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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Após ganhar o Brasileirão, Corinthians planta 3 mil árvores

Depois de muita comemoração com o título, o Corinthians agora coloca em prática o ProjetoJogando pelo Meio Ambiente, idealizado pelo Banco Cruzeiro do Sul, que também tem parceria com o Palmeiras.

Desde 2010, o projeto planta árvores de acordo com o desempenho dos times e resultados dos jogos. A cada gol e jogo que um deles participa, 100 mudas são plantadas. Cada pênalti defendido acrescenta 200 mudas. Agora, 3 mil árvores serão plantadas pela conquista do Campeonato Brasileiro, como parte da ação “Campeão do Meio Ambiente”.

Este ano, o local do plantio é o município de Sarapuí, em SP, com espécies nativas da mata atlântica como Ipê roxo, amarelo e Jatobá. Quem cuida das mudas é o Instituto Ecoar, que trabalha com programas de educação ambiental. O projeto também inclui a distribuição de materiais relacionados ao tema aos torcedores, com informações sobre meio ambiente.

Depois deste fim de semana, as duas equipes subiram no placar com 41.000 árvores. E você, acha que a ação também merece comemoração?

(Imagem: Reprodução/Jogando pelo Meio Ambiente)


Matéria publicada na Super Interessante

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Limpa Brasil lança campanha Eu Sou Catador

O movimento Limpa Brasil - Let’s Do It!, que organiza mutirões nas cidades brasileiras para recolher o lixo jogado indevidamente nas ruas, acaba de lançar uma nova campanha, a Eu Sou Catador, para sensibilizar cada vez mais cidadãos para o problema dos resíduos sólidos no Brasil (leia também: Produção de lixo cresce seis vezes mais do que população).

A ação pretende alertar a população sobre a importância de todos nós sermos catadores e recolhermos o lixo das ruas, sempre que pudermos. A campanha pede, ainda, que os cidadãos descartem de forma correta os resíduos que produzem e, assim, contribuam para que a quantidade de lixo que precisa ser recolhido nas ruas diminua cada vez mais.

A intenção é que o ato de limpar as ruas se torne um hábito em todo o país e não dependa, apenas, dos mutirões organizados pelo Limpa Brasil. O movimento já promoveu ação no Rio de Janeiro e está organizando um mutirão em Brasília, que acontecerá no próximo domingo, 21/8 (veja como participar aqui). Até o final do ano, o Limpa Brasil ainda pretende realizar ações em outras cinco cidades do país: São Paulo, Guarulhos, Campinas, Goiânia e Belo Horizonte.

Para dar maior visibilidade à campanha Eu Sou Catador, o movimento ainda lançou na internet três vídeos (abaixo) sobre a ação, que conta com a participação de voluntários do Limpa Brasil e, também, de celebridades - como os músicos Chico Buarque, Milton Nascimento e Seu Jorge, a atriz Marília Pêra, as apresentadoras Marina Person e Didi Wagner e o catador de material reciclável e protagonista do documentário Lixo Extraordinário, Tião Santos (leia também: O Extraordinário Tião Santos).

Matéria publicada no Planeta Sustentável

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mata Atlântica perdeu 312 km² de 2008 a 2010, diz Inpe

Mata Atlântica perdeu 31.195 hectares com desflorestamento entre 2008 e 2010, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS A Mata Atlântica. A área desmatada soma 311,95 quilômetros quadrados, o equivalente quase ao tamanho de Belo Horizonte (330 quilômetros quadrados). Segundo o levantamento, esse resultado apresenta uma diminuição de 55% na taxa média anual de desmatamento, comparado com o período anterior analisado, de 2005 a 2008.

De acordo com Márcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do levantamento, a diminuição no ritmo do desmate pode ser explicado pelo avanço da legislação, com a lei L1.428, homologada em 2008, que define o conceito e a incidência de Mata Atlântica e regulamenta sua exploração. "A queda também pode ser atribuída ao trabalho dos órgãos de fiscalização e pela maior consciência da população", disse ela.

O Estado que mais sofreu com o desmatamento da Mata Atlântica foi Minas Gerais, que perdeu 12.467 hectares no período de 2008 a 2010, o equivalente a 39,9% do total. Em seguida estão a Bahia, com 7.725 hectares, Santa Catarina, com 3.701 hectares, e o Paraná, com 3.248 hectares.


Leia a matéria na integra o UOL

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma liderança ameaçada

Sem uma política ampla de estímulo à inovação, o Brasil pode perder sua posição de destaque na agricultura e na energia.

A notoriedade desfrutada pela questão ambiental no segundo turno da campanha presidencial foi efêmera e exauriu-se em compromissos pontuais, como a revisão do Código Florestal e a hidrelétrica de Belo Monte. São assuntos relevantes, sem dúvida, mas, tratados de forma desconectada, evidenciam uma percepção rasteira dos temas socioambientais, que cada vez mais são indutores-chave de inovação na economia global.

O Brasil participa do comércio internacional com uma pauta intensiva em recursos naturais, na qual as commodities agrícolas desempenham papel relevante. Sendo que a produtividade no campo depende, entre outros recursos, de serviços ambientais providos pelo meio ambiente, não faz sentido tratar em separado a necessidade de incentivo a pesquisa e desenvolvimento, bem como à inovação na agroindústria, uma área de notória excelência do país, do esforço que deve ser feito para tornar viável o manejo sustentável de áreas nativas e plantadas e do desenvolvimento de mecanismos econômicos que remunerem os proprietários de terras que também atuam no negócio da conservação. São duas faces da mesma moeda, a que garante a competitividade do país na agroindústria.

Na questão energética, o Brasil mais tem se vangloriado de decisões passadas que privilegiaram a exploração do potencial hidrelétrico e a produção de combustíveis de cana-de-açúcar do que tem mirado o futuro. Hoje, 45% da oferta total de energia do país vem de recursos renováveis. Mas tal posição de destaque tende cada vez mais a ser ameaçada por nações desenvolvidas, que, além de investir em energias alternativas, como a eólica onshore e a solar fotovoltaica, destinam recursos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ainda em amadurecimento, como a eólica offshore, a geotérmica, o etanol de segunda geração e o biodiesel de algas. Ao fazer tais opções, esses países alcançam maior segurança energética, consolidam competências no setor produtivo e tornam-se mais capazes de explorar outras oportunidades que as energias renováveis oferecem: geração de empregos, exportação de tecnologias, máquinas e equipamentos e a possibilidade de levar eletricidade a áreas isoladas.

A compreensão dissociada entre o papel das políticas pró-inovação e o das ambientais, no Brasil, ajuda a explicar a pouca prioridade dada a pesquisa e desenvolvimento em uso de biodiversidade ou em energias eólica e solar, nas quais o país apresenta amplo potencial a ser explorado tanto interna quanto externamente. São raros no Brasil, infelizmente, exemplos em que a cadeia de oportunidades que deriva da inovação seja aproveitada, como no caso da cadeia alcoolquímica, setor no qual o país pretende responder por 50% da oferta global de produtos em 2020.

Leia a reportagem na integra no Planeta Sustentavel

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Senado debate uso de agrotóxicos

O consumo de agrotóxicos no Brasil está em discussão na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado nesta quinta-feira. A comissão é presidida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Ao abrir o debate, Marcelo Augusto Boechat Morandi, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, defendeu a necessidade de mudança do modelo agropecuário adotado no Brasil. Para ele, o País precisa manter a posição que ocupa no cenário internacional em relação à produção de alimentos, mas deve adotar práticas agrícolas sustentáveis para proteger a saúde humana e o meio ambiente.

Segundo Morandi, a solução passa pelo maior controle na venda e aplicação dos agrotóxicos e pela utilização de técnicas alternativas de plantio e de controle de pragas. A proteção da vegetação natural, principalmente das matas que margeiam cursos d'água, é fundamental para a sobrevivência dos inimigos naturais das pragas, observou o pesquisador.

O diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, disse que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos em termos absolutos, o que, segundo ele, se justifica pelo aumento da produção agrícola do país. Daher disse que, em termos proporcionais, a França, por exemplo, utiliza três vezes mais agrotóxicos do que o Brasil.

Daher defendeu ainda a integração lavoura-pecuária para aumentar a área de cultivo sem a necessidade de desmatar florestas. Segundo ele, essa medida poderá dobrar a área planada. “O gado brasileiro é o mais folgado do mundo”, disse.

Matéria publicada no Estadão

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Estudante da Metodista vence concursos culturais promovidos pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo


O estudante do curso de Ciências Biológicas e estagiário do Núcleo e Agência Ambiental da Metodista, Luiz Felipe da Cunha Chacon venceu um concurso cultural que tinha como tema sacolas retornáveis, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

“A intenção do concurso foi promover uma reflexão sobre o tema e contribuir para a conscientização da importância das atitudes sustentáveis”, contou Luiz Felipe.

A inspiração das palavras sobre o uso de sacolas retornáveis veio por meio do Protocolo de Intenções entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados, que prevê o fim do uso das sacolas plásticas descartáveis derivadas de petróleo.

A premiação aconteceu no dia 28 de junho, e o prêmio foi um kit contendo 5 Ecobags (sacolas retornáveis usadas em uma campanha na São Paulo Fashion Week 2011), contendo dentro alguns livros da Secretaria do Meio Ambiente.

As palavras escritas por Luiz Chacon que garantiram a vitória no Concurso foram:

Não passe sem ver,
Não deixe de olhar.
É preciso viver,
Não deixar a vida acabar.

Observe o Meio Ambiente,
Tome uma iniciativa.

Leve sempre a Sustentabilidade,
Em sua Embalagem Alternativa.

Você pode agir no presente e fazer o futuro!

Esta não é a primeira vez que Chacon vence um concurso do tipo. No dia 22 de março, dia de comemoração do Dia Mundial da Água, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo promoveu um concurso cultural sobre o tema, visando uma reflexão sobre a importância da água. O estudante de Ciências Biológica foi o vencedor, recebendo três livro sobre o tema.

“Nas duas premiações resolvi participar para contribuir de maneira positiva para a reflexão do tema, bem como contribuir para a conscientização e educação para Sustentabilidade e outras questões ambientais. Acho importante nos dias atuais (e tem a ver com os temas) a palavra Sustentabilidade”

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Índio brasileiro usa a internet para defender o meio ambiente

Almir Surui, Labiway Esaga – o líder maior do povo Surui, foi selecionado pela Revista Fast Company para figurar a lista das 100 pessoas mais criativas no mundo dos negócios no ano de 2010. Além disso, ele foi o brasileiro que recebeu a melhor colocação, ficando na 53ª posição.

O índio conquistou essa colocação, após ter ido no escritório do Google nos Estados Unidos dizendo saber uma nnova maneira de usar a internet para preservar a mata onde vive a tribo.

Escute a história na CNN

Conhaça a revista FastCompany

quinta-feira, 9 de junho de 2011

São Bernardo promove cursos gratuitos sobre ambiente

A Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo está com inscrições abertas para o curso gratuito de Formação de Agente Socioambiental Voluntário. Esta é a 9ª edição do curso, que já formou 230 agentes. As aulas serão ministradas na Eco Escola, localizada no Parque Estoril, no Riacho Grande.

Segundo Edivaldo Elias Rotondaro, biólogo e coordenador da Eco Escola, o objetivo do espaço é ensinar os frequentadores sobre o ambiente para que transmitam conhecimento para a comunidade.

“Nós promovemos cursos de orquídeas, compostagem e, recentemente, fizemos uma semana sobre o tráfico de animais, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente”, contou.

O curso deste mês tem duração de quatro dias e formará 35 agentes. As inscrições vão até esta sexta-feira (10). As aulas têm início no dia 15.

Os alunos terão 30 horas de aula por dia e vão realizar diversas atividades. “Em um dia, irão a Paranapiacaba, por exemplo. Em outro período eles fazem atividades no zoológico”, explicou o coordenador.

Rotondaro disse ainda que a instituição pretende criar o Núcleo de Pesquisas Socioambientais. “Nós queremos trazer faculdades para realizar trabalhos de conclusão de curso aqui. Em breve, também lançaremos um edital para contratar estagiários de cursos que envolvam o ambiente.”

Para se inscrever, é necessário comparecer à Secretaria de Gestão Ambiental, localizada na Rua Jacquey, nº 61, 1º andar, no Rudge Ramos, ou enviar e-mail para eco.escola@saobernardo.sp.gov.br.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4367-6371.

Materia publicada no RROnline

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sacolas plásticas na mira

Calcula-se que 14 bilhões de sacolinhas sejam distribuídas nos estabelecimentos comerciais do país a cada ano - para então serem descartadas pelos fregueses e se transformarem em um dos mais danosos elementos da poluição ambiental

Antiecológicas da matéria-prima ao processo de produção, elas levam ainda centenas de anos para se degradar. Criam montanhas nos aterros sanitários, entopem córregos e transformam mares em lixões. Por isso, várias cidades estão abrindo guerra contra as sacolas plásticas e criando leis que limitam ou proíbem seu uso no comércio. No início de 2012, deve ser a vez de São Paulo, com regras que prometem mudar a rotina dos consumidores. Os detalhes da regulamentação serão definidos nos próximos meses. Mas, por enquanto, além de banir a venda e a distribuição dessas pestes, o texto da lei proíbe que fabricantes imprimam nelas frases sobre supostas vantagens ecológicas.

Isso porque existem embalagens feitas de materiais renováveis, como cana-de-açúcar e milho, que seriam, assim, mais sustentáveis. Mas ainda há informação escondida nas entrelinhas. "Matéria-prima renovável não é garantia de um produto biodegradável", explica o engenheiro químico Helio Wiebeck, da Universidade de São Paulo. Entenda a polêmica, e como ela vai afetar seu dia a dia.

SACOLAS PLÁSTICAS PODEM SER ECOLÓGICAS?

Em algumas regiões do país, as embalagens convencionais foram substituídas por sacolas feitas com plástico que causaria menor impacto ambiental:

Polietileno verde

O que é: desenvolvido com derivado da cana-de-açúcar, matéria-prima 100% renovável
Na verdade... embora a planta tenha a vantagem de captar gás carbônico - ao contrário do que acontece quando se extrai o petróleo -, o plástico não é biodegradável, ou seja, pode permanecer intacto na natureza por séculos

Plástico biodegradável

O que é: em geral, o produto é feito à base de amido de milho ou outro material renovável
Na verdade... embora seja de fato biodegradável (ele se decompõe em até 180 dias por ação de microrganismos, sem resultar em resíduos químicos nocivos), requer condições muito específicas de umidade e concentração de oxigênio para se decompor. Nos aterros, o que acontece é a liberação de gás metano, ligado ao efeito estufa

Oxibiodegradável
O que é: feito de derivados do petróleo, esse plástico leva em sua composição um aditivo químico que teria a função de acelerar a degradação da embalagem
Na verdade... o aditivo serve apenas para fragmentar a molécula plástica, mas não evita que o processo deixe resíduos. Dispersas, as micropartículas podem contaminar o solo, as lavouras e os lençóis freáticos

RESTRINGIR O USO DE SACOLAS PLÁSTICAS TEM IMPACTO SIGNIFICATIVO NO AMBIENTE?
Sim, pois atualmente não há uso consciente nem descarte adequado desse tipo de embalagem. Embora fabricadas com material reciclável, estima-se que oito em cada dez sacolas plásticas sejam usadas como saco de lixo e, assim, tenham como destino os aterros sanitários. "Estimular o uso de embalagens duráveis é a principal vantagem dessas medidas, pois uma sociedade sustentável não pode se desenvolver com base em produtos descartáveis", diz Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Em Belo Horizonte, depois que a lei que restringe o uso das sacolas plásticas entrou em vigor, em abril deste ano, 75% dos consumidores passaram a levar ao supermercado suas próprias sacolas reutilizáveis.

Matéria publicada no Planeta Sustentável

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Metodista é convidada a participar do Projeto Rondon Resíduos

A Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo foi convidada a compor grupos de alunos para o desenvolvimento de ações do Projeto Rondon Resíduos, desenvolvido pelo Projeto Rondon Minas Gerais. O evento vai acontecer no início de julho, entre os dias 01 e 17, e contará com a participação de seis estudantes do curso de Biologia.

“O objetivo é reduzir consideravelmente os resíduos sólidos em cidades de Minas Gerais, por meio de oficinas de reciclagem, palestras e capacitação. Serão 40 cidades beneficiadas e, ao longo do Projeto, o total será de 200. Os seis alunos serão divididos em duplas e irão compor outros grupos de universitários”, explicou o professor Victor Bigoli.

O projeto será realizado em longo prazo, com o término previsto para 2014. “A participação da Universidade será garantida e poderemos contar com novos alunos a partir dos próximos semestres. Os que já estão, permanecerão até o fim do projeto”, afirmou o docente.

Uma das propostas é trazer o Rondon Resíduos para o estado de São Paulo. Com a participação de Instituições de Ensino Superior como a Metodista e a Faculdade de Medicina do ABC em conjunto com o Projeto Rondon São Paulo, a proposta poderá ser viabilizada para o ano de 2012.

Os integrantes da UMESP participaram de um curso de capacitação, oferecido pela PUC-MG, nos últimos dias 28 e 29 de maio, na cidade de Poços de Caldas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inspeção veicular: a cada 480 carros regulados, uma vida é poupada

Realizar a inspeção veicular reduz o índice de mortalidade das cidades, segundo estudo divulgado pela Medicina da USP – Universidade de São Paulo. A pesquisa, realizada com base nos dados da capital paulista – que foi a primeira cidade do Brasil a adotar a inspeção veicular –, concluiu que, a cada 480 carros regulados, uma pessoa deixa de morrer por doenças agravadas pela poluição – como a pneumonia, por exemplo.

Em São Paulo, no ano passado, 121 mil veículos a diesel foram inspecionados e, portanto, evitou-se a morte de 252 pessoas. Além disso, cerca de 300 habitantes deixaram de ir para o hospital por conta da poluição do ar.

De acordo com o estudo, ao reduzir o número de internações nos hospitais, a inspeção veicular ainda fez com que o sistema de saúde público e particular economizasse US$ 987,4 mil – quantia similar a R$ 1,6 milhão.

Metria publicada na Superinteressante

A sugestão dos pesquisadores é que esse dinheiro seja investido em mais medidas de combate à poluição, já que, por ano, ela é responsável pela morte de cerca de quatro mil pessoas, apenas na cidade de São Paulo – mais do que a Aids e a tuberculose juntas!

No ano passado, apenas pouco mais da metade dos carros, da cidade de São Paulo, que deveriam realizar a inspeção veicular foram submetidos à avaliação. Já pensou quantas vidas mais poderiam ser salvas se todos cumprissem a lei ou, ainda, se a inspeção veicular fosse expandida para outras cidades do país?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Satélites registram aumento de mais de 5 vezes no desmate da Amazônia

O ritmo de desmatamento na Amazônia mais que quintuplicou no bimestre março-abril (alta de 473%), em comparação com o mesmo período de 2010. Os satélites de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais rápidos e menos precisos, registraram o corte de 593 km² de florestas, extensão equivalente a mais da terça parte da cidade de São Paulo.

Faltando três meses para o fim da coleta de dados da taxa anual de desmate, os números do Inpe sugerem interrupção na tendência de queda no abate de árvores registrada nos dois últimos anos. E foram anunciados ontem com a reação do governo: "A ordem é reduzir até julho, não queremos aumento da taxa anual do desmatamento", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A ministra coordenará as ações de um gabinete de crise para conter o desmatamento. "Sufocar" a ação dos desmatadores foi o verbo usado ontem por Izabella e pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A reação do governo conta com mais de 500 fiscais em campo só em Mato Grosso, Estado que registrou o maior avanço das motosserras - 80% do total.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 37 mil hectares de terras foram embargados para a produção pelos fiscais. Isso representa mais de nove vezes a área embargada no ano anterior.

O desafio é grande. Os três últimos meses são os que tradicionalmente registram o maior volume de desmate, porque coincide com a seca na região. Nos primeiros nove meses da nova taxa anual, o desmatamento aumentou 27% em relação ao mesmo período de 2010.

Leia a reportagem na íntegra no Estadão

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Câmara de SP aprova lei que acaba com sacola plástica

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em segunda votação, a lei que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas para acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos da capital.

A lei, que vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (PSD), passa a valer a partir de 1.º de janeiro de 2012. O projeto recebeu dos vereadores 31 votos favoráveis e 5 contrários - houve 12 abstenções.

Supermercados, shoppings, lojas e afins ficam obrigados também a fixar aviso informativo, em locais visíveis ao público dentro dos estabelecimentos, com as frases: "Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis."

Por sacola reutilizável, a lei define: "confeccionadas com material resistente, que suporte o acondicionamento e o transporte de produtos e mercadorias em geral."

As penalidades por descumprimento da nova lei municipal estão atreladas à Lei Federal 9.605, de 1998, que fixa sanções penais e administrativas para atividades lesivas ao meio ambiente. A legislação federal em vigor determina multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, dependendo da gravidade. A fiscalização da lei será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Leia na integra no Estadão

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como descartar corretamente o óleo de cozinha e evitar danos ambientais

Você fritou aquela batatinha crocante. Preparou bolinho de chuva e pastel. E fez o que com o óleo que sobrou? Muitas vezes, ele pode ser usado no preparo de outra receita, mas uma hora, é certo, terá de ser descartado. Ao invés de jogá-lo pelo ralo da pia, existem algumas formas mais sustentáveis de descarte, já que um único litro de óleo descartado de forma incorreta polui até 25 mil litros de água.

Muita coisa pode ser feita com o óleo de cozinha usado: fabricação de tintas, sabão, detergentes e biodiesel. Alguns países como Bélgica, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos possuem até recomendações oficiais para o descarte correto de óleos e gorduras de frituras. No Brasil, só em São Paulo, o volume mensal de compra do produto é de mais de 20 milhões de litros, segundo pesquisa da Nielsen. E pouca gente faz o descarte correto.

Além do mau cheiro, o óleo:
- Prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água, entope canos, pode romper redes de coleta e encarece o processo de tratamento;
- Quando chega a rios e oceanos, cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e bloqueia a oxigenação da água, o que compromete o equilíbrio ambiental;
- Exige uso de produtos químicos altamente tóxicos para limpeza de encanamentos contaminados;
- Impermeabiliza solos, dificulta o escoamento da água das chuvas, contamina o lençol freático e, em decomposição, emite grande quantidade de gases tóxicos na atmosfera.

O que fazer?Se você ainda tem o hábito de jogar o óleo de cozinha pela pia, dá para ajudar a mudar essa realidade. Armazene-o em garrafas e procure postos de coleta. O Instituto Akatu tem uma lista nacional de postos de coleta de óleo usado. A ONG TREVO, especializada em coleta e reciclagem de resíduos de óleo, também disponibiliza uma lista com alguns endereços de postos de coleta.

Matéria publicada na Superinteressante

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pescadores vão coletar lixo plástico no mar

Certamente, você sabe que a maior parte das embalagens plásticas que jogamos no lixo vão parar no mar. Se não sabe, veja o caminho que ele faz ao ser levado pelas águas no infográfico A viagem do lixo, criado pela revista National Geographic Brasil. Toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis à vida marinha e à humanidade. No ano passado, essa mesma revista, que é parceira do Planeta Sustentável, enviou a jornalista Liana John, autora do blog Biodiversa –, em uma expedição de cientistas, realizada para analisar a presença de plásticos no Oceano Atlântico (leia a reportagem Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atântico).

A situação é caótica, sem dúvida, e agrava as condições dos oceanos que já sofrem com o aquecimento global e a poluição provocada por elementos tóxicos jogados no mar por navios e barcos ou pela extração de petróleo. Ao mesmo tempo, já há uma lei de preservação dos oceanos que deverá ser colocada em prática em breve, pela União Européia, e punirá os pescadores que praticarem a pesca predatória, que resulta na morte e devolução de peixes mortos aos oceanos. As estimativas apontam que 2/3 dos peixes pescados aleatoriamente são devolvidos ao mar, geralmente mortos, já que os pescadores priorizam os peixes grandes, de maior valor.

Por conta disso, a União Européia lançou um projeto inovador para resolver o problema da poluição dos oceanos por plásticos e que pode ajudar a evitar o “desemprego” dos pescadores. E é na cidade de Fiskardo, na Grécia, que ele será testado. Lá, além de pescar peixes – seguindo a nova lei, claro! -, os pescadores vão recolher dejetos plásticos que serão encaminhados para reciclagem.

Inicialmente, o projeto será patrocinado pelos países membros da UE, mas a ideia é que esse trabalho se torne, com o tempo, auto-sustentável, ou seja, que todos os pescadores envolvidos passem a vender diretamente o material recolhido para reciclagem.

Leia a matéria na íntegra na Superinteressante

sexta-feira, 6 de maio de 2011

De peito estufado

Medição de CO2 de 440 modelos mostra que nem sempre os motores que mais emitem são os maiores.

Você sabia que um carro 1.0 pode emitir mais CO2 que um com motorização 3.0? Apesar de surpreendente, o BMW Série 5, de 306 cv, despeja no ar 178 gramas desse gás por quilômetro rodado, 4 gramas a menos que o Ford Fiesta 1.0, cuja potência é de 73 cv. Os números fazem parte dos dados de emissões de 440 modelos fornecidos pela consultoria Jato Dynamics.

Embora não seja nocivo à saúde humana, o CO2 (dióxido de carbono) está ligado ao fenômeno de aquecimento global. Se suas emissões não caírem, a Organização das Nações Unidas estima que a temperatura do planeta aumente 4 ºC até 2100. Segundo o Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa, divulgado em abril pela Cetesb, houve um aumento de 15,4 milhões de toneladas de CO2 em 18 anos no estado de São Paulo. Só em 2008, foram lançadas 34,8 milhões de toneladas. Mais da metade disso veio dos automóveis.

O tamanho do motor não tem, necessariamente, relação direta com emissões de CO2. Com 77 cv, o Logan 1.0 despeja no ar 4 gramas a mais de CO2 que o Audi A4 2.0, com 214 cv. Um Toyota Hilux SW4 2.7, com 158 cv, ultrapassa em 40 gramas o CO2 produzido por um Mercedes Classe S 63 AMG, com 544 cv.

Lei a reportagem complena no Planeta Sustentável

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Chuva de meteoros será visível a olho nu nesta semana

Quem olhar para o céu na noite dos próximos dias poderá se deparar com um espetáculo diferente. O horizonte será cortado por uma chuva de meteoros do cometa Halley, visível a olho nu.

De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6).

Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote. As melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul.

Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoros por hora.

Para contemplar bem o fenômeno, o ideal é que se vá para um lugar sem muita iluminação.

"É um espetáculo muito bonito. É uma chuva de estrelas cadentes. Só que, com a luz de São Paulo, fica difícil de ver. O ideal são locais mais afastados", disse a astrobiólogo da USP Douglas Galante.

"Cada um desses meteoros é um pedaço do cometa Halley fazendo um um voo kamikaze na atmosfera", explica o astrônomo Bill Cooke, da Nasa.

"Muita gente nunca viu esse famoso cometa, mas, na manhã do dia 6 de maio, poderá assistir partes dele deixando rastros ardentes no céu", completa.

Leia mais na Folha

terça-feira, 26 de abril de 2011

'Chernobyl será perigosa por milhares de anos'

A comunidade global prometeu meio bilhão de euros na conferência de doadores em Kiev, na Ucrânia, para um novo sarcófago que recobrirá as ruínas do reator nuclear em Chernobyl. Tobias Münchmeyer, especialista em energia nuclear do Greenpeace, argumenta que a conferência é apenas o começo. Os perigos de Chernobyl, cujo desastre completa amanhã 25 anos, persistirão por milhares de anos.

A União Europeia e governos de todo o mundo prometeram 550 milhões (US$ 797 milhões) para Chernobyl. A conferência teve êxito?

Esse é um evento esquizofrênico. Por um lado, conseguiu fazer com que a comunidade internacional doasse dinheiro para uma segunda proteção para o reator devastado. Ao mesmo tempo, porém, as pessoas estão fazendo vista grossa para as verdadeiras raízes da catástrofe: a energia nuclear.

Chernobyl está localizada a apenas 90 quilômetros de Kiev, mas aqui se ouve constantemente que precisamos apoiar a energia atômica, que ela é absolutamente segura. É um paradoxo. O mundo está injetando centenas de milhões de euros na Ucrânia para eliminar as consequências de Chernobyl. Ao mesmo tempo, Kiev quer expandir sua indústria nuclear e o Ocidente está capacitando o governo ucraniano a fazê-lo. Precisamos tirar lições de Chernobyl. É trágico que, 25 anos depois, tenhamos um novo desastre com o reator nuclear em Fukushima. A questão é a seguinte: quantos Chernobyl o mundo ainda pode suportar?

Leia a reportagem completa no Estadão

quarta-feira, 20 de abril de 2011

S.Caetano incentiva plantio de árvores

No intuito de tentar controlar a poluição atmosférica em São Caetano, os vereadores aprovaram em primeira votação, projeto do Executivo que institui Plano de Arborização Urbana. A iniciativa visa estimular, dentro do período de 12 anos, plantio de espécies nativas e, com isso, ampliar e qualificar a área verde da cidade.

A proposta determina aspectos criteriosos para derrurabada, que será analisada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Estabelecimentos comerciais que disponham de, no mínimo, quatro vagas de estacionamento destinadas a clientes, deverão ser providos de vegetação. A proporção a ser obedecida será de uma espécie árbórea para cada quatro vagas.

A lei torna obrigatório o plantio de árvores, no máximo, a cada dez metros lineares de fachada dos imóveis. Os canteiros não poderão ser impermeabilizados. Fica proibida a poda nas espécies que estão em período de floração ou frutificação, Além disso, a lei estabece multas para quem infringir as normas.

Leia a reportagem na íntegra no Diário do Grande ABC

De acordo com o projeto, a Prefeitura tentará envolver a população visando a preservação da arborização. A administração deverá realizar, de forma gradativa, a reposição das espécies inadequadas para o plantio.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Osvaldo Ceoldo (PV), com base em levantamento da Pasta, a proposta tem como objetivo expandir áreas verdes, estipulando que a cada duas árvores perdidas haverá plantio de três, num processo de educação ambiental em parceria com empresas.

"A compensação ambiental tem sido feita, porque é uma norma estabelecida. Temos aproximadamente 28 mil árvores em áreas públicas, ou seja, calçadas, parques e praças, sob responsabilidade da Prefeitura. O incentivo vai existir e, em casos de calçada, não havendo recusa por parte dos proprietários, caberia lugar compatível para 9.000 árvores."

Ceoldo afirma que o projeto define o papel do poder público e do cidadão para aumentar a área verde.

Segundo o vereador Maurílio Pompílio (PV), a cidade necessita há bastante tempo de replanejamento no plantio. "O secretário sozinho não tem poder para resolver o problema. Precisávamos da iniciativa."

Apesar de favorável à proposta, o oposicionista Gilberto Costa (PP) pondera que as ações do plano deveriam ser promovidas pela própria Secretaria de Meio Ambiente e não pela de Serviços Urbanos, como propõe a matéria. "A dificuldade fica por conta de que a Pasta não tem infraestrutura, espaço físico e nem pessoal, pois fica num pequeno espaço na Escola de Ecologia."

terça-feira, 19 de abril de 2011

Corredor verde pode reduzir alagamentos em São Paulo

A adoção de um corredor verde ligando os principais bairros da cidade de São Paulo pode ser uma alternativa para ampliar a permeabilidade do solo nos principais bairros da capital, ajudando a reduzir o risco de enchentes nos meses com grande volume de chuva.

A proposta, desenvolvida por uma pesquisadora da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo), já foi encaminhada para as secretarias de Coordenação das Subprefeituras e do Verde e Meio Ambiente.

O estudo divide a cidade em sete grandes eixos, ligando parques das subprefeituras da Mooca, da Sé e de Pinheiros. O corredor passaria por importantes avenidas, como 23 de Maio, Rangel Pestana e Celso Garcia.

Segundo a pesquisadora e gestora ambiental Juliana Amorim da Costa, o plano prevê a colocação de árvores linearmente nas ruas e nas avenidas escolhidas. Além disso, deverá ser feito um programa de incentivo para que cada residência dentro desses eixos tenha uma árvore na calçada.

“O corredor irá ocupar os canteiros das avenidas. Também optamos por colocar árvores que não oferecem risco de queda durante o período das fortes chuvas em São Paulo”, afirmou Juliana.

Para ampliar a capacidade de permeabilidade do solo, Juliana conta que o estudo prevê a escolha de espécies como a tipuana e a sibipira, plantas que têm capacidade de reter até 80% de toda a água da chuva.

Materia publicada no Metrô