segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Energia chega de ônibus
Movimento dos veículos gera eletricidade para alimentar ponto sustentável em São Paulo
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A luz vai ficar smart
No final de 2012 ou no início de 2013, começam a ser instaladas as redes inteligentes, que permitirão a cobrança diferenciada de tarifas
A Aneel pretende regulamentar o uso dos novos medidores eletrônicos nos próximos meses. O Brasil possui atualmente 67 milhões de medidores de energia, que deverão ser substituídos num prazo de até dez anos, dependendo do ritmo de implantação das redes inteligentes pelas distribuidoras. O custo de cada novo medidor é estimado em cerca de 200 reais, o que significa um investimento de mais de 13 bilhões de reais para a troca de todos os equipamentos. Ainda não está definido quem vai pagar essa conta. A intenção da Aneel é que as distribuidoras de energia realizem a troca sem repassar os custos ao consumidor, uma vez que as empresas terão, de acordo com a agência, enormes ganhos de eficiência - poderão monitorar o consumo mais facilmente, detectar os desvios de energia (os gatos) e realizar cortes sem necessidade de enviar um funcionário até a residência.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Sacolas plásticas na mira
Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes, o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.
Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. "Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável", explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai afetar seu dia a dia.
SACOLAS PLÁSTICAS PODEM SER ECOLÓGICAS?
Em algumas regiões do país, as embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que causaria menor impacto ambiental:
Polietileno verde
O que é: desenvolvido com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico - ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo -, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos
Plástico biodegradável
O que é: em geral, o produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa
Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos
RESTRINGIR O USO DE SACOLAS PLÁSTICAS TEM IMPACTO SIGNIFICATIVO NO AMBIENTE?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.
Matéria publicada no Planeta Sustentável
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica
A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.
Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."
Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."
As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Leia na integra no Estadão
terça-feira, 17 de maio de 2011
Como descartar corretamente o óleo de cozinha e evitar danos ambientais
Muita coisa pode ser feita com o óleo de cozinha usado: fabricação de tintas, sabão, detergentes e biodiesel. Alguns países como Bélgica, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos possuem até recomendações oficiais para o descarte correto de óleos e gorduras de frituras. No Brasil, só em São Paulo, o volume mensal de compra do produto é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. E pouca gente faz o descarte correto.
Além do mau cheiro, o óleo:
- Prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água, entope canos, pode romper redes de coleta e encarece o processo de tratamento;
- Quando chega a rios e oceanos, cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água, o que compromete o equilíbrio ambiental;
- Exige uso de produtos químicos altamente tóxicos para limpeza de encanamentos contaminados;
- Impermeabiliza solos, dificulta o escoamento da água das chuvas, contamina o lençol freático e, em decomposição, emite grande quantidade de gases tóxicos na atmosfera.
O que fazer?Se você ainda tem o hábito de jogar o óleo de cozinha pela pia, dá para ajudar a mudar essa realidade. Armazene-o em garrafas e procure postos de coleta. O Instituto Akatu tem uma lista nacional de postos de coleta de óleo usado. A ONG TREVO, especializada em coleta e reciclagem de resíduos de óleo, também disponibiliza uma lista com alguns endereços de postos de coleta.
Matéria publicada na Superinteressante
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Até 80% do consumo de água nas casas vem das descargas
Você já parou para pensar na descarga dos vasos sanitários da sua casa? Para economizar água, até esse detalhe é importante. Nem todos os tipos de descargas disponíveis no mercado oferecem padrões aceitáveis de economia.
Os números são expressivos: em um prédio comercial, por exemplo, a água consumida nas descargas representa de 50% a 70% do consumo total do edifício. Nas casas, chega a 80% o uso das descargas para remoção de dejetos líquidos.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro tem se ajustado à norma NBR 15.097/04, da ABNT, que fixa o consumo máximo de 6 litros de água por descarga para todos os tipos e modelos. No entanto, uma descarga pode chegar a consumir até 15 litros de água, ou seja, mais do que o dobro determinado.
Se você estiver fazendo uma reforma ou construindo um novo imóvel, o ideal é dar preferência a caixas de descarga no lugar das válvulas. Existem ainda bacias sanitárias com sistema “dual” de descarga, que economizam até 40% de água em comparação ao sistema convencional, uma vez que apresentam duas opções de descarga: de 6 ou 3 litros. Outra opção conhecida e aplicada comercialmente são as descargas a vácuo, que consomem 1,5 litros de água por vez. Neste caso, porém, o gasto de energia elétrica é considerável.
O impacto é tão intenso que, em 2009, a ONG SOS Mata Atlântica criou a campanha Xixi no Banho, que estimula o hábito para poupar descargas.Materia publicada na Superinteressante
sexta-feira, 6 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Abacaxi e banana viram plástico para veículos
O plástico criado tem outra vantagem: como deixará os carros mais leves, levará a uma economia de combustível. Leão afirma que esses plásticos poderão ser usados em dois anos.
Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia química Leonardo Simon, mostrou na Universidade de Waterloo, no Canadá, que a palha do trigo poderia fazer parte de peças de veículos e substituir materiais não renováveis obtidos por meio da mineração.
A palha é uma alternativa viável ao uso de carbonato de cálcio, talco e mica.
Transformada em um pó, ela é misturada com polipropileno (plástico) e pode formar peças tanto para a parte interna quanto para a externa dos veículos. No ano passado, o novo plástico já era utilizado em algumas peças do carro Ford Flex.
Notícia publicado no Estadão
quarta-feira, 30 de março de 2011
Mais de 1 bilhão de pessoas não terão água em 2050
A escassez ameaça o saneamento em algumas das cidades de mais rápido crescimento no mundo, particularmente na Índia, mas também representa riscos para a vida silvestre caso as cidades bombeiem água de fora, afirma o artigo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences(PNAS).
O estudo concluiu que, se continuarem as atuais tendências de urbanização, em meados deste século em torno de 990 milhões de moradores de cidades viverão com menos de 100 litros diários de água cada um - mais ou menos a quantidade necessária para encher uma banheira -, o que, segundo os autores, é o mínimo necessário para se viver.
Além disso, mais 100 milhões de pessoas não terão água para beber, cozinhar, limpar, tomar banho e ir ao banheiro.
"Não tomem os números como um destino. São o sinal de um desafio", disse o principal autor do estudo, Rob McDonald, do grupo privado ambiental The Nature Conservancy, com sede em Washington.
Atualmente, cerca de 150 milhões de pessoas estão abaixo do patamar dos 100 litros de uso diário. A casa de um americano médio gasta 376 litros por dia por pessoa, apesar de o uso real variar dependendo da região, disse McDonald.
Mas o mundo está experimentando mudanças sem precedentes no nível urbano, à medida que as populações rurais de Índia, China e outras nações em desenvolvimento mudam-se para as cidades.
As seis maiores cidades da Índia - Bombaim, Delhi, Kolkata, Bangalore, Chennai e Hyderabad - estão entre as cidades mais afetadas pela escassez de água. O estudo prevê que 119 milhões de pessoas não terão água suficiente até 2050 apenas nas planícies e no delta do rio Ganges.
A África ocidental também enfrentará escassez em cidades como Lagos, na Nigéria, e Cotonu, em Benin, segundo o estudo. Outras cidades que sofrerão o impacto são Manila, Pequim, Lahore e Teerã.
Notícia publicada no Portal IG
terça-feira, 29 de março de 2011
Brasil bate recorde de participação na Hora do Planeta
quinta-feira, 24 de março de 2011
Hora do Planeta
Quando? Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.
Onde? No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.
Para ter mais informações sobre o evento entre no site do Hora do Planeta
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Energia limpa que vem do cocô
DO COCÔ AO CALOR
Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada. É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, é verdade – há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam o “número 2” para produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através do cocô – uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente não para nunca de fazer as necessidades fi siológicas, né?!
LUZ NAS PRAÇAS
Uma praça cuja iluminação é toda mantida graças aos detritos que os cães deixam por ali. Projetada pelo designer Matthew Mazzotta e batizada de Park Spark, essa praça existe e fi ca na cidade de Cambridge, nos EUA. Pensando numa forma de dar um fim sustentável aos resíduos animais, Mazzotta desenvolveu um sistema com um grande tambor de ferro onde o cocô dos bichos é jogado e misturado, permitindo que as bactérias possam fazer a decomposição dos resíduos e liberar gás metano. Esse gás, que depois é canalizado, é distribuído por todo o parque, onde é usado para manter a chama dos postes acesas, permitindo que as pessoas possam passear com seus cãezinhos durante a noite em segurança. O projeto foi desenvolvido através do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e a ideia é espalhar parques que tenham a energia gerada pelo cocô da bicharada por todo o país.
TRONO MAIS VERDE
As privadas estão ficando mais sustentáveis. Pudera: para cada descarga, cerca de 20 litros de água vão esgoto abaixo. Pensando nisso, os fabricantes estão criando privadas mais verdes. Conheça abaixo duas tendências que devem estar em breve num banheiro próximo de você.
1. Uma forma de evitar o desperdício é substituir a água pelo fogo. Os novos modelos vão incinerar o xixi e o cocô. Ao apertar a “descarga”, os excrementos são queimados – sem deixar cheiro, claro.
2. Um sistema a vácuo suga os detritos e os jogá no esgoto – praticamente a seco. Por isso, consome apenas 0,8 litro de água a cada uso, 10 vezes menos que um vaso comum. A energia para produzir o vácuo vem de painéis solares.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Boletos eletrônicos reduzem impacto ambiental
Desde maio do ano passado, o Banco do Brasil preservou 13 mil eucaliptos e evitou o consumo de 23 milhões de litros de água. O cliente que opta por receber eletronicamente seu boleto tem várias vantagens além de diminuir a poluição e reduzir o consumo de papel.
O acesso aos boletos eletrônicos evita o recebimento do documento impresso, o que necessita apenas o cadastramento nos bancos. Ao todo são 32 bancos que usam o serviço, responsáveis por 99,2% do volume de boletos emitidos no mercado. Os canais eletrônicos das instituições financeiras disponibilizam os boletos.
O estímulo dos bancos para o uso do boleto eletrônico é motivado pela possibilidade do controle de fluxo de cobranças emitidas, garantia de entrega bem como a economia de postagem e impressão. Além disso, conquistam o crescente nicho de clientes preocupados com a sustentabilidade.
Notícia publicada no Atitude Sustentável
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Cimento sustentável reduz emissão de CO2 nas obras
Existem várias maneiras de colocar a sustentabilidade dentro de casa, uma delas é a reforma sustentável.
Desde a construção até a decoração existem possibilidades para tornar esse processo amigável ao meio ambiente. Pequenos cuidados como o uso racional da água e da eletricidade durante as obras podem representar mudanças significativas no impacto ambiental.
Além disso o mercado de construção civil traz várias opções para deixar sua casa mais verde. O CPIII, por exemplo, é um cimento sustentável.
Os tipos convencionais possuem em sua composição um elemento chamado clínquer. A queima de uma tonelada de clínquer libera na atmosfera praticamente a mesma quantidade em CO2.
No caso do CPIII esse material é usado em menor quantidade, ele é misturado com escórias siderúrgicas (pequenos detritos resultantes do processo da fusão de metais). Opção que barateia o preço, dá uma maior durabilidade para o produto e ainda ajuda o meio ambiente.
A adição da escória no processo de fabricação do cimento representa uma redução de 2,5% na emissão de gás carbônico. Esses númenos se tornam significativos quando colocados diante da produção anual de cimento no Brasil, que ano passado foi de 50 milhões de toneladas.
Leia a reportagem na íntera no Atitude Sustentável
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Como reduzir o desperdício no escritório
O primeiro passo é mudar a maneira de pensar da equipe. “A sustentabilidade no ambiente da empresa deve começar pela postura dos próprios gestores.” De acordo com Lott, a primeira mudança se faz na consciência, depois no comportamento. Para tal, o publicitário sugere deixar lembretes, cartazes ou inserir o assunto da sustentabilidade nos comunicados ou pautas de reunião para que sempre seja lembrado. “Vale criar uma campanha interna de incentivo à economia de recursos, visando a estimular as boas práticas de forma bem humorada.
A punição nunca é o melhor caminho.” Há boas sugestões de ordem prática, como utilizar da melhor forma a luz e a ventilação natural e instalar sensores de movimento para o acendimento de lâmpadas nas áreas comuns. Para evitar o desperdício de papel, a empresa pode adotar a impressão em modo frente e verso, além de imprimir os rascunhos e material interno sempre no modo econômico. Excesso de copos plásticos no dia a dia?Uma boa dica é incentivar o uso de canecas pessoais em detrimento dos copos descartáveis e instalar as lixeiras coloridas para o descarte seletivo de material.“As empresas estão entendendo que ser verde custa menos”, resume Lott.
Texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Uso do agrotóxico metamidofós no Brasil será proibido até 2012
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do agrotóxico metamidofós do Brasil. O produto, usado nas lavouras de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate e trigo pode provocar prejuízos para o feto, além de ser prejudicial para os sistemas neurológico, imunológico, reprodutor e endócrino.
Esse é o quarto agrotóxico cuja comercialização é proibida pela Anvisa desde 2008, quando a agência preparou uma lista de reavaliação com 14 produtos suspeitos de provocar danos à saúde.
Além do metamidofós, foram proibidos o cihexatina, o tricloform e o endossulfam. "Nossa expectativa é avaliar todos os produtos da lista neste ano. Até porque certamente novos produtos deverão ser incluídos para reavaliação", afirmou Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa.
A retirada do metamidofós do mercado brasileiro será feita de maneira programada. Pela decisão, publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União, o produto poderá ser comercializado somente até o fim do ano. O agrotóxico poderá ser usado nas lavouras até junho de 2012.
Leia a reportagem na íntegra no Estadão
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
36% do óleo lubrificante no Brasil é recolhido pela logística reversa
Os dados preocupam: um litro de óleo lubrificante pode contaminar um milhão de litros de água; se ele for queimado como combustível, o ar ficará poluído com gases venenosos e cancerígenos; e se for derramado no solo, pode poluir irreversivelmente aquíferos e lençóis freáticos. Ou seja, na água, no ar e na terra, os óleos lubrificantes usados ou contaminados (Oluc), também conhecidos como óleos queimados, são um resíduo tóxico tanto para o meio ambiente quanto para o ser humano.
Atualmente, o Brasil recolhe 36% do óleo usado, tendo em vista a meta de 42% para a próxima década. O descarte incorreto do óleo lubrificante de veículos é um grande problema, pois vários estabelecimentos não dão o destino correto para ele. Há cinco anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou uma resolução que regulamenta a coleta e recolhimento dos óleos lubrificantes. O processo ideal aprovado pelo Conama é o de rerrefino, reciclando cerca de 80% dos óleo original.
Há um Grupo de Monitoramento Permanente (GMP), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) verificando a aplicabilidade da resolução. As metas são renovadas a cada quatro anos, sendo que a porcentagem ideal para o Brasil é de 60% de rerrefino. Para atingir essa meta, é importante a conscientização da população em fazer a troca do óleo do veículo em lugares credenciados, controlar sua venda em supermercados e impedir o desvio de óleo utilizado como combustível na queima de caldeiras.
Matéria publicada no Atitude Sustentável
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Cientistas estudam combustível de microalga
O desafio é imenso. Só não supera as promessas. De todas as fontes de biocombustíveis, nenhuma oferece produtividade tão grande. Das plantas superiores - com raiz, tronco e folhas -, a melhor opção para produção de óleo - e, depois, biodiesel - é o dendê: cada hectare produz 4,4 mil litros por ano. Algumas microalgas produzem até 90 mil litros em idêntica área e no mesmo período: 20 vezes mais.
E as vantagens não terminam aí. Há microalgas que apreciam águas salobras ou águas com resíduos. O uso de tais microrganismos aliviaria a demanda por água doce e limpa, que costuma ser alta em culturas convencionais para produção de biocombustíveis, como soja e cana.
Leia a notícia na íntegra no Diário do Grande ABC
Perigo no plástico
“Por esse motivo, o Idec apoia o banimento do composto até que se comprove sua inocuidade”, reforça Oliveira. Enquanto isso não acontece, cabe à população reduzir ao mínimo o contato com essa ameaça. Ficar atento a embalagens, utensílios domésticos e orientações de uso auxilia, e muito, a tarefa de prevenção. Se o componente em questão é suspeito de fazer mal à saúde de todo mundo, existe um grupo ainda mais vulnerável aos seus efeitos danosos: o das gestantes. “O bisfenol-A se concentra cinco vezes mais no líquido amniótico da grávida”, avisa o endocrinologista Francisco D’Abronzo, da Faculdade de Medicina de Jundiaí, no interior paulista.
“A substância pode prejudicar o desenvolvimento sexual dos meninos, provocando malformação de sua genitália”, exemplifica Marise Castro. Há ainda a hipótese de que ela esteja por trás de hiperatividade em meninas, especialmente quando a mãe é exposta ao bisfenol-A no primeiro trimestre de gravidez. Quem pretende ter filhos também é vítima em potencial desse agressor.
“Sua ação estrogênica favorece o desenvolvimento de endometriose”, diz Marise. Trata-se do crescimento anormal do tecido que reveste o útero — o endométrio — fora dessa cavidade, o que difi culta a gestação. Pessoas com histórico familiar de problemas de tireoide e mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama também precisam redobrar a precaução. “O bisfenol-A tem uma estrutura parecida com a da tiroxina, o hormônio tireoidiano.
Por isso, uma vez consumido, pode desregular a glândula”, justifica Marise. “E, por agir como estrogênio, desconfia-se de que o composto esteja envolvido no tumor mamário”, completa. “Há ainda estudos que apontam o bisfenol-A como um dos responsáveis por uma lista extensa de complicações que inclui alterações no tamanho da próstata e nos ovários, puberdade precoce no sexo feminino, diabete tipo 2, doenças cardiovasculares e obesidade”, acrescenta Peter Rembischevski.
Veja em quais objetos esse tipo de plástico usado e também seus ricos na reportagem publicada no Planeta Sustentável
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ordem na casa, diz a CDHU
É fim de tarde, e em um pequeno condomínio da cidade de Cubatão, a 55 quilômetros de São Paulo, crianças andam de bicicleta sobre ruas pavimentadas. Os sobradinhos geminados de dois dormitórios, revestidojavascript:void(0)s de pastilhas de vidro em tons pastel, têm janelas amplas que favorecem a incidência de luz natural. Dentro, todo o chão é de piso frio e a cozinha e o banheiro são revestidos de azulejos brancos. Nos telhados, aquecedores solares garantem o banho quente das famílias, que têm direito a uma vaga de garagem e a uma área comum com um playground e uma churrasqueira. O empreendimento imobiliário parece coisa de classe média — mas, acredite, não é. Quem mora ali, num condomínio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), é gente pobre: muitas famílias têm renda média mensal inferior a dois salários mínimos.
Ao longo das últimas décadas, e em todo o Brasil, as empresas públicas estaduais e municipais de habitação, mais conhecidas como Cohabs, esmeraram-se em ter sua imagem associada à construção de aglomerados de habitações pequenas, feias e de qualidade ruim para a população de baixa renda. A CDHU não escapa à regra. Em bairros da periferia de São Paulo, a empresa ajudou a piorar a paisagem urbana com mares de prédios idênticos e de arquitetura de gosto duvidoso. No interior do estado, onde o calor pode ser mais intenso, o desconforto térmico nas casas da CDHU fez com que elas recebessem o apelido pejorativo de “forno microondas”. Nos últimos quatro anos, porém, a companhia tem tentado vencer a própria imagem.
Por trás dessa tentativa está o engenheiro Lair Krähenbühl, que ocupa os cargos de secretário estadual de Habitação e de presidente da CDHU. Desde que assumiu as duas funções, em 2007, Krähenbühl decidiu que a sustentabilidade permearia a estratégia da companhia, e isso significava, principalmente, melhorar a qualidade do produto oferecido à população. “Incorporamos a ideia de que investir nas casas traria benefícios: para o meio ambiente, à saúde dos moradores, e para a própria CDHU, uma vez que as famílias costumam passar o resto da vida na mesma habitação”, diz o arquiteto Eduar do Trani, chefe de gabinete da Secretaria de Habitação.
A notícia na íntegra no Planeta Sustentável
