quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Jovem ativista social de 19 anos participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, entre os dias 26 e 30/01

“Sinto falta de espaços para os jovens se expressarem, suas ideias e suas preocupações. Dependendo onde quer dialogar, as pessoas te acham muito novo por não te cursado graduação, ou nunca ter trabalhado, nem ter família para sustentar. Quem é jovem hoje é a geração de amanhã. Os adultos dirigem as empresas. Eles têm esse papel hoje, mas não irão ficar para sempre”. O questionamento vem de da ativista social Raquel Helen Santos Silva, 19 anos, mineira de Belo Horizonte. Participará do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, entre os dias 26 e 30/01. Ela faz parte do programa Global Changemakers do British Council, selecionada junto com quatro jovens entre 1.500 candidatos de todo o mundo.

Desde os nove anos atua em trabalhos sociais em sua igreja. Começou em um grupo de dança chamado Canto e Arte, que atua até os dias de hoje. Raquel também ajudou na elaboração de bingos, produção de sorvetes e doação de roupas para arrecadar fundos e conseguir viajar com esse grupo. “A gente também participou de um trabalho de reciclagem que coletávamos garrafas plásticas e latas de alumínio para vendermos para uma cooperativa, a verba beneficiou a todos”, conta a jovem. Ela comenta que a dança possibilitou inúmeros conhecimentos. O grupo se movimenta nos passos do hip hop, ballet, comemorações religiosas.

Selecionada justamente por seu envolvimento em trabalhos sociais, Raquel sempre foi uma adolescente questionadora e sempre buscou algo para conhecer. Ela conta como surgiu seu interesse por política: “Sempre quis entender muita coisa que lia no jornal e não entendia. Ficava me perguntando quando via aquelas manchetes: o primeiro ministro teve encontro com o rei fulano e concluíram X saídas. Como assim? Duas pessoas decidem o futuro de milhares de outras pessoas. Será que eles consideram a opinião da população afetada?”. Hoje ela estuda relações internacionais na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e ciências do estado na Universidade Federal de Minas Gerais. “Para mim, a política é o espaço onde as pessoas podem discutir seus interesses. Deveriam chegar numa solução, no mínimo, razoável a todos. É um pouco complicado, porque precisa ser um espaço para envolver mais as pessoas, em especial os jovens.”

Leia a íntegra no site Senac, Setor 3

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