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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Senado debate uso de agrotóxicos

O consumo de agrotóxicos no Brasil está em discussão na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado nesta quinta-feira. A comissão é presidida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Ao abrir o debate, Marcelo Augusto Boechat Morandi, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, defendeu a necessidade de mudança do modelo agropecuário adotado no Brasil. Para ele, o País precisa manter a posição que ocupa no cenário internacional em relação à produção de alimentos, mas deve adotar práticas agrícolas sustentáveis para proteger a saúde humana e o meio ambiente.

Segundo Morandi, a solução passa pelo maior controle na venda e aplicação dos agrotóxicos e pela utilização de técnicas alternativas de plantio e de controle de pragas. A proteção da vegetação natural, principalmente das matas que margeiam cursos d'água, é fundamental para a sobrevivência dos inimigos naturais das pragas, observou o pesquisador.

O diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, disse que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos em termos absolutos, o que, segundo ele, se justifica pelo aumento da produção agrícola do país. Daher disse que, em termos proporcionais, a França, por exemplo, utiliza três vezes mais agrotóxicos do que o Brasil.

Daher defendeu ainda a integração lavoura-pecuária para aumentar a área de cultivo sem a necessidade de desmatar florestas. Segundo ele, essa medida poderá dobrar a área planada. “O gado brasileiro é o mais folgado do mundo”, disse.

Matéria publicada no Estadão

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Governo de São Paulo lança programa para treinar cães-guias


Para aumentar o número de cães-guias disponíveis para cegos, o governo de São Paulo lançou, na semana passada, um programa para treinar mais cachorros.

O espaço, que será instalado na USP, terá capacidade para 92 animais. O programa é uma parceria com a faculdade de veterinária.

O Brasil tem hoje 1,2 milhão de cegos e cerca de 80 cães-guias, segundo a ONG Iris. O órgão, que comemorou ontem o Dia do Cão-Guia com uma ação no shopping Iguatemi (zona oeste de SP), tem uma fila de espera de quase 3.000 pessoas.

O analista de sistemas Gabriel Vicalvi, 25, aguarda há três anos por um animal treinado. Ele conta que um amigo chegou a pagar R$ 30 mil por um. A Iris, que não cobra pelos cães, diz que enfrenta dificuldades para treiná-los.

Segundo Thays Martinez, presidente da ONG, é difícil conseguir financiamento e o treinamento é longo -cerca de dois anos. Neste ano, o instituto pretende entregar quatro animais.

Com o cachorro, o cego tem maior facilidade em desviar de obstáculos como orelhões e lixeiras --mais difíceis de detectar com a bengala. Além disso, eles são treinados para encontrar cadeiras vazias no metrô ou escadas rolantes a partir de um comando do dono.

Para quem consegue o cão, a dificuldade é fazer com que ele seja aceito. "Já tive que mudar de casa, porque as pessoas acham que ele vai morder", diz a cantora lírica Liana Maria Conrado. Mas ela não abre mão do animal. "A bengala para mim é um estigma, aquela coisa do ceguinho coitadinho. O cão-guia muda sua vida."

Matéria publicada na Folha

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dino carnívoro encontrado no Maranhão media até 14 metros

É como se o Brasil tivesse ganhado, enfim, um tiranossauro para chamar de seu. Medindo entre 12 e 14 metros e pesando algumas toneladas, o bicho batizado de Oxalaia quilombensis provavelmente está entre os cinco maiores dinossauros carnívoros já descobertos.

"Ele perde apenas para os maiores tiranossauros e para algumas outras espécies", disse à Folha o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele é o coordenador da equipe responsável pela "certidão de nascimento" científica do animal.

A descoberta, que veio a público na quarta-feira integrou o que talvez tenha sido o maior anúncio conjunto da história da paleontologia brasileira.

Leia a reportagem na íntegra na Folha

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

USP faz campanha contra os casos de abandono de animais

Quem entra na USP, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, vê a imagem do olho de um cão e o alerta: "Abandono de animais é crime. Estamos de olho."

Há dez anos, a universidade vem se empenhando para proteger os animais abandonados, desde que o programa USP Convive foi criado. Nesse período, a iniciativa conseguiu a adoção para cerca de 2.000 animais.

Os outdoors "ameaçadores", instalados no ano passado, surtiram algum efeito: em vez de 30 cães abandonados no fim de ano, que é a época em que os casos mais ocorrem, foram cerca de dez.

Mas o campus não para de receber os despejos, que são feitos por pessoas que levam os animais escondidos no porta-malas dos carros."Já deixaram até coelhos, patos, galinhas, maritacas", afirma Elizabeth Rabóczkay, uma das voluntárias que trabalham no canil-destino dos cães abandonados.

À medida que os animais são entregues para adoção --cerca de dez por mês-- novos hóspedes recebem comida e são vacinados, castrados e vermifugados.
Eles costumam ser abandonados quando já estão velhos ou doentes, e muitos morrem atropelados ou vitimados por tiros, venenos, esfaqueamentos e água quente jogada por vândalos.
Quem se interessar em adotar um animal pode acessar o site Patinhas Online (www.patinhasonline.com.br), parceiro do programa, ou agendar uma visita ao canil por meio do telefone 0/xx/11/3091-4591.

Matéria publicada na Folha

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poluição pode mudar cheiros e atrapalhar polinização de abelha

Uma série de evidências sugere que o aroma das flores pode ser vital no trabalho de insetos polinizadores. "O perfume tem um papel muito mais importante do que prevíamos anteriormente", comenta o biólogo Jeffrey Riffell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA).

Para descobrir o que acontece dentro do cérebro de um inseto polinizador, Riffell ligou 80 eletrodos a mariposas do tabaco e colocou em suas antenas diferentes aromas derivadas de uma flor predileta. O resultado é que nove aromas levaram a uma atividade neuronal, agindo como se fossem feromônios sexuais, o que as atrairia sobremaneira e influenciaria a polinização.

A bióloga Jordanna Sprayberry, da Muhlenberg College, na Pennsylvania, também faz experimentos com zangões, que procuram alimento e polinizam plantas durante o trajeto.

Ao contrário das mariposas, as abelhas costumam usar a visão para navegar e retornam para a fonte de alimento.

Para Sprayberry, a procura por novas fontes de alimento seriam feitas através do cheiro. Se ele fosse alterado, por fatores externo como a poluição, ou, pior ainda, removido, as abelhas poderiam morrer.

Os dois biólogos alertam sobre a necessidade de se considera o odor na interação com o ecossistema. Suas descobertas foram apresentadas em janeiro, durante conferência em Salt Lake, em Utah.

Reportagem publicada na Folha

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Bem-vindo, sr. morcego











Cidades da Itália constroem morcegódromos para combater a proliferação de insetos


Esqueça os repelentes, as telas e as raquetes de choque elétrico. A melhor solução para acabar com os surtos de mosquitos e pernilongos no verão pode ser outra: morcegos. Várias cidades italianas começaram a construir casinhas para morcegos, com o objetivo de atrair esses animais – que são exímios comedores de mosquitos.

A ideia surgiu em 2006 na cidade de Fiesole, na região da Toscana, e ganhou adesões em todo o país. As casinhas são feitas de madeira, medem 66 x 40 centímetros e têm uma espécie de poleiro dentro – para que os morcegos possam ficar pendurados de cabeça para baixo. A iniciativa tem dado certo: mais de 8 mil casinhas já foram instaladas, e a Universidade de Florença criou até um projeto, o “Morcego Amigo”, para incentivar a prática. “Eles desempenham um papel importante no controle de insetos, pois alguns podem consumir mais de 1 000 mosquitos por hora”, diz Ricardo Moratelli, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros da Fundação Oswaldo Cruz.

Mas não é perigoso incentivar a presença de morcegos em áreas urbanas? Afinal, eles podem transmitir doenças como raiva e histoplasmose. “Os ataques a seres humanos são raros”, pondera Moratelli. Além disso, as casinhas são instaladas em árvores ou do lado de fora dos prédios, a 4 metros de altura – fora do alcance das pessoas. “É perfeitamente seguro. Basta não enfiar a mão lá dentro”, afirma o zoólogo Felipe de Mello Martins, da USP. “Os morcegos são associados a mitos e medos sem sentido”, acredita Merlin Tuttle, doutor em biologia pela Universidade de Kansas e presidente da Bat Conservation International, ong que visa à proteção desse animal. Mas que ele assusta, assusta.

Fonte: Planeta Sustentável

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

2ª Cãominhada de Santo André

O curso de Medicina Veterinária da Metodista promoveu, em 4 de outubro, a 2ª Cãominhada de Santo André. Realizado no Paço Municipal a convite da ACISA (Associação Comercial e Industrial de Santo André), o evento teve como objetivo desenvolver as atividades referentes ao projeto de extensão Identificação de cães com sobrepeso e obesos nos Municípios do Grande ABC Paulista.

Sob a coordenação da professora Tânia Parra Fernandes, o projeto visa fomentar o verdadeiro significado da premissa saúde e bem-estar animal e envolve alunos do 8º e 10º semestres do curso, que alertaram aos donos dos cachorros sobre os riscos da obesidade, como a predisposição a doenças cardíacas, ortopédicas e articulares e o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus e distúrbios respiratórios.

Os alunos que participaram da Cãominhada foram: Daniel Masaia Palleres, Rafaela Moratti Fazan, Mariglê Bordinhon Barbosa, Ana Elisa Sulzer Augusto, Estefani da Silva Esteves e Heloisa Sabina Facciolongo.