que sobram da produção do doce vão para um tanque onde são misturados com 24 quatrilhões de micro-organismos naturais que "comem" os resíduos, transformando-os em biogás, uma energia verde.

A perspectiva é que o biodigestor seja totalmente operacionalizado até o fim do ano. Uma forma de poupar desperdícios e manter 40% da toda a energia da fábrica.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Descoberta da Aids completa 30 anos

A Aids, uma doença ainda sem cura, foi descoberta há trinta anos e já provocou 30 milhões de mortes, transformou o mundo, gerou um investimento financeiro exemplar, uma mobilização de larga escala e avanços médicos espetaculares.

Há 30 anos, no dia 5 de junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, descubriu em cinco jovens homossexuais uma estranha pneumonia que até então só afetava pessoas com o sistema imunológico muito debilitado.

Um mês depois, foi diagnosticado um câncer de pele em 26 homossexuais americanos e se começou a falar de "câncer gay".

No ano seguinte, a doença foi batizada com o nome de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sida, em inglês, Aids.

Em 1983 uma equipe francesa isolou o vírus transmitido pelo sangue, secreções vaginais, leite materno ou sêmen, que ataca o sistema imunológico e expõe o paciente a "infecções oportunistas" como a tuberculose ou a pneumonia.

Nestes 30 anos de Aids e seus milhões de vítimas, também foi uma época de grandes êxitos contra o vírus. Em 1996, com o desenvolvimento dos anti-retrovirais, a doença mortal passou a ser uma enfermidade crônica.

O Fundo Mundial, criado em 2002, já distribuiu 22 bilhões de dólares em subsídios e um "programa de urgência" foi organizado nos Estados Unidos.

Leia a reportagem na integra na Exame

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Chuva de meteoros será visível a olho nu nesta semana

Quem olhar para o céu na noite dos próximos dias poderá se deparar com um espetáculo diferente. O horizonte será cortado por uma chuva de meteoros do cometa Halley, visível a olho nu.

De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6).

Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote. As melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul.

Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoros por hora.

Para contemplar bem o fenômeno, o ideal é que se vá para um lugar sem muita iluminação.

"É um espetáculo muito bonito. É uma chuva de estrelas cadentes. Só que, com a luz de São Paulo, fica difícil de ver. O ideal são locais mais afastados", disse a astrobiólogo da USP Douglas Galante.

"Cada um desses meteoros é um pedaço do cometa Halley fazendo um um voo kamikaze na atmosfera", explica o astrônomo Bill Cooke, da Nasa.

"Muita gente nunca viu esse famoso cometa, mas, na manhã do dia 6 de maio, poderá assistir partes dele deixando rastros ardentes no céu", completa.

Leia mais na Folha